Orgulho de ser paulista

09/07/2009

A Revolução de 1932, em São Paulo, foi uma das etapas da luta pela democracia no Brasil, mas acabou caindo no esquecimento. A avaliação é do historiador Marco Villa, estudioso do movimento.

A luta dos paulistas contra o governo de exceção estabelecido por Getúlio Vargas, reaparece como um “momento importante da história política do país”, com a criação, em 1997, do feriado estadual de 9 de julho, explicou Villa.

Nessa data, eclodiu em São Paulo a luta pela convocação de uma assembleia constituinte. Vargas governava desde 1930 em um regime revolucionário, com a Constituição revogada. Segundo o historiador, “esses valores de Constituição e democracia são uma espécie de tesouro de 32”.

Alexandre Hecker, da Universidade Estadual de São Paulo, concorda que o movimento de 32 é “simbolicamente um marco na luta para conquistar um Estado de Direito”.

Na avaliação do historiador, o movimento foi causado pela insatisfação da elite paulista e de parte da classe média com o governo estabelecido por Vargas. “O trabalhador aguardava uma reforma das relações trabalhistas, que viria com Getúlio Vargas”, considerou.

Segundo Hecker, conflito armado decorrente da revolta desses setores da sociedade foi o mais importante no qual o país se envolveu no século 20, “ao lado da Segunda Guerra Mundial”.

Além de reivindicar a elaboração de uma Constituição, a revolução foi “uma tentativa de retomada da importância que o estado de São Paulo tinha na República Velha”.

Os acontecimentos de 32 ganham mais relevância se analisados no contexto do que se passava no mundo . Nos anos 30, diversos países, como Alemanha, Itália, Rússia e Portugal, viviam sob regimes ditatoriais. “Nós temos um país e uma conjuntura nos anos 30 marcada pelo autoritarismo e totalitarismo, e aqui nós estamos falando em democracia, voto e assembleia constituinte”, ressaltou Marco Villa.

“A memória histórica muito frágil” do Brasil foi um dos motivos apontados por Villa como causadores do esquecimento da revolução. Outra razão seria o caráter de oposição do movimento ao presidente Getúlio Vargas, personagem consagrado no imaginário nacional por feitos como a criação da legislação trabalhista.

A apropriação da memória de 32 por “setores ultraconservadores da elite política paulista” na década de 40, com o objetivo de fortalecer um discurso “antivarguista”, consolidou essa situação.

Apesar de acabar derrotada em outubro do mesmo ano, vários ideais revolucionários foram incorporados nas eleições de 1933 e na Constituição elaborada em 1934. “Essa questão de você ter voto secreto, voto da mulher, uma assembleia constituinte,é  acontecimento importante em um país marcado pela supressão das liberdades”, destacou Villa.

Fonte: UOL


Adorando Jesus Sacramentado

04/07/2009

S. Tomás compos um dos hinos mais lindos ao Santíssimo Sacramento.

Latim Português
ADORO te devote, latens Deitas, quae sub his figuris vere latitas: tibi se cor meum totum subiicit, quia te contemplans totum deficit.

Visus, tactus, gustus in te fallitur, sed auditu solo tuto creditur; credo quidquid dixit Dei Filius: nil hoc verbo Veritatis verius.

In cruce latebat sola Deitas, at hic latet simul et humanitas; ambo tamen credens atque confitens, peto quod petivit latro paenitens.

Plagas, sicut Thomas, non intueor; Deum tamen meum te confiteor; fac me tibi semper magis credere, in te spem habere, te diligere.

O memoriale mortis Domini! panis vivus, vitam praestans homini! praesta meae menti de te vivere et te illi semper dulce sapere.

Pie pellicane, Iesu Domine, me immundum munda tuo sanguine; cuius una stilla salvum facere totum mundum quit ab omni scelere.

Jesu, quem velatum nunc aspicio, Oro, fiat illud quod tam sitio: Ut te revelata cernens facie, Visu sim beátus tuæ gloriæ. Amen

Com devoção vos adoro ó Divindade escondida, mas real sob as espécies! Todo eu a Vós me submeto, porque ao pôr-me a contemplar-vos, sinto-me desfalecer!

