Há cerca de 1 ano atrás eu tentei retornar à Igreja, mas caí. Foi em vão. Envolvi-me de novo com o protestantismo. Isso se deveu muito a duas coisas:
1ª) Eu tenho a maior parte do meu círculo social de protestantes, afinal, desde meus 15 anos eu estive lá. Por muito tempo na adventista e também na presbiteriana. Pesou demais eu não ter pessoas próximas a mim, que fossem católicas, pessoas com quem eu pudesse trocar experiências, orar, aprender, etc. E também ir tomar um lanche, sair, enfim, sermos amigas(os) e companheiros de jornada de oração. Ao passo que eu sempre tive pessoas assim, bem próximas lá. E isso me fez, em grande parte, abandonar a Igreja de novo, quando eu estava fraca.
2ª) Eu tenho ainda muitas dúvidas. Quando recomecei a voltar para a Igreja, me propus a, antes de tudo, sanar todas essas dúvidas, para daí falar em retorno mesmo à Igreja. Mas, pensando, rezando, eu vi que isso seria humanamente impossível. Afinal, as mais chatas, as “grossas” eu sanei, ok. Mas se você pensar que desde os meus 14 anos estive envolvida com eles, você verá que não é um mês ou um ano que passei lá, não! Eu praticamente me formei lá como pessoa, como indivíduo.
Eu conheço um piedoso padre em Campos (ligado a Dom Fernando Riffan), de quem gosto muito, que me disse: “Filha, você passou a parte mais importante da sua vida no meio deles, você formou seu caráter e seus valores lá. Você teria que recomeçar do zero praticamente, em termos de formação católica”. E ele tá certo. Se eu for esperar “o tempo que for”, como eu queria, para sanar todas essas dúvidas e só então retornar à fé católica, eu iria fazer isso daqui a 15, 20 anos, em tese, claro. Foi o tempo que vivi lá. Vivi, estudei, absorvi e aprendi conceitos.
Pois resolvi, a despeito do que coloquei acima (seria impossível sanar essas dúvidas todas em pouco tempo), dar um passo de fé: a despeito de tudo isso, começar do zero na Igreja. Eu não posso passar mais 20 anos até sanar tudo e então retornar de fato. E se eu não vivo até lá??
Eu queria demais alguém perto de mim, pra crescer junto com essa pessoa. Vou precisar disso, pois a vez passada que tentei retornar e não tinha alguém tão próximo, eu caí na fé e retornei ao protestantismo. Não quero viver isso de novo.
Na verdade, hehe, a pessoa que eu mais amaria ter ao meu lado, está distante 6 horas de busão: a Sônia Cristina. Eu a conheci quando ambas éramos protestantes. Somos amigas desde então. E sei que ela sabe cada vírgula do que penso e sinto, não só pela grande amizade que temos, mas também, pelo fato de termos vindo de um mesmo meio. Mas, aprouve à Providência Divina (não sei porque) estarmos distantes geograficamente, embora unidas no coração.
Quanto às dúvidas, sei que isso será com o passar dos anos e eu entreguei isso a Deus. Eu conheço o Fr. Rothmans, ocarm, que é pároco da igreja ao lado de casa. Um frei fantástico, modelo de amigo e de carmelita. Eu vou esperar passar julho, que ele me falou estar muito ocupado para atender, e pedirei a ele que seja meu diretor espiritual. Adoro-o. Se bem que é arriscado, hehe. Eles (a Ordem) podem trocá-lo de paróquia a qualquer momento. Mas enquanto ele estiver aqui, pedirei isso a ele.



