Arquivo para Junho, 2008

São Pedro e São Paulo

Postado em Igreja, Liturgia, Santo do Dia em 29/06/2008 por Ju

São Pedro e São PauloTão distante como o século quarto se celebrava uma festa em memória dos Santos Pedro e Paulo no mesmo dia, ainda que o dia não fosse o mesmo no Oriente e em Roma. O Martirológio Sírio de finais do século quarto, que é um extrato e um Catálogo Grego de santos da Ásia Menor, indica as seguintes festas em conexão com o Natal (25 de dezembro): 26 de dezembro Santo Estêvão, 27 de dezembro São Tiago e São João; 28 de dezembro São Pedro e São Paulo.

A festa principal dos Santos Pedro e Paulo foi mantida em Roma em 29 de junho desde o século terceiro ou quarto. A lista de festas de mártires no Cronógrafo de Filócalo coloca esta nota na data – “III. Kal. Jul. Petri in Catacumbas et Pauli Ostiense Tusco et Basso Cose”. (= o ano 258). O “Martyrologium Hieronyminanum” tem, no Berne MS., a seguinte nota para o dia 29 de junho: “Romae via Aurelia natale sanctorum Apostolorum Petri et Pauli, Petri in Vaticano, Paulo in via Ostiensi utrumque in catacumbas, passi sub Nerone, Basso et Tusco consulibus” (ed. De Rossi – Duchesne, 84).

A data 258 nas notas revela que a partir desse ano se celebrava a memória dos dois Apóstolos em 29 de junho na Via Apia ad Catacumbas (perto de São Sebastião fuori le mura), pois nesta data os restos dos Apóstolos foram trasladados para o local descrito acima. Mais tarde, talvez com a construção da Igreja sobre as tumbas no Vaticano e na Via Ostiensi, os restos foram restituídos a seu anterior descanso: os de Pedro na Basílica Vaticana e os de Paulo na Igreja na Via Ostiensi.

No local Ad Catacumbas foi construído, tão longínquo como no século IV, uma igreja em honra aos dois Apóstolos. Desde o ano 258 guardou-se a festa principal em 29 de junho, data em que desde tempos antigos celebrava-se os Serviço Divino solene nas três igrejas acima mencionadas (Duchesne, “Origenes du culte Chretien”, 5o ed., Paris, 1909, 271s, 283s, Urbano, “Ein Martyrologium der christl. Gemeinde zu Rom an Anfang des 5. Jahrh”, Leipzig, 1901, 169s; Kellner, “Heortologie”, 3o ed., Freiburg, 1911, 210s.). A lenda procurou explicar que os Apóstolos ocupassem temporariamente o sepulcro Ad Catacumbas mediante a suposição que, em seguida da morte deles os Cristãos o Oriente desejassem roubar seus restos e levá-los para o Leste. Toda esta história é, evidentemente, produto da lenda popular.

Uma terceira festividade dos Apóstolos tem lugar em 1 de agosto: a festa das Correntes de São Pedro. Esta festa era originalmente a de dedicação da igreja do Apóstolo, erigida na Colina Esquilina no século IV. Um sacerdote titular da Igreja, Filipo, foi delegado papal ao Concílio de Éfeso no ano 431. A igreja foi reconstruída por Sixto II (432) às custas da família imperial Bizantina. A consagração solene pode ter sido em 1o de agosto, ou este foi o dia da dedicação da igreja anterior. Talvez este dia foi escolhido para substituir as festas pagãs que se realizavam em 1o de agosto. Nesta igreja, ainda de pé (S. Pedro em Vincoli), provavelmente se preservaram desde o século quarto das correntes de São Pedro que eram muito grandemente veneradas, sendo considerados como relíquias apreciadas os pequenos pedaços de seu metal.

