Arquivo para Julho, 2008

Bento XVI nomeia Luiz Antônio Guedes com novo bispo de Campo Limpo

Postado em Deu na Mídia, Igreja, O Papa em 30/07/2008 por Ju

Cidade do Vaticano, 30 jul (EFE).- O papa Bento XVI nomeou Luiz Antônio Guedes como novo bispo de Campo Limpo (SP) em substituição a Emilio Pignoli, que renunciou ao cargo ao passar dos 75 anos, idade de aposentadoria dos prelados, informou hoje o escritório de imprensa do Vaticano.

Luiz Antônio Guedes, que até então era bispo de Bauru (SP), nasceu em 1945, na cidade paulista de Mogi Mirim, e recebeu a ordenação sacerdotal em 20 de maio de 1972.

Durante seu magistério, foi o encarregado da pastoral dos bairros populares da periferia de Campinas (SP), reitor do seminário filosófico local, coordenador geral da pastoral da arquidiocese, membro do Conselho presbiteral e do Colégio de consultores.

Em 1997, foi nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de Campinas e, em 2001, foi transferido para Bauru, onde ficou responsável pela pastoral vocacional da Conferência Episcopal do Estado de São Paulo e bispo encarregado da pastoral operária nacional.

Fonte: UOL Notícias

Santa Sé estuda pedido de «Unidade Corporativa» de grupo anglicano

Postado em Deu na Mídia, Igreja, Protestantes em 28/07/2008 por Ju

Confirma o cardeal Levada em uma carta para a Comunhão Anglicana Tradicional

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 28 de julho de 2008 (ZENIT.org).- A Santa Sé segue com «séria atenção» o pedido de «unidade corporativa» com a Igreja católica apresentada pela Comunhão Anglicana Tradicional, ramo ao qual pertencem aproximadamente 400 mil anglicanos.

Isto pode ser constatado em uma carta enviada pelo cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ao primaz desta Comunhão, o arcebispo John Hepworth.

A carta, que traz a data de 5 de julho, foi escrita antes que se iniciasse a Conferência de Lambeth, que reúne os representantes da Comunhão Anglicana a cada 10 anos, e que recebeu ameaças de cisma, em particular por dois pontos principais.

Em primeiro lugar, a intenção dos episcopalianos (ramo americano da Comunhão Anglicana) de ordenar bispos homossexuais; em segundo lugar, a possibilidade de reconhecer a ordenação de mulheres bispos, algo que já foi aprovado no início de julho pelo sínodo geral da Igreja da Inglaterra.

Segundo explica a carta do purpurado, no último ano, «a Congregação para a Doutrina da Fé estudou as propostas que foram apresentadas em nome da Câmara dos Bispos da Comunhão Anglicana Tradicional durante sua visita aos escritórios deste dicastério, em 9 de outubro de 2007».

«Dado que se aproximam os meses de verão, desejo assegurar-lhe a séria atenção que a Congregação dispensa à perspectiva de unidade corporativa nessa carta», acrescenta.

O cardeal Levada reconhece que «a situação na Comunhão Anglicana em geral se fez ainda mais complexa neste mesmo período de tempo».

Por este motivo, conclui, «enquanto a Congregação possa responder de maneira mais definitiva às propostas que os senhores enviaram, lhes informaremos».

O primaz da Comunhão Anglicana Tradicional recebeu a carta do representante vaticano, através do núncio apostólico na Austrália, em 25 de julho e imediatamente publicou uma nota de agradecimento.

«É uma carta de alento cálido. Respondi expressando minha gratidão em nome de ‘meus irmãos bispos’, reafirmando nossa determinação de alcançar a unidade pela qual Jesus rezou tão intensamente na Última Ceia, sem importar os custos pessoais que isto implique entre nossos seguidores», explica o arcebispo Hepworth.

«Esta carta deveria alentar a toda Comunhão, e àqueles amigos que nos ajudaram. Deveria nos estimular também a renovar nossa oração pelo Santo Padre, pelo cardeal Levada e pela equipe da Congregação para a Doutrina da Fé, assim como por todos os sacerdotes e leigos, enquanto avançamos a uma comunhão mais próxima em Cristo com a Santa Sé», afirma.

O arcebispo agradecer particularmente o fato do cardeal mencionar a «unidade corporativa», «um caminho raras vezes percorrida no passado, mas essencial para cumprir a oração de nosso Mestre e Pai: ‘que sejam um’».