Falham aqui os sentidos, mas o ouvir-Vos firma a fé. Sem a vista, o tato e o gosto! Creio no Filho de Deus, pois nada mais verdadeiro que este Verbo da verdade!

Na cruz, só Deus se não via: aqui, porém, até o homem! Contudo, proclamo e creio num e noutro, ao mesmo tempo. Também peço o que pedia o ladrão arrependido.

Como Tomé, não vejo as chagas, mas por meu Deus vos confesso. Dai-me, pois, que eu acredite sempre em vós, cada vez mais, aumentando em mim a fé, a esperança e a caridade.

Ó memorial da morte do meu salvador, Jesus Cristo: pão vivo que dais a vida a todos nós, os mortais, fazei que eu só de vós viva, e sempre vos saboreie!

Jesus, ó bom pelicano, de impuro fazei-me puro pelo preço do vosso sangue, de que uma só gota basta para lavar o universo de todos os seus pecados!

Jesus, a quem, neste mundo, contemplo velado e oculto, escutai-me o anseio ardente, de vos gozar face a face, um dia na eternidade, na posse de vossa glória! Amém.

A letra é lindíssima. É um dos mais lindos hinos eucarísticos que eu conheço. A prece contida nesse hino é tudo. Como eu queria ser aquela lampadinha do altar para ficar constantemente ao lado de meu Senhor Jesus Cristo…


Depois de muitos anos!

12/06/2009

Hoje é um dia especial. Eu sempre pensei que esse dia ficaria sendo passado em brancas nuvens, que nunca teria alguém para chamar de querido, docinho e outros adjetivos carinhosos. Afinal, é muito cruel você ir vendo suas amigas namorarem, casarem e você… nada! E assim eu passei vários anos.

Eis que Deus dignou-se a me dar uma pessoa muito especial: o Nathan. Somos muito parecidos. E até no que somos diferentes, é bom, pois nos completamos. E hoje, 12 de junho de 2009, pela primeira vez em anos, eu tenho um namorado, alguém que me ame e que eu o ame. Que tenhamos muitos dias pela frente, só nesse amor.

Infelizmente, temos um inimigo em comum: a distância. Ele é de Salvador e eu sou paulistana. Todas as minhas economias e esforços agora serão para juntar $$, para de vez em quando ir ver meu querido Nathan.

Sei que se Deus assim o quiser, em breve o aeroporto não será mais um ponto de encontro para nós dois, e sim o lugar de onde iremos para muitos outros destinos no mundo, sempre juntos.


Carta aberta ao Pe. Fábio de Melo

05/06/2009

Reverendíssimo Pe. Fábio de Melo,

Em primeiro lugar, conceda-me a sua bênção!

Escrevo-lhe para fazer algumas observações e questionamentos a respeito das suas colocações durante uma entrevista recentemente concedida ao Programa do Jô.

Caso não saiba, algumas das suas declarações geraram grande indignação entre os católicos. Sobretudo nos blogs e sites católicos multiplicaram-se as críticas e manifestações de repúdio a algumas de suas posições expressas na citada entrevista. Sem dúvida, houve diversas respostas adequadas e enriquecedoras; contudo, parece que essas felizes colocações soçobraram ante uma avalanche de afirmações imprecisas, imprudentes e, em alguns casos, incorretas.

Uma das suas primeiras assertivas, que a mim causou muito espanto e preocupação, foi a de que “precisamos nos despir dessa arrogância de que nós somos proprietários da verdade suprema”. De fato, “donos” da verdade nós não somos. Mas nós a conhecemos! A Verdade é Cristo, e não há outra. Afirmações da natureza desta que o senhor proferiu induzem as pessoas a crer que a verdade é relativa ou até mesmo que não existe. Quando, na realidade, nem uma coisa nem outra procedem. Foi à Igreja que Cristo confiou a missão de ensinar e zelar pela Verdade. Quando, muitas vezes, pessoas imbuídas de um espírito de falso-ecumenismo admitem que todo aquele que prega diferente da Igreja, está ‘certo dentro da sua realidade’, está-se falseando a autêntica Doutrina, segundo  a qual a verdade é objetiva, acessível, única, eterna (vide Tomás de Aquino, in De Veritatis). Outrossim, ao falar em uma “verdade suprema”, subentende-se que há uma ou mais verdades inferiores, submissas. O que não é também correto. Se existe uma, e somente uma, verdade, não há porque falar em verdade “suprema”. Fazendo uso de uma associação lógica, se – como diz o adágio latino – ubbi Ecclesia, ibbi Christus (onde está a Igreja, aí está Cristo); e se Cristo é a Verdade (Jo 14,6); então a Verdade está na Igreja. Por acaso é arrogante, feio ou pecaminoso apontar aos homens aquilo que eles às apalpadelas procuram há séculos? Se os homens estão sedentos de Verdade não podemos nós saciar-lhes mostrando onde ela se encontra?