De tal modo, a igreja desde muito antigamente recebeu o nome in Vinculis, convertendo-se a festa de 1o de agosto na festas das correntes de São Pedro (Duchesne, op. Cit. , 286s; Kellner, loc, cit., 216s.). A memória de ambos Pedro e Paulo foi mais tarde relacionada com os lugares da antiga Roma: a Via Sacra, nas proximidades do Foro, onde se dizia que foi atirado ao solo o mago Simão diante da oração de Pedro e a cárcere de Tullianum, ou Cárcere Mamertinus, onde se supõe que foram mantidos aos Apóstolos até sua execução.

Também em ambos lugares foram erigidos santuários dos Apóstolos e da cárcere Mamertina ainda permanece em quase seu estados original desde a longínqua época Romana. Estas comemorações locais dos Apóstolos estão baseadas em lendas e não há celebrações especiais nas duas igrejas. Entretanto, não é impossível que Pedro e Paulo tenham sido confinados na prisão principal de Roma na fonte do Capitólio, da qual fica como um resto a atual Cárcere Mamertinus.

Fonte: ACI Digital

O Papa continuará distribuindo comunhão de joelhos e na boca

Postado em Comunhão, Igreja, Liturgia em 28/06/2008 por Ju

Explica o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI distribuirá habitualmente a comunhão aos fieis de joelhos e na boca, anunciou o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.

Em uma entrevista concedida a edição italiana de 26 de junho do «L’Osservatore Romano», Dom Guido Marini responde a quem pergunta se o Papa manterá esta prática que pôde ser vista em sua última viagem à Itália, às localidades de Santa Maria de Leuca e Brindisi.

«Creio realmente que sim – considera –. Neste sentido, não se deve esquecer que a distribuição da comunhão na mão continua sendo ainda, do ponto de vista jurídico, um indulto à lei universal, concedido pela Santa Sé às conferências episcopais que o tenham pedido».

«A modalidade adotada por Bento XVI tende a sublinhar a vigência da norma válida para toda a Igreja», declara.

Esta modalidade de distribuição do sacramento, diz, «sem tirar nada da outra, sublinha melhor a verdade da presença real na Eucaristia, ajuda à devoção dos fiéis, introduz com mais facilidade no sentido do mistério. Aspecto que em nosso tempo, pastoralmente falando, é urgente sublinhar e recuperar», declara.

A quem acusa Bento XVI de querer impor modelos pré-conciliares, o mestre das celebrações litúrgicas explica que «termos como ‘pré-conciliar’ e ‘pós-conciliar’ me parece que pertencem a uma linguagem que já foi superada e, se são utilizados com o objetivo de indicar uma descontinuidade no caminho da Igreja, considero que são equivocados e típicos de visões ideológicas muito redutivas».

«Há ‘coisas antigas e coisas novas’ que pertencem ao tesouro da Igreja de sempre e como tais devem ser consideradas. Quem é sábio sabe encontrar em seu tesouro tanto umas como outras, sem ter outros critérios que não sejam evangélicos e eclesiais».

«Nem tudo o que é novo é verdadeiro, como tampouco o é tudo que é antigo. A verdade atravessa o antigo e o novo e a ela devemos tender sem preconceitos».

«A Igreja vive segundo essa lei da continuidade, em virtude da qual, conhece um desenvolvimento arraigado na tradição. O importante é que tudo esteja orientado a uma celebração litúrgica que seja verdadeiramente a celebração do mistério sagrado, do Senhor crucificado e ressuscitado, que se faz presente em sua Igreja, reatualizando o mistério da salvação e chamando-nos, segundo a lógica de uma autêntica e ativa participação, a compartilhar até suas últimas conseqüências sua própria vida, que é vida de dom de amor ao Pai e aos irmãos, vida de santidade».

Fonte: ZENIT

“Joelhofobia”

Postado em Comunhão, Igreja, Liturgia em 28/06/2008 por Ju

por Francisco Dockhorn

No simbolismo litúrgico oficial da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, o ato de ajoelhar é o mais significativo gesto corporal de adoração à Nosso Senhor Jesus Cristo, Presente Verdadeiramente no Santíssimo Sacramento do Altar em Corpo, Sangue, Alma e Divindade (Catecismo da Igreja Católica, 1373-1381).