Os fiéis da Comunhão Anglicana Tradicional, pouco menos de meio milhão, estão presentes na África, Austrália, no Estreito de Torres, Canadá, América Latina, Inglaterra, Irlanda, Índia, Paquistão, Japão e nos Estados Unidos.

Que bênção!!

Postado em Igreja, Penitência, Pessoal em 26/07/2008 por Ju

Eu tive que deixar de estar com o pessoal da comunidade Católicos do Orkut, queria ter ido, mas deixei de ir por um ÓÓÓTIMOOOO motivo! Eu falei aqui antes, que se fosse esperar ficar tudo 100% pra retornar pra Igreja, eu ia fazer isso só daqui 20 anos…

Logo, eu fui falar com uma pessoa muito legal: Dom Fernando Riffan. Ele é o bispo da Administração Apostólica São João Vianney, de Campos. Abri o jogo com ele. E como pai, ele me acolheu, me exortou e me fez retornar à Igreja. Confessei-me e estou com uma paz incrível.

Oficio Parvo

Ofício Parvo

E ainda, ele me ensinou a rezar o Ofício Parvo de Nossa Senhora, que tinha adquirido na internet (em inglês e latim). Muito lindo. Agora eu posso rezar junto com a Igreja.

A verdade sempre é o melhor caminho, não é? Eu vou descansar pra ir na missa amanhã. Segunda eu conto mais coisas. Aprendi muito.

Deo gratias!

Passo de Fé

Postado em Carmelo, Estudos, Igreja, Pessoal, Protestantes em 22/07/2008 por Ju

Há cerca de 1 ano atrás eu tentei retornar à Igreja, mas caí. Foi em vão. Envolvi-me de novo com o protestantismo. Isso se deveu muito a duas coisas:

1ª) Eu tenho a maior parte do meu círculo social de protestantes, afinal, desde meus 15 anos eu estive lá. Por muito tempo na adventista e também na presbiteriana. Pesou demais eu não ter pessoas próximas a mim, que fossem católicas, pessoas com quem eu pudesse trocar experiências, orar, aprender, etc. E também ir tomar um lanche, sair, enfim, sermos amigas(os) e companheiros de jornada de oração. Ao passo que eu sempre tive pessoas assim, bem próximas lá. E isso me fez, em grande parte, abandonar a Igreja de novo, quando eu estava fraca.

2ª) Eu tenho ainda muitas dúvidas. Quando recomecei a voltar para a Igreja, me propus a, antes de tudo, sanar todas essas dúvidas, para daí falar em retorno mesmo à Igreja. Mas, pensando, rezando, eu vi que isso seria humanamente impossível. Afinal, as mais chatas, as “grossas” eu sanei, ok. Mas se você pensar que desde os meus 14 anos estive envolvida com eles, você verá que não é um mês ou um ano que passei lá, não! Eu praticamente me formei lá como pessoa, como indivíduo.

Eu conheço um piedoso padre em Campos (ligado a Dom Fernando Riffan), de quem gosto muito, que me disse: “Filha, você passou a parte mais importante da sua vida no meio deles, você formou seu caráter e seus valores lá. Você teria que recomeçar do zero praticamente, em termos de formação católica”. E ele tá certo. Se eu for esperar “o tempo que for”, como eu queria, para sanar todas essas dúvidas e só então retornar à fé católica, eu iria fazer isso daqui a 15, 20 anos, em tese, claro. Foi o tempo que vivi lá. Vivi, estudei, absorvi e aprendi conceitos.

Pois resolvi, a despeito do que coloquei acima (seria impossível sanar essas dúvidas todas em pouco tempo), dar um passo de fé: a despeito de tudo isso, começar do zero na Igreja. Eu não posso passar mais 20 anos até sanar tudo e então retornar de fato. E se eu não vivo até lá??

Eu queria demais alguém perto de mim, pra crescer junto com essa pessoa. Vou precisar disso, pois a vez passada que tentei retornar e não tinha alguém tão próximo, eu caí na fé e retornei ao protestantismo. Não quero viver isso de novo.

Na verdade, hehe, a pessoa que eu mais amaria ter ao meu lado, está distante 6 horas de busão: a Sônia Cristina. Eu a conheci quando ambas éramos protestantes. Somos amigas desde então. E sei que ela sabe cada vírgula do que penso e sinto, não só pela grande amizade que temos, mas também, pelo fato de termos vindo de um mesmo meio. Mas, aprouve à Providência Divina (não sei porque) estarmos distantes geograficamente, embora unidas no coração.