E como explicar que, ao falar da condição adâmica do homem, o senhor tenha adotado a interpretação modernista segundo a qual a historicidade das escrituras fica reduzida ao nível das histórias da carochinha?! Dizer que Adão é uma imagem simbólica, metafórica, “fabulesca”, não faz parte da Doutrina Católica! O fato de a linguagem empregada no livro de Gênesis ser recheada de simbolismo não elimina o fato de que os acontecimentos nele narrados tenham se dado no tempo e no espaço tal como foram escritos. A interpretação literal complementa e enriquece a hermenêutica que se pode fazer a partir dos símbolos. Não é assim que ensina a Igreja?

Depois o senhor falou que durante muito tempo “nós (subentenda-se: Igreja) fomos omissos”. Parece-me que essa omissão se referia às questões ecológicas. Pelo amor de Deus, padre! A missão da Igreja é salvar a Amazônia ou salvar as almas? Que conversa é essa de “cristificação do universo”? Por que dar atenção a isso quando tantas almas se perdem na imoralidade, na heresia, na inércia espiritual?

Em seguida, veio aquela colocação, esdrúxula e totalmente non sense, de que a Igreja – que se considerava barca de Pedro – após o Concílio Vaticano II passou a se enxergar como Povo de Deus. Devo informar-lhe que a Igreja permanece sendo barca de Pedro, e o povo de Deus é – por assim dizer – a tripulação desta barca. Onde é que houve mudança na compreensão da eclesiologia?

Entre as críticas feitas pelos blogueiros, salientava-se a sua posição – no mínimo, omissa – quando o apresentador Jô Soares comentou que achava um absurdo que a Igreja considerasse que o matrimônio servia apenas à procriação. Pergunto: por que o senhor não afirmou, como ensina a Igreja, que o matrimônio tem duas finalidades: a unitiva e a procriativa? Por que não disse que, sim, o amor dos esposos importa e ele é – ou, pelo menos, deve ser – expresso pela unidade (de pensamento e de vontade) que os cônjuges demonstram em todas e cada uma de suas ações? Era tão simples desfazer a argumentação errônea do entrevistador e, ao mesmo tempo, aproveitar para instruir as pessoas segundo a Sã Doutrina! Pior que não ter ensinado no momento oportuno, foi o senhor afirmar que “o nosso discurso já mudou”! Diga-me, Pe. Fábio, acaso a doutrina imutável da Igreja perdeu a sua imutabilidade? O senhor crê, convictamente, que a Igreja está, dia após dia, se amoldando à mentalidade atual? Não seria missão da Esposa de Cristo formar na sociedade uma mentalidade cristã, isto é, fomentar um novo modo de pensar e de viver que esteja impregnado do perfume de Cristo? Ou é o contrário: o mundo é que deve catequizar a Igreja?

Em outro momento da entrevista o senhor afirmou que não “conseguia” celebrar a missa todos os dias? Não lhe parece estranho, e prejudicial, que a sua “agenda” não permita que o senhor celebre todos os dias a Eucaristia? Qual deve ser o centro da vida do sacerdote: o altar ou o palco? E quanto ao breviário? A sua “agenda” permite que o senhor o reze diariamente (considerando que não fazê-lo é pecado grave para o sacerdote)?