Tenho escutado, entretanto, repetidos relatos de situações que fiéis católicos tem passado tanto aqui no Brasil como em outros países, diante de sacerdotes e ministros da comunhão eucarística que tem negado ministrar o Corpo de Nosso Senhor à quem deseja recebê-Lo ajoelhado, muitas vezes determinando que o fiel se levante em plena fila da Sagrada Comunhão, fazendo-o passar por uma situação humilhante e constrangedora e gerando um escândalo enorme. Mas o que diz a lei da Santa Igreja à respeito disso?

A este respeito, a Sagrada Congregação para os Sacramentos e Culto Divino publicou, em Julho de 2002 um documento proibindo a atitude de sacerdotes que negam ministrar a Comunhão a quem deseja receber Nosso Senhor ajoelhado. Diz o documento: “A recusa da Comunhão a um fiel que esteja ajoelhado, é grave violação de um dos direitos básicos dos fiéis cristãos. (…) Mesmo naqueles países em que esta Congregação adotou a legislação local que reconhece o permanecer em pé como postura normal para receber a Sagrada Comunhão, ela o fez com a condição de que os comungantes desejosos de se ajoelhar não seria recusada a Sagrada Eucaristia. (…) A prática de ajoelhar-se para receber a Santa Comunhão tem em seu favor uma antiga tradição secular, e é um sinal particularmente expressivo de adoração, completamente apropriado, levando em conta a verdadeira, real e significativa presença de Nosso Senhor Jesus Cristo debaixo das espécies consagradas. (…) Os sacerdotes devem entender que a Congregação considerará qualquer queixa desse tipo com muita seriedade, e, caso sejam procedentes, atuará no plano disciplinar de acordo com a gravidade do abuso pastoral.” (Protocolo no 1322/02/L) Tal intervenção foi reiterada em 2003.

Também a instrução Redemptionis Sacramentum, instrução publicada pela mesma congregação em 2004, determina: “Qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.” (RS, 91)

Com efeito, a forma tradicional que a Santa Igreja tem de receber o Corpo de Nosso Senhor é de joelhos (e diretamente na boca), em sinal de adoração à Nosso Senhor. Se as normas litúrgicas atualmente permitem que se receba o Corpo de Nosso Senhor em pé, é preciso que tenhamos clareza que, se por um lado a concessão torna isso moralmente lícito, por outro lado isto é uma concessão à regra tradicional, e que aqueles que desejarem receber o Corpo de Nosso Senhor ajoelhados, em sinal de adoração, são livres para fazê-lo.

Vejo ainda muitos afirmarem que também na Consagração Eucarística deve-se permanecer em pé e não ajoelhado, e muitos afirmam inclusive que aprenderam isso em Cursos de Liturgia (!). Mas também quanto à isso à lei da Santa Igreja é clara em afirmar na Instrução Geral no Missal Romano determina que os fiéis estejam “de joelhos durante a consagração, exceto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração.” (IGMR, 43)

Teriam as Conferências Episcopais autonomia para essa norma que diz respeito à postura corporal dos fiéis na Consagração? A própria Instrução Geral do Missal Romano responde: “Compete, todavia, às Conferências Episcopais, segundo as normas do direito, adaptar à mentalidade e tradições razoáveis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa.” (IGMR). Porém, compete às Conferências dos Bispos definir as adaptações, e introduzi-las no próprio Missal, com a aprovação da Sé Apostólica, pontos indicados nesta Instrução geral e no Ordinário da Missa, como: – gestos e posições do corpo dos fiéis (cf. acima, n. 43);” (IGMR, 390) Isto significa que, de fato, nem mesmo as Conferências Episcopais tem autonomia para alterar a lei litúrgica de os fiéis ajoelharem-se na Consagração, sem a autorização expressa de Roma.