Quanto às dúvidas, sei que isso será com o passar dos anos e eu entreguei isso a Deus. Eu conheço o Fr. Rothmans, ocarm, que é pároco da igreja ao lado de casa. Um frei fantástico, modelo de amigo e de carmelita. Eu vou esperar passar julho, que ele me falou estar muito ocupado para atender, e pedirei a ele que seja meu diretor espiritual. Adoro-o. Se bem que é arriscado, hehe. Eles (a Ordem) podem trocá-lo de paróquia a qualquer momento. Mas enquanto ele estiver aqui, pedirei isso a ele.

Que horror!!…

Postado em Deu na Mídia, Igreja, Nossa Senhora, Protestantes em 21/07/2008 por Ju

E pensar que eu já estive do lado protestante… Leiam a notícia abaixo, que saiu no site da ACI:

Fundamentalistas destroem imagens da Virgem em igreja católica americana

.- A igreja católica de Heights, em Houston (Texas), foi vítima nos últimos meses do ataque de fundamentalistas, que em três ocasiões destruiram imagens da Virgem Maria.
O primeiro destes atentados aconteceu em março, durante a celebração do Domingo de Ramos. Alguém ingressou no templo e empurrou uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Esta estátua foi substituída por uma de Nossa Senhora de Guadalupe, a mesma que dias depois, também em março, foi pixada com tinta preta e colocada ao contrário.
Os fiéis puseram em seu lugar uma nova imagem da mesma advocação, mas em 5 de julho foi destruída.
Indicou-se que não longe da gruta, achou-se a mensagem: “Foram advertidos. Não adorem aos ídolos”.
Segundo a imprensa, Monsenhor Adam McClosky, reitor do templo, disse que é possível que estes ataques os tenha realizado alguém que considera que os católicos desobedecem a proibição bíblica de inclinar-se e adorar imagens.
Informou-se que a polícia investiga este caso.

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EU: Gente, sem comentários, né? E pensar que muitos fazem isso crendo obedecer a Deus e “tirar os outros da ignorância”, espiritualmente falando.

Que vergonha, meu Deus!…

Postado em Carmelo, Igreja, TL em 20/07/2008 por Ju

Eu tava procurando uns sites carmelitas e vejo o site da Igreja do Carmo (de BH) comandada por frades carmelitas calçados (a igreja perto da minha casa é deles tb). E o que mais tem lá não é material sobre a espiritualidade carmelita, que tanto me fascinou e que fez santos e santas maravilhosos. Não!! O que vejo lá é pura e simplesmente material pró-TL, falando de reforma agrária, política (até as eleições no Paraguai! E é do Frei Betto o tal texto do Paraguai, arghhh… ), etc!!

O que fizeram do Carmelo, Deus meu??!

Novidades

Postado em Carmelo, Oração, Santos, Sta. Teresinha em 20/07/2008 por Ju

Eu estou colocando mais orações à Sta. Teresinha, à Florzinha do Carmelo no blog. Na página dedicada à ela coloquei mais estas orações:

  • Oração a Sta Teresinha para momentos de desespero
  • Oração de Santa Teresinha pelos Sacerdotes
  • Consagração a Santa Teresinha do Menino Jesus

E, além dessas orações, tem a Ladainha de Sta. Teresinha do Menino Jesus. Tudo postado hoje. Em honra da Santinha mais linda desse jardim que é a Igreja.

Aos devotos (como eu) da nossa amada Florzinha do Carmelo, que tão belamente nos ensinou o caminho da Infância Espiritual, essas orações estarão na página desse blog dedicada a ela.

Sta. Teresinha, ora pro nobis!

A força da penitência

Postado em Estudos, Frei Patrício, Penitência em 20/07/2008 por Ju
Frei Patrício Sciadini, ocd.

Deus desde sempre chama o ser humano a reconhecer os seus pecados, fazer penitência para que possa ser capaz de acolher o Reino de Deus que está cada vez mais próximo de nós. Mas para falar da penitência é necessário fazer-nos uma pergunta fundamental: de que penitência falamos? Não é a mesma coisa tratar da penitência sacramento. Esta é a confissão dos nossos pecados através da mediação do sacerdote que, em nome de Deus, nos dá o perdão, nos reconcilia conosco e com os outros, nos lava no sangue de Cristo e nos permite ter uma vida nova, cheia de amor e boas obras. O sacramento da penitência é sem dúvida o mais belo dom que Deus dá a cada um de nós através da sua Igreja. Nada de mais profundo, belo e pacificador que ouvir sobre nós “eu te absolvo de teus pecados”, as palavras que aquele que age na “pessoa de Cristo” nos diz:

“Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho,

reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo

para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja,

o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados,

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.”