Depois veio a pergunta: “o senhor teve experiências sexuais antes de ser padre?” Creio um homem que consagrou (frise-se o termo: consagrou) sua sexualidade a Deus não deveria expor sua intimidade diante do público. Mas, já que a pergunta indecorosa foi feita, a resposta que esperei foi algo no sentido de fazer o interlocutor entender que aquela questão era de ordem privada; que não convinha ser tratada em público. Em resumo: algo como “não é da sua conta!”. Porém, que fez o senhor? Respondeu que teve, sim, experiências sexuais precedentes, mas “às escondidas”! Caro Pe. Fábio, o senhor acha que convém dar uma resposta deste tipo? Isso não induziria as pessoas a pensar que não existem padres castos (considerando que muitos confundem castidade com virgindade)? Isso não estimularia as pessoas a crer na falácia segundo a qual todo jovem já teve, tem ou deve ter experiências sexuais que precedam a sua decisão vocacional?

O senhor comentou, ainda, que “para a gente ser padre, a gente tem que ter amado na vida. É impossível (grifos meus) fazer uma opção pelo celibato, pela vida consagrada, se eu não tiver tido uma experiência de amar alguém de verdade”. O senhor acha, realmente, que o homem que nunca amou uma mulher não sabe amar? Baseado em que o senhor diz isso? Que dizer então do meu pároco que, tendo ido para o seminário aos 11 anos, nunca namorou? Ele é menos feliz por causa disso? Menos decidido pelo sacerdócio? Não creio que isso proceda.

O que se viu nessa malfadada entrevista à rede globo foi a apresentação de um comunicador, um cantor, um filósofo, um homem qualquer. Pudemos enxergar Fábio de Melo. E só. O padre passou desapercebidamente. De comunicadores, cantores e filósofos, já basta: nós os temos em número suficiente! Precisamos de padres! Padres que são, sim, homens por natureza; mas que tiveram sua dignidade elevada pelo caráter impresso no sacramento da Ordem. Homens que não são “como quaisquer outros” porque receberam a graça e a missão de agir in persona Christi. Temos carência de ver padres que ajam, falem e - até mesmo - se vistam, em conformidade com a sua dignidade sacerdotal.

Creio que muitos destes desdobramentos que eu estou expondo não foram sequer imaginados pelo senhor no momento em que concedeu a entrevista, e enquanto respondia às perguntas. Contudo, o ônus de quem se expõe à opinião pública é, exatamente, suportar os possíveis mal-entendidos que se geram quando as palavras são compreendidas de modo diverso da intenção e da mentalidade de quem as proferiu.  Espero que tudo que eu falei aqui tenha sido realmente um grande mal-entendido… Sempre cabe, contudo, esclarecer os desentendimentos mais graves que possam prejudicar não só a sua imagem, mas a da Igreja como um todo. Um ensino errado pode levar uma alma à perdição.

Perdoe-me, sinceramente, a franqueza e, talvez, a dureza em alguns momentos. Mas eu precisava lhe expor as minhas dúvidas, impressões e inquietudes com relação a essa entrevista. Se o senhor se dignar me responder esta carta, ainda que de modo breve, sucinto, ficaria imensamente grato. Despeço-me rogando mais uma vez a sua bênção e garantindo-lhe as minhas orações em favor de seu sacerdócio e de sua alma.

Gustavo Souza,

Indigno filho da Santa Igreja Católica

Obs.: Esta carta foi encaminhada ao e-mail que consta como contato do reverendíssimo Pe. Fábio de Melo no seu site. Estou no aguardo da resposta…

Fonte: “Erguei-vos, Senhor!”

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Diga-se que tenho que fazer cada palavra e cada vírgula que está no texto acima com muito pesar.


Minha avó e Nossa Senhora do Carmo

03/06/2009

Existem coisas que o dinheiro não compra, diz um comercial. E existem mesmo. Logo quando comecei a voltar a ir na Igreja, etc., eu lembro de uma foto da minha avó paterna (que nunca pude conhecer, diga-se) no seu casamento, linda.

Minha avó Teresa Cristina Whitaker no dia do seu casamento

Aí, pouco tempo depois, vou na Catedral da Sé e vejo um vitral que chamava a minha atenção. Como aprendi a amar N. Sra. do Carmo, parei para ver o vitral onde estava a Virgem do Carmo e meditar um pouco.