Temos então, nestas situações em que citamos, algo como se fosse uma “joelhofobia”, em desacordo com o senso litúrgico e em desobediência explícita à lei da Santa Igreja. E escuto para isso argumentações como: “Deve-se estar não de joelhos, mas em pé como sinal de prontidão”; ou “A Eucaristia é banquete e ninguém come ajoelhado”; ou ainda “A Eucaristia é para ser comida, não para ser adorada”. Ora, todas estas argumentações estão equivocadas!

A Consagração e a Comunhão Eucarística são, antes de qualquer coisa, momentos sublimes de adoração, pois a Hóstia Consagrada é a Presença Real de Nosso Senhor; já dizia Santo Agostinho, Doutor da Santa Igreja: “Ninguém coma desta Carne se antes não A adorou.”  A Santa Missa é a Renovação do Único e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor, e embora tenha uma dimensão de banquete e ceia, é um banquete essencialmente sacrifical, que perde totalmente o sentido se não reconhecermos nele a dimensão de Sacrifício. Na Santa Missa não nos alimentamos de uma comida qualquer como em um banquete ou ceia comuns, mas sim do Carne e do Sangue de Nosso Senhor, escondidos sob a aparência do pão e do vinho. Por isso nos ensinou o saudoso Papa João Paulo II que não se pode esquecer que o “banquete eucarístico tem também um sentido primária e profundamente sacrifical” (Mane Nobiscum Domine, 15).

Ocorre que, na atual crise doutrinária e litúrgica que vivemos, muitos “católicos” ditos “progressistas” negam ou obscurecem a Presença Real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar e o caráter sacrifical da Santa Missa, vivendo-a como se fosse um simples banquete, ceia, festa ou reunião social. Sobre isso, lamenta o saudoso Papa João Paulo II na sua fabulosa encíclica Ecclesia de Eucharistia: “As vezes transparece um compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrifical, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesma. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que se fundamenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio. (…) Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um Dom demasiadamente grande para suportar ambiguidades e reduções.” (EE 10) Consequência natural disso é a desvalorização e o desaparecimento, em muitos lugares, do sinais e símbolos litúrgicos que expressam a fé católica no que diz respeito ao Santo Sacrifício da Missa, tais como: os paramentos litúrgicos, as velas, o incenso, a genuflexão, o dobrar os joelhos e assim por diante.

É necessário uma nova tomada de consciência entre os católicos, para que, em obediência ao Sumo Pontífice Gloriosamente Reinante – o Papa Bento XVI -, o Santo Sacrifício da Missa seja conhecido e valorizado em sua essência, seus sinais e símbolos sejam também valorizados e as leis litúrgicas sejam, de fato, obedecidas, contrapondo-nos à isto que é como se fosse uma “joelhofobia” e à todos os demais abusos litúrgicos, para a Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

Fonte: site Reino da Virgem

Uma fascinação

Postado em Missa Tridentina em 28/06/2008 por Ju

Muitos acharão estranho, mas é verdade. Eu, desde que saí quando garota da Igreja Católica e fui ser protestante, nunca na verdade, tinha conhecido a fé católica, da qual me afastei.

Quando pude tomar contato com ela foi que vi o quanto eu perdi. Ficou claro pra mim que era assim desde os apóstolos. Eu gosto de história e isso ficou muito patente em relação à missa.

A Missa de Sempre me encantou. Estou lendo e estudando muito, e, não nego, tenho ido na Missa. Ah, a missa, que tanto me fascina pela sua espiritualidade. A Missa Tridentina. Essa missa que fez tantos santos, que só levou os que a conheceram por um caminho: o da dedicação a Nosso Senhor.

É por causa dela que fiz esse blog e aqui postarei textos relativos a esse dom maravilhoso de Cristo para nós: o Santíssimo Sacramento do Altar.