Estas palavras são como que uma chuva que fecunda o nosso deserto, uma ponte que se reata a um caminho novo. Não devemos ter medo do amor de Deus, mas como dizem os santos, temamos “ofendê-lo” através da nossa maldade.

Neste artigo, porém, não queremos falar do sacramento da penitência ou confissão, mas sim da virtude da penitência. Uma virtude que é necessário adquirir para podermos carregar com “alegria e aceitação” a cruz de Cristo que nos é oferecida no nosso dia-a-dia. O mesmo Jesus, no início de sua pregação nos diz: “aquele que quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!”

Vamos, portanto, tentar compreender esta virtude que é autodomínio, controle de si mesmo, ascese e purificação de tudo o que não é Deus. Implica em afastar de nós todas as coisas que não nos permitem viver o mistério do amor infinito do Senhor.

Penitência

É uma virtude cristã fundamental para o crescimento interior e que integra toda a nossa vida espiritual, nos oferece sem dúvida elementos para podermos compreender melhor a superação do pecado, a nossa aliança com Deus, a nossa fidelidade e amor ao Senhor e ao próximo. Consiste na renúncia consciente em vista de um bem, por isso a penitência e o sacrifício em si mesmos não têm sentido, seria puro masoquismo ou renúncia de “besta”, como diz São João da Cruz, que era penitente e entendia de pessoas penitentes, mas também entendia de pessoas desequilibradas que faziam penitências para mostrar o que não eram.

A penitência cristã não consiste na privação por alguns momentos para em seguida “recuperar os tempos perdidos”, como me contava uma mulher santa e sábia: “Durante a quaresma eu faço penitência de não comer chocolate, mas, no dia da páscoa, eu recupero e como até me saciar…” A que serve esta maneira de pensar e de agir? A nada. Ou aquele distinto senhor que era capaz de ficar um mês inteiro sem beber nada alcoólico, mas depois esvaziava garrafas inteiras. Não é esta a penitência que o Senhor deseja.

São João da Cruz sobre penitência é bastante claro e lúcido:

“Atraídos pelo gosto experimentado em suas devoções, alguns se matam de penitências; outros se enfraquecem com jejuns, indo além do que a sua debilidade natural pode suportar. Agem sem ordem nem conselho do outrem; furtam o corpo à obediência, à qual se devem sujeitar; chegam até o ponto de agir contrariamente ao que lhes foi mandado. Tais almas são imperfeitíssimas, e parecem ter perdido a razão. Colocam a sujeição e a obediência, isto é, a penitência racional e discreta, aceita por Deus como o melhor e mais agradável sacrifício, abaixo da penitência física, que, separada da primeira, é apenas sacrifício animal a que, como animais, se movem, pelo apetite e gosto ali oferecido.” (1N 6,1- 2)

A penitência deve ser vista como atitude interior de todo o nosso ser para nos converter e assumir com verdade o evangelho de Jesus como norma de vida. O Papa Paulo VI, em 1966, nos deu uma Constituição apostólica chamada “Paenitemini”. Nesta carta o Papa tenta reapresentar a virtude da penitência como algo de fundamental para vivenciar com maior coerência o evangelho. Reafirma os valores bíblicos, teológicos e místicos da penitência. Todo o sentido da penitência é alcançar melhor a vivência do Cristo em nossa vida. O mundo de hoje rejeita tudo o que tem sabor de dor, sofrimento, renúncia. É um mundo marcado pelo prazer, pelo hedonismo e não quer conhecer que não se pode gozar das cosias eternas sem renunciar às coisas da terra.

Ainda o nosso mestre João da Cruz coloca bem em realce quando, com algumas frases secas, mas eficazes diz:

“Inclinar-se sempre não ao mais fácil, mas sim ao mais difícil; não ao mais saboroso, mas ao mais insípido, não ao mais gostoso, mas ao que não dá gosto; não se inclinar ao que é descanso, mas ao mais trabalhoso… não andar buscando o melhor das coisas, mas o pior; e por Jesus Cristo ter, para com todas as coisas do mundo, desnudez, vazio e pobreza.” (Ditos 159).