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Vitral da Catedral da Sé onde é retratada N. Sra. do Carmo com o rosto da minha avó

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Detalhe do rosto dela no vitral

Mas… péra lá! Eu conhecia aquele rosto, aquela pose! Era a minha avó Teresa Cristina Whitaker, mãe de meu pai. Era a foto do casamento dela, ah, e como era. Eu fui na secretaria querer saber a história do vitral, mas fiquei só no desejo. A moça me mandou ir na Cúria, no arquivo histórico. Aff! Quanto trabalho, pensei. Vou deixar estar.

Eu tinha certeza que era ela, mas não conhecia o motivo por que o seu retrato estava nesse magnifico vitral da principal igreja da cidade de São Paulo, embora gostaria muito de saber.

Bem, eis que semana passada minha mãe fala que no blog da minha tia Vi, tinha a história do vitral e a foto do casamento dela digitalizada (claro! senão não poderia ter colocado no blog também) e vou lá. Eis que encontro lá a história desse lindo vitral, onde minha avó paterna está retratando a Virgem Santíssima (que privilégio!). Vamos a essa linda história.

Meu bisavô, Dr. José Maria Whitaker, era advogado, banqueiro e político. Ele foi presidente do Banco do Brasil e por duas vezes Ministro da Fazenda, a primeira no governo provisório de Getúlio Vargas e também no governo de Café Filho. Durante a construção da Catedral, o artista italiano responsável pelos vitrais ficou impressionado com a beleza da minha avó e se encantou. Pensou que seria a face perfeita para retratar a Virgem do Carmo.

Foi assim que ela teve seu rosto retratado no vitral que perpetuou suas feições, como minha tia bem observa. Isso por causa da influência do meu bisavô. E hoje, quem entra na Catedral pode ver a beleza da Virgem expressa nos traços da minha avó paterna. Ela está à esquerda de quem entra na catedral pela porta principal. E é uma feliz coincidência (ou providência??) saber que a Virgem do Carmo guarda e intercede por nossa família há gerações.

Minha mãe com o Ed copy

A Vó Teresa Cristina com meu papai no colo... Saudades dele também.

Isso me enche de um “orgulho santo”, hehe. Mater Carmeli, ora pro nobis! Minha vó Teresa, rogue por mim a Deus também, pois tenho certeza que estás junto dEle. Tanto é, que pouco depois dessa honra, ela teve a vida ceifada por um choque anafilático. E deixou dois filhos, um de 4 e outro de 2 anos. Dos quais, o primogênito dela era meu pai. E que foram cuidados como filhos (e nós como netos) por uma tia dele, que nos é tão cara: a Ofélia, mas era a Dinda para os de casa.


Só me divirto!

25/05/2009

Sabe, a faculdade enche, sim. Cansa por vezes, mas tem recompensas, hehe… Uma delas foi o trabalho de filosofia, que embora tenha dado um TRABALHO enorme de fato, foi muito divertido. Eu e o Leandro ficamos com uma música que seria parte do nosso trabalho sobre Platão, Sócrates e a República.

Embora ache que teve grupos sofríveis e que forçaram a barra (falando que Platão defendeu o aborto, por ex!!), foi divertido, hehe.

Confiram o vídeo.

Aos 1´16 a Danusa começa a falar e aos 1´39, eu e o Leandro entramos para cantar uma música composta por ele, a qual, ponho a letra para vocês aqui no blog:

Planto para prata Platão [2x]

O homem logos virou razão [2x]

Vou contar o que aconteceu naquela viagem de Querofontes

Partiu de Atenas, terra de Sócrates,

Buscar em Delfos, verdade e sorte.

Em um vilarejo no templo de Apolo, pra salvar a inteligencia da grande essência

Sábio Sócraes, sábio saber.

Pitonisa ganhou em prata, mas respondeu em ouro.

Que a justiça vença o desejo

Coragem do medo, sábio segredo!

Sei que nada sei, mas ouça por favor [2x]

Temos que preparar nossos guardiões, pra uma cidade justa, salvar as almas

O que virou ruína se torna a grande sina, de um ser moderado aos sete pecados


Sonhos e realidade

20/05/2009

Muitas vezes imaginamos que as coisas tem que acontecer segundo um padrão X. Se não acontecer, pensamos, não dá para aquilo se realizar. Muitos sonhos da nossa vida, quem sabe, ficam somente no desejo, por não vermos que aquilo pode acontecer por outros meios que não os que imaginamos.

Isso que falei é muito comum na vida sentimental e eu não fui exceção. Como já tinha “passado” da flor dos meus 20 anos e nada de arranjar alguém e tendo visto todas as minhas primas, amigas e minha irmã casarem, pensei: “Não adianta mais. Ficarei solteira, é a vontade de Deus, fazer o quê?”. No entanto, eu não sabia que Deus me reservava uma graça maior do que eu sonhara.

Há cerca de 2, 3 anos atrás eu estava retornando à Igreja depois de muitos anos fora e conheci, “por acaso” o Nathan. Da mesma forma que eu, ele também estava em um processo de conversão. A família dele é evangélica e ele estava abraçando a fé católica, após muito estudar e orar. Como tínhamos histórias parecidas, fizemos amizade pelo Orkut e começou ali uma amizade sincera. Tínhamos altos papos. E começamos a conhecer – por essa amizade – um ao outro. E quanto mais íamos nos conhecendo, eu me via gostando dele mais e mais. Mas… E a coragem para tocar no assunto?

Aí, uma hora pensei: vou arriscar. E falei a ele que gostava muito dele, etc. E que aquilo estava, para mim, significando muito mais que uma simples amizade. Para minha surpresa, ele também falou a mesma coisa, mas disse que como era muito acanhado, não tinha coragem para falar isso para mim.

Nascia ali um romance. Depois isso “encorpou” e ganhou vida, realmente. O interessante disso tudo, é que nós nos conhecemos via internet, que tanto tem a fama de afastar as pessoas (aliás, grandes amigos eu ganhei na internet) e mais: aproximou duas pessoas, que de outro modo não se conheceriam. Ele é de Salvador – BA e eu de São Paulo – SP.

E Deus me deu de presente uma pessoa carinhosa, atenciosa. Alguém com quem eu terei muito prazer em dividir minhas alegrias e problemas também – afinal a vida não é feita só de alegrias.

Sei que estou feliz demais pela graça que recebi de Deus. Depois de muitos anos (mais de 6) sem alguém, poderei nesse 12 de junho  comemorar um dia dos namorados, ainda que à distancia.


A verdadeira face do Hamas

16/05/2009

E se você acha que isso é bobeira, veja esse outro vídeo:

Aterrorizante, não?? Mas o verdadeiro objetivo deles é esse:

O cômico é que muita gente acredita piamente que eles são inocentes, tadinhos. Não são inocentes. Inocen tes somos nós, ocidentais, que pensamos que eles somente querem viver a sua fé em paz. Eles querem, como visto nesses vídeos, DESTRUIR o Ocidente.


Lamentável, mas ainda existe esperanças

04/05/2009

Em uma das listas que participo, chegou um email, por meio do professor Felipe Aquino, de um seminarista desgostoso e decepcionado com o que encontrou. Vejam o email do rapaz (que preservarei por razões mais que óbvias!!):

Boa Tarde Professor Felipe,

sou o XXX, tenho Y anos e resido na cidade de …., pertenço também a Diocese de ….


Eu sempre tive uma formação católica correta, desde os 15 anos eu leio os livros do senhor, do Pe.Roberto Lettieri, do Mons.Jonas Abib, ensinamentos dos Papas, encíclicas e livros, até mesmo livros do pregador oficial do Papa Bento XVI,Raniero Cantalamessa, e do cardeal Ratzinger, e sempre vivi muito próximo da comunidade Canção Nova, Toca de Assis e minha vida é essa.


Eu ingressei no ano de XXX no Seminário Diocesano, da diocese de …, e logo no primeiro ano, chamado Propedêutico os professores e até mesmo muitos Padres são adeptos a Teologia da Libertação, e nos ensinam em nome da igreja o que advem dessa linha de pensamento.