Quando, portanto, falamos da penitência, entendemos um conjunto de atitudes e de ações que manifestam no dia a dia nossa vontade de renunciar a tudo o que não é Deus.

Conversão evangélica

Jesus inicia a sua pregação convidando a todos à conversão, que não é outra coisa senão viver em penitência, com atitude de renúncia ao passado e presente para um novo estilo de vida, marcado pelo anúncio do Reino. “Completou-se o tempo, e o reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho.” (Mc 1, 15) O evangelho é boa nova, é dom, nunca Jesus obriga alguém a viver a sua palavra, mas convida com amor, com insistência, deixando a liberdade que fica sempre ao homem que pode dizer o seu sim ou o seu não. A liberdade é oferta de Deus e resposta do homem. Mas toda conversão vai exigindo uma decisão forte e corajosa por parte de cada um de nós. Converter-se é romper com o que não está certo e fazer um caminho de volta, de retorno.

Esta penitência tem um nome um pouco difícil em grego: “metanoia”. Esta palavra significa mudança de pensamento, do modo de contemplar as coisas, revestir-se de um pensamento novo que é o pensamento de Cristo. Não pensar mais como o mundo, mas sim com a palavra de Deus. O evangelista Lucas apresenta com solenidade a entrada da mensagem de Cristo na história, e o faz para que todos se convençam que a missão de Jesus não é de poder nem de morte, mas sim de serviço e de vida. “Não vim chamar para a conversão os justos, mas os pecadores”.(Lc 5,32) Ele sabe que veio e está no nosso meio para salvar os “pecadores”, mas afinal quem são os pecadores e o que é o pecado? É curioso que a Igreja no Catecismo da Igreja Católica dê uma definição de pecado, mas não de pecadores. Todos temos medo de assumir a nossa atitude, a nossa profissão de “pecadores”. Na verdade pecador é quem “erra o centro de sua missão, se afasta do projeto inicial, e toma um caminho que o leva longe do seu destino”.

Jesus não pede muitas coisas aos pecadores para voltarem ao caminho certo, somente duas que são fundamentais para qualquer pessoa que queira ser sinal vivo do Senhor.

Penitência: Isto é, atos concretos de despojamento, de morte ao mal. Uma determinada determinação de assumir uma vida nova. Toda mudança exige esforço e treino.

Às vezes eu me pergunto quantos sacrifícios e renúncias em vista de um prêmio fazem os atletas? O apóstolo Paulo lembra muito bem isso quando diz: “Não sabeis que os que correm no estádio correm todos, mas só um alcança o prêmio? Correi, pois, de modo que o alcanceis.” (1Cor 9, 24) Ascese, sacrifício, renúncia… são meios para se chegar à meta que é Cristo.

Compromisso de não pecar mais: O perdão é gratuito mas tem um preço para que seja eficaz, não pecar mais. É o que Jesus sempre pede depois que ele perdoa, como no caso da mulher adúltera: “os teus pecados estão perdoados, vá em paz e não peques mais.” É exigência fundamental da vida. Davi relembra: “Ensinarei os teus caminhos aos pecadores”. O apostolado dos pecadores convertidos é ensinar e educar para que outros não cometam o mesmo erro. Não devemos ter medo do nosso passado, mas sim do nosso futuro. É o que Jesus nos recorda: “Não peques mais para que não te aconteçam coisas ainda piores”. É advertência e não maldição.

A virtude da penitência

Uma das mais belas descrições da virtude da penitência me parece que continua a ser aquela dada pelo concilio de Trento quando diz: “É dor interior, aborrecimento do pecado cometido, com o propósito de não voltar a pecar”. É algo fundamental que deve ser ensinado às pessoas que convivem conosco. É necessário perceber dentro de nós a “dor” pelos erros cometidos. Às vezes nos santos esta dor era algo físico, mas em nós deve ser pelo menos um arrependimento interior que nos leve a fugir de todas as ocasiões de pecado. Superamos o erro quando nos sentimos profundamente conscientes dele. Não porque os outros nos dizem, mas sim porque nos convencemos que o mais prejudicado pelo pecado somos nós mesmos que perdemos, por uma alegria passageira e efêmera, a paz interior.

A virtude da penitência deve ser adquirida com muito esforço e persistência. Todos sabemos disto, embora nem sempre queiramos nos convencer desta realidade.