As aulas são de Doutrina da igreja Católica, Liturgia e até mesmo a catequese, e falam e ensinam em nome da Igreja Católica, coisas que é mentira, que a própria Igreja não fala nada disso, e também autores como João Batista Libanio, Leonardo Boff e outros. Eu ouvi de Diáconos que a doutrina muda ao longo do tempo, que é preciso se reinterpretar, que o Espírito Santo tem muito a revelar ainda e está revelando, que a Igreja hoje já não pensa mais como antes, e que o Papa Bento XVI está barrando o progresso da Igreja, não deixa o Concilio Vaticano II desempenhar o seu papel e dai pra pior, como:


Anjos e Demônios não existem, são frutos da consciência humana.


Que a igreja antigamente acreditava em purgatório,mas não se compreende mais dessa forma, tanto é que nem se discute mais esse assunto.


Que Padre Pio não apanhava de demônio nenhum, é coisa da Psique dele, ele provocou os estigmas.


Que a Eucaristia foi celebrada com pão e vinho, porque era a cultura da época, mas hoje era pra ser celebrada com Cerveja e Salame.


Que o pecado do mundo é a desigualdade, a falta de partilha, e foi isso que Jesus veio mostrar ao mundo, e como ele foi contra as leis e o modo de vida da época ele morreu na cruz, mas sem caráter expiatório, o motivo dele ter vindo ao mundo é ser luz para a nossa ignorância, ele (Jesus) veio para mostrar como se deveria viver, ele é o perfeito humano, que é luz por isso, e morreu devido as estruturas de seu tempo.


Que a serpente no Gênesis é Deus e não o Demônio, que a Patristica interpretou de uma forma que gerou confusão, mas que hoje se entende diferente e correto.


Que a Toca de Assis vive na mentira e todos aqueles que como ela vive, porque acham que Jesus se da no altar, que ele morre e ressuscita no altar.Disse que Jesus não se da no altar não, que é frescura querer participar da Missa e não da Celebração da Palavra, que não muda nada.


Que o Corpo de Cristo é a Igreja, a comunidade, que quando celebramos a eucaristia celebramos o que vivemos durante a semana, e comungamos a comunidade que é a igreja que é o corpo de Cristo.Porque o homem tem necessidade de Celebrar, da mesma forma que se celebra um aniversário, um jogo de futebol, também se celebra a eucaristia.


Disseram que todos agem em Persona Crhistie, tanto um sacerdote como um leigo qualquer, quando realiza uma atividade com o consentimento do sacerdote.


Que achar que Jesus se faz presente no altar na hora da consagração é magia, feitiçaria, que Jesus não tem hora pra estar presente ou não, ele está presente antes da missa, do mesmo jeito que está depois e durante, do mesmo jeito que está onde dois ou mais se reúnem em nome de Cristo, não tem nada a ver de presença máxima na eucaristia.


Que Deus não é fofoqueiro, ele não revela nada da vida de ninguém para outra pessoa, a não ser para a própria pessoa.Para não acreditar em palavra de ciência e profecia, que isso tudo é igual cartomancia, palavras combinadas.


Entre outras várias coisas. Mas passam com astucia, não simplesmente como estudo, é uma mentira enrroupada de verdade, acreditam assim e pregam assim, como sendo verdade, barrando o conhecimento do jeito que a Igreja ensina, criticam a igreja a estrutura dela, o Papa,não aceitam ordem do bispo que é superior e são soberbos e orgulhosos, que não conhecem nenhum mistério e querem acabar com a igreja e querem gerar confusão em quem não sabe das coisas como eu.

E eu contestei tudo isso, disse que era mentira e falei a verdade, ai fui criticado professor, ficaram contra mim dizendo que eu precisava quebrar paradigmas, deixar de ser ultrapassado e conservador, que eu não entendia nada, que os documentos da igreja não fala nada diferente não, que não se deve ser fundamentalista e com isso gerou perseguição eu acabei ficando com stress e isso somatizou e precisei vir para casa e, por fim decidi sair do seminário diocesano, pois não confio nessa formação que me é dada, não quero colocar minha fé, meus estudos e minha vocação contra o Papa, nem contra a igreja para ter Jesus como centro como referencia.

Por fim Professor Felipe, sai do seminário como alguém que não aguentou a pressão, não tinha maturidade ainda, não quis quebrar paradigmas, não quis se abrir para o que quer o Concilio Vaticano II, e tudo mais.

Gostaria de uma resposta do senhor, por favor.
Eu não acredito que eles estejam certos, mas também meus conhecimentos são muito limitados, por favor se puder me dizer o que a igreja ensina mesmo, como ela pensa, o que ela quer do concilio ecumenico vaticano II, pois estou confuso.


Olha, eu quase tive um troço com esse e-mail! É revoltante o que estão ensinando nesse seminário debaixo do nariz do bispo! Se o bispo fala que não conhece o que se ensina no seminário diocesano é de matar! Por essas e outras que vemos uns caras mais pra sindicalistas e ateus do que sacerdotes do Deus Altíssimo.

Mas, providencialmente, um outro sacerdote da lista, penalizado com a situação do rapaz, mandou esse email – é ele que me dá esperanças, vejam:

Caríssimo Prof. Felipe, Pax!

Pode passar, sim, os contatos ao jovem seminarista.

Não dedico-me agora a rebater os pontos doutrinais controversos citados, pois são temas por demais trabalhados pelos bons católicos que amam a sua fé, e, creio, que o jovem terá facilidade para esclarecê-los facilmente. Gostaria apenas de comentar algo acerca do quadro formativo atual e das esperanças que animam nossa entrega.

Realmente é muito triste o quadro que ele pinta dessa casa de formação. E, infelizmente não é um caso único na Terra de Santa Cruz. Atualmente estou acompanhando um seminarista, que, tendo quase acabada a teologia, nunca havia aberto o Catecismo da Igreja. Nunca havia lido nenhum Documento Pontifício, era estimulado por alguns formadores a ter experiências de namoro, não tinha Eucaristia diariamente, etc. Que tipo de sacerdotes estamos formando?

Felizmente vejo muitos sinais de esperança em muitos outros Seminários.

O nosso Seminário, aqui em Niterói-RJ, que não é – nem de longe! – o Seminário exemplar, possui hoje 93 seminaristas, e uma longa “fila de espera” de rapazes que querem aqui ingressar e devem passar antes por uma série de critérios de seleção. Neste ano tivemos que construir novos quartos, pois já não tínhamos mais espaço para abrigá-los. Isso, considerando que o número dos que ingressam é bem menor dos que fazem os encontros vocacionais.

O segredo de tanta procura?

Talvez porque queremos secundar a vontade da Igreja, sentire cum Ecclesia. Temos diariamente a celebração do Santo Sacrifício da Missa, com toda a dignidade que podemos dar em nossa pobreza a Deus. Também diariamente adoração com o Santíssimo Sacramento exposto e Benção, o rezo da Liturgia das Horas, o Santo Terço, etc. Retiros de silêncio mensais de um dia, anuais de 5 dias. Direção espiritual individual frequente. Procuramos que nossos professores sejam estritamente fiéis ao Magistério Eclesiástico. Formações específicas semanais, as quais, mensalmente, é impartida pelo próprio Bispo Arquidiocesano, sempre muito presente. Um dia de espiritualidade, onde os diversos grupos podem reunir-se para rezar em comum: RCC, CL, Focolarinos, Opus Dei, etc.

Vários jovens de outros estados têm procurado este Seminário, devido à frustrações semelhantes às desse jovem. O ideal seria que ingressassem em suas própria dioceses, mas, sinceramente, em alguns casos, penso que convém desaconselhá-los.

Há uma unidade muito forte entre as dioceses de nossa Província Eclesiástica, que possui o mesmo sentir. Também os seus Seminários estão florescendo. Vê-se que os jovens querem Jesus. Amá-lo. Serem outro Ele. Esse deve ser o nosso objetivo: formar sacerdotes cem por cento sacerdotes. Não sacerdotes políticos, sindicalistas, sociólogos, etc. Para isso existem muitos leigos muitíssimos mais competentes que nós.

Em meio a tanto joio, há ainda muita esperança…

Pe. Demétrio Gomes da Silva

São padres assim que me dão orgulho de ser católica. Não o são pela metade, mas por inteiro. Isso é realmente consolador e podemos, no futuro, vislumbrar para a Igreja aqui na Terra de Santa Cruz um outro cenário.

Regina Caeli, ora pro nobis


A verdade sobre Stalin 5

29/04/2009