“Naturalmente, não seria razoável que uma pessoa fraca e doente se pusesse a fazer muitos jejuns e penitências, fosse para um deserto — onde não pudesse dormir nem tivesse comida — ou coisas semelhantes. Temos de pensar que, com o favor de Deus, podemos esforçar-nos para atingir um grande desprezo pelo mundo e pelas suas honras, desapegando-nos dos bens terrenos. É tão fraco o nosso coração que achamos que o chão vai faltar se nos descuidarmos um pouco do corpo para dar mais ao espírito. Logo pensamos que a fartura facilita o recolhimento, porque a preocupação perturba a oração” (Santa Teresa de Ávila, Vida 13,4).

Quatro formas penitenciais

Brevemente, porque este não é um tratado sobre a virtude da penitência mas são simplesmente idéias e luzes que vão iluminando a vida de cada um de nós e cabe a nós sabermos assumir as atitudes mais necessárias e mais adequadas para nossa vida concreta.

1. A oração

A oração vista como forma de penitência. Nem sempre é fácil rezar, é necessário uma renúncia constante de outros valores e atividades, às vezes muito mais agradáveis. É um momento de encontro com o invisível que nos chama à intimidade com Ele. Exige uma força de vontade não indiferente para sermos fiéis à nossa oração pessoal, comunitária e litúrgica. Todos os dias participar da Eucaristia, rezar o terço… são formas de fidelidade que revelam um caráter que se formou na escola dos profetas e dos santos. Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz sobre este aspecto apresentam um caminho de esvaziamento, de renúncia sem o qual não será possível chegar à plenitude de Deus.

“Os que começam a ter oração apanham a água do poço, o que é muito trabalhoso…” (Santa Teresa, V 11,7-9).

“Amado meu, todo o áspero e trabalhoso quero para mim, e, para ti, tudo quanto é suave e saboroso” (São João da Cruz, D 129).

2. A esmola

A verdadeira esmola não é o “supérfluo, o inútil”. Quem faz limpeza na época da Campanha da Fraternidade em sua casa, dando aos pobres tudo o que é inservível, não faz caridade alguma, simplesmente desrespeita o irmão e faz dele “o cesto do lixo”. É necessário na caridade dar o que está “dentro do nosso prato”, o que é bom e não o descartável. Até os grandes supermercados acham que fazem caridade dando os produtos um dia antes de terem a validade vencida. Precisamos rever a nossa atitude de vida de caridade e de esmola como virtude da “penitência”. Todos sabemos como é difícil se privar de algo que gostamos para fazer alguém feliz.

3. O jejum

O jejum é a forma mais tradicional da “penitência”. Atualmente na Igreja os jejuns são “reduzidíssimos”, são dois e se a Igreja tirar também estes dois não tem problema nenhum… Mas jamais a Igreja poderá tirar do evangelho e da práxis o espírito penitencial do jejum, que é participar da paixão de Cristo, sermos solidários com os que sofrem, dividir o que temos. São atitudes necessárias no seguimento de Jesus. Não é permitido o “luxo” que fere a dignidade dos pobres. O evangelho é algo de muito austero e simples, sem negar a alegria em nada. Tudo é santo quando os nossos olhos forem santos e puros.

4. O vestir-se

A maneira de se vestir sempre manifestou atitudes interiores. Já os Padres da Igreja, Agostinho e Jerônimo são muito duros com aqueles que se vestem ricamente para se mostrar, para aparentar uma beleza passageira. A beleza não está nem nos vestidos nem nas jóias, mas sim nas “virtudes que adornam nossa alma”. A forma como nos vestimos revela o que buscamos, a essencialidade de Deus. Mas o desleixo não revela o devido respeito ao corpo, “sacramento” do amor infinito de Deus, mas sim puro descuido, e isto não vem do Senhor. Pode-se vestir pobremente, mas com dignidade e profundo amor.

Fonte: http://www.comunidadeshalom.org.br/formacao/exibir.php?form_id=2423

16 de Julho – Dia da Ssma. Virgem do Monte Carmelo

Postado em Carmelo, Igreja, Liturgia, Nossa Senhora, Santo do Dia em 15/07/2008 por Ju

A festa  de Nossa Senhora do Carmo prende-se intimamente à Ordem Carmelitana, cuja origem remonta aos tempos antigos, envolvidos em nuvens de venerandas lendas.  A Ordem dos Carmelitas tem por propósito especial o culto da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e pretende ter origem nos tempos do profeta Elias.

[...]

De fato, na Ordem Carmelitana é guardada a tradição, segundo a  qual o profeta Elias, vendo aquela nuvenzinha, que se levantava no mar, bem como a  pegada de homem, teria nela reconhecido o símbolo, a figura da futura Mãe do Salvador. Diz mais a tradição, que os discípulos de Elias, em lembrança daquela visão do mestre, teriam fundado uma Congregação, com sede no Monte Carmelita, com o fim declarado de prestar homenagens à Mãe do Mestre. Essa Congregação ter-se-ia conservado até os dias de  Jesus Cristo e  existido com o Título Servas de Maria.

Santa Teresa, a grande  Santa da  Ordem Carmelitana, reconhece no profeta Elias o fundador da Ordem. As visões da bem-aventurada Ana Catarina Emerich sobre a vida de Maria Santíssima, ocupam-se minuciosamente da Congregação dos Servos de Maria, no Antigo testamento.

Segundo uma piedosa tradição, autorizada pela liturgia, no dia de Pentecostes, um grupo de homens, devotos dos santos profetas Elias e Eliseu, preparado  por São João Batista para o Advento do Salvador, abraçaram o cristianismo e  erigiram no Monte Carmelo um santuário à Santíssima Virgem, naquele mesmo lugar, onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha, anunciadora da  fecundidade da Mãe de Deus. Adotaram eles o nome de Irmãos da Bem-Aventurada Maria do “Monte Carmelo”.

MANIFESTAÇÃO DE NOSSA SENHORA A SÃO SIMÃO STOCK

Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII  que o calabrez Bertoldo, com alguns  companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos  Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto.  Pelas  cruzadas esta Congregação tornou-se  conhecida  também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra, o que fizeram.

Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que,  havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão  Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas  recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem  cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.

A Ordem começou a  sofrer  muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem  para Roma.  Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os  religiosos carmelitas,  mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos  da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos.

Um capítulo geral da Ordem, realizado em  1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os  religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos.

No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.

A Ordem de  Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então,  uma aceitação extraordinária no mundo católico. Para isto concorreu poderosamente a  Irmandade do Escapulário, que deve a  fundação a  Simão Stock.

Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os  dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal  proteção.  Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido,  Nossa Senhora se  dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário.  “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele  que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno”.

Estando-lhe assim satisfeita a  maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a  participar dos grandes privilégios anexos.  Extraordinária foi a afluência a  tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos tem sido os  príncipes que pediram  ser inscritos na  irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha,  Fernando I e II e  reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas  rainhas e princesas de diversas nações.  O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários;  como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus;  só assim  é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de  750 anos e, hoje em dia, mais  do que nunca, gozar da predileção do povo cristão.

Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta, que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.

É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV;  mais de cem escritores dos séculos 13, 14 e 15, dos quais  alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a  um fato  que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as  de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor.

Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a  biografia de São Simão Stock, que contém a narração da  maravilhosa visão.

PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS PELA VIRGEM MÃE A QUEM USAR O ESCAPULÁRIO

Dois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários,  que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses  privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da  entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock: “É este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles  que estiverem revestidos  com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”.  O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a  todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a  história da  humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a  confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de  sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual  lhe alcançará a  graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se  milhares as conversões de pecadores na  hora da morte, atribuídas  unicamente ao escapulário de Nossa  Senhora do Carmo;   muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a  quem, de maneira nenhuma,  se quer separar do pecado e  levar uma vida digna e  cristã.  Santo Agostinho diz  a verdade, quando ensina:  “Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”.   Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.

O Segundo provilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”.  Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos  sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a  seguinte doutrina: “O povo cristão pode  crer no auxílio que experimentarão as  almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este,  segundo o qual todos aqueles  que morrerem  na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria  do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir  ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a  Nossa  Senhora (Bula sabatina de João XXII.  3, III 1322)

Desse privilégio faz menção o ofício divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo, aprovado pelos Papas Clemente X e Benedito XIII.

“A bem-aventurada Virgem – diz o ofício – não se  limitou a  cumular de privilégios aqui na terra e na Ordem Carmelitana. Com carinho verdadeiramente maternal, ela, cujo poder e misericórdia em  toda parte são muito grandes, consola  também, como piedosamente se crê,  aqueles filhos no Purgatório, alcançando-lhes o mais breve possível a feliz entrada na Pátria Celestial”.

Para se tornar membro da Irmandade, é necessário que se cumpra as seguintes condições:

1. Inscrição no registro da Irmandade.

2. Ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote habilitado para fazer a recepção e usá-lo com devoção. No caso da mudança de um escapulário velho e gasto por um novo não carece a bênção. Quem, por descuido, deixou de usar por algum tempo o escapulário, participa dos privilégios da Irmandade, logo que se resolver a pô-lo novamente.

3.  Convém rezar diariamente algumas orações marianas, como sejam: A ladainha lauretana ou seis Pai-Nossos e Ave-Marias ou sejam, ainda, o Símbolo dos Apóstolos (Credo), seguida da recitação de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Glória.  As bulas pontifícias nada prescrevem a este respeito desde o princípio, porém, se tem observado  a praxe de fazer essas devoções diárias.

4. O privilégio sabatino exige ainda que se conserve a castidade própria do estado de cada um, e que se rezem as horas marianas. Quem não puder cumprir esta segunda condição, observe a abstinência de  carnes nas quartas-feiras e sábados. As duas obrigações de recitar o ofício mariano e a abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados podem, se para isso subsistirem razões suficientes, ser comutadas em  outras equivalentes.

5. Aos sábados, o papa Pio X concedeu o seguinte privilégio: Para se tornarem membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, é suficiente que usem um escapulário bento por um sacerdote que possua a faculdade respectiva. Não se exige  para eles a cerimônia da recepção e da inscrição no registro da irmandade. Como os demais membros, também devem rezar diariamente algumas orações em  honra de Maria Santíssima.  (4-1-1908).

A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é enriquecida de muitas indulgências, podendo todas ser aplicadas às almas do Purgatório, com exceção da indulgência plenária na hora da morte.

REFLEXÕES

O fim, pois, que a irmandade de Nossa Senhora do Carmo se propõe é: propagar o reino de Deus, por meio da devoção a Maria Santíssima, meditar nas virtudes da Mãe de Deus e imitá-las, merecer uma proteção especial de Nossa Senhora, em todos os perigos do corpo e da alma, alcançar-lhe bênção na hora da morte e a libertação das penas do Purgatório. O Escapulário é o hábito da salvação. Para que o possa ser, é preciso que seja a vestimenta da justiça. Se o maior interesse de Maria Santíssima é salvar almas, desejo maior não tem, senão que seus  filhos se apliquem à prática das virtudes, do amor de Deus e do próximo, que sejam  pacientes, humildes, mansos e puros e trabalhem pela santificação de sua alma.

A história da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é uma epopéia de feitos maravilhosos, na ordem sobrenatural. O escapulário tem sido a salvação de milhares e milhares de cristãos nas suas necessidades espirituais e materiais. Para que nas mãos de Nossa Senhora possa ser efetivamente instrumento de  salvação, indispensável é o renascimento espiritual de quem o leva, o cumprimento fiel dos  deveres do estado de quem se diz devoto a Nossa Senhora do Carmo. Certamente, não é devoto a  Maria Santíssima quem vive em pecado e ofende a  Deus sem cessar.

Fonte: Página Oriente

Regina Carmeli, ora pro nobis!

Flos Carmeli,
vitis florigera,
splendor caeli,
Virgo puerpera
singularis.

Mater mitis,
sed viri nescia,
Carmelitis,
esto propitia,
Stella maris.

Santo Henrique

Postado em Igreja, Liturgia, Santo do Dia em 15/07/2008 por Ju

Sucessivamente Rei da Baviera, da Germânia e chefe do santo império romano de 1014 – 1024, Henrique II comprometeu-se por juramento diante de Bento VIII, que o sagrara, a guarfar a este pontífice e aos seus sucessores de propragar o cristianismo, de restaurar igrejas arruinadas e de fundar mosteiros que enriqueceu com muitas doações. Retido em Monte Cassino por uma grave doença que o acometera foi miraculosamente curado graças à intercessão de S. Bento. Mostrou no trono até o fim da vida as virtudes dos grandes santos. Morreu em 1024 e foi sepultado na catedral de Bamberg a que deixara todos os seus bens.

Oração: Ó Deus, que neste dia fizestes passar o bem-aventurado Henrique, Vosso Confessor, dum trono da Terra para o Reino dos Céus, nós vos suplicamos que, assim como enchendo-o da Vossa graça, o fizestes triunfear dos atrativos do século, nos façais também, à sua imitação, evitar as seduções do mundo e chegar a Vós com o coração puro. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

(textos retirados do Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, ed. de 1951, pg. 1484)