Arquivo para Setembro, 2008

São Vicente de Paulo

Postado em Igreja, Liturgia, Santo do Dia em 27/09/2008 por Ju

São Vicente de Paulo, um dos maiores  amigos da humanidade, sacerdote zelosíssimo, homem apostólico como poucos, santo, entre os  santos, um dos maiores, nasceu em Ranguines, perto de Dax, na Gasconha (França), em 1576.  De condição humilde, os pais eram gente piedosa e virtuosa. Proprietários de uma pequena herdade, viviam do trabalho. Educaram cristãmente seis filhos, 4 homens  e duas mulheres, obrigando-os  ao trabalho no campo.  Em Vicente, bem cedo  descobriram os pais um bom coração e qualidades excelentes de espírito.

A ocupação predileta do menino era vigiar o gado, nas  épocas do ano em que este  era  levado às pastagens.  De preferência, levava o gado a um lugar  no fundo do mato, onde havia uma capela de Nossa Senhora. Ali fazia  muita oração e cantava em honra da  Rainha do céu.  As  flores mais belas que encontrava, depositava-as sobre o altar de Maria Santíssima e com um carinho todo particular, enfeitava a humilde capelinha.  Já nesta idade, revelava princípios de caridade, guardando sempre  um bocado da refeição para os pobres. O pai, observando com satisfação os  belos dotes do filho, quis  que ele estudasse. Em quatro anos, Vicente tinha feito tantos progressos nas ciências, que pôde ser professor. Ensinando aos outros, ganhava o bastante para poder continuar os estudos nos cursos superiores, sem com isto exigir sacrifícios do pai. Seguiu os  cursos teológicos em Saragoça e Toulouse e,  em 23 de setembro de 1600, foi ordenado sacerdote.

Deus, porém, quis  proporcionar-lhe ocasião de  aperfeiçoar-se nas virtudes de perfeito cristão, que são a mansidão, a paciência e  a  caridade. Numa viagem  em  1605, que fazia, de Marselha a Narbonne, caiu em poder de piratas  tunísios, que o venderam como escravo a diversos senhores em Tunis. Com grande conformidade, o santo aceitou esta provação e humildemente se  sujeitou aos pesados trabalhos, que se lhe impunham. O que mais o entristecia, eram os diversos  estratagemas que os patrões empregavam, para levá-lo a apostasia.  O último deles, a quem prestou serviços de  escravo, era apóstata, que tinha três mulheres.  Uma delas, movida pela curiosidade, acompanhava Vicente, quando este se dirigia ao trabalho no campo.  Muitas perguntas  lhe dirigia sobre a religião cristã, e pedia-lhe que cantasse  alguns  cânticos cristãos.  Vicente lembrava-se da  palavra da Sagrada Escritura: “Como hei de cantar em terra estrangeira?” e cantava então o salmo, que diz: “Nas margens dos rios de Babilônia assentávamos, chorando a nossa terra”, ou a “Salve Rainha”.  A mulher muçulmana ouvia tudo com muita atenção, e cada vez mais se enchia de  admiração pelas virtudes do escravo cristão. Tornou-se advogada de Vicente junto ao patrão, a quem repreendeu energicamente por ter abandonado uma religião tão perfeita, como a cristã.  O apóstata caiu em si e combinou com Vicente a  volta para Paris. Em 1607 fizeram a travessia e  chegaram a Aigues Mortes.

No ano seguinte vemos  Vicente em Roma.  Os grandes e antigos santuários muito o  impressionaram e,  regressando a Paris, tinha a resolução firme de  imitar o exemplo de virtude dos  primeiros  cristãos.  Em Paris, se dedicou por alguns anos ao serviço dos doentes no hospital.  Aconteceu que lá caísse sobre ele a grave suspeita de ter  praticado um furto.   A única resposta que Vicente dava  às acusações caluniosas era:  “Deus sabe tudo”.  Só depois de seis  anos  foi descoberto o verdadeiro culpado, ou para melhor dizer, o ladrão que, não podendo já suportar os  remorsos de consciência, fez  a declaração do crime.

Pouco depois,  Vicente conheceu o venerável Berulle, fundador da Congregação do Oratório, e os dois ligaram-se em estreita amizade, para mais  eficazmente poderem trabalhar pelo bem da humanidade. Durante algum  espaço de tempo, Vicente administrou a Paróquia de Clichi, onde Trabalhou com grande proveito para as  almas, obediente à ordem dos superiores, aceitou o cargo de educador dos filhos do conde de Gondi-Ivigny. Este gênero de ocupação dava-lhe tempo bastante para se dedicar à cura d’almas, e foi aí que Vicente revelou grandes aptidões para missionário.  A condessa de Ivigny, senhora de grandes virtudes, deu o maior apoio aos trabalhos apostólicos de Vicente, que em seguida passou a pregar missões aos encarcerados e aos  condenados às galés.   O rei Luís XIII nomeou Vicente intendente das galeras francesas e esmoler real. Três anos ficou o santo homem em Paris, ocupando este cargo, quando o zelo pelas almas o levou a  Marselha, onde havia muitos daqueles infelizes,  condenados às  galés. Vicente procurou-os e semeou consolo e conforto nas almas daquela  desventurada gente, cuja  triste sorte o comovia até às lágrimas.  Entre os algemados havia um, de porte nobre e fidalgo, que se entregava a uma tristeza, que tocava as raias do desespero.  Vicente interessou-se muito em  particular por  aquele homem e  conseguiu dele  a revelação de  sua triste  história.    Cúmplice, se bem que quase forçado,   de uma fraude,  fôra condenado às  galés, sabendo mulher e filhos entregues à miséria. Vicente, que até então soubera muito bem disfarçar sua personalidade, ofereceu-se às autoridades em lugar do infeliz e  conseguiu-lhe a libertação. A mansidão, a caridade e  paciência de  Vicente no meio dos  sentenciados, gente de péssima espécie, chamou atenção. Como os seus  em  Paris lhe ignorassem o paradeiro,  foram-lhe ao encalço,  descobriram-no em Marselha e  trataram de  libertá-lo.  Do tempo de  prisão, restou-lhe uma última úlcera no pé, causada pelas grilhetas.

Para  combater a ignorância religiosa e o indiferentismo, pregou muitas missões nas cidades e  no campo.  Sacerdotes  do clero regular que o ajudavam nesta tarefa, associaram-se-lhe  na Congregação da Missão, fundada  em  1624, e com ele como seu superior, fixaram residência no antigo leprosário São Lázaro, de onde a Congregação recebeu  a  denominação de “Lazaristas”. Naquela  casa, Vicente dirigiu inúmeros retiros espirituais para todos os estados.

De grande resultado foram os exercícios em preparação às sacras ordens e  as  conferências sacerdotais nas terças-feiras, nas quais se formaram belíssimas vocações dos melhores bispos da França.

Obra de grande alcance se revelou a  fundação da  Confraria da  Caridade, organização caritativa para ambos os sexos, hoje mais conhecida sob o nome de  Conferências de São Vicente.  Desta confraria, qual flor maravilhosa,  se  desenvolveu a Congregação das Filhas da Caridade, à qual deu por superiora uma senhora de grande virtude, que goza das honras dos altares:  Santa Luísa de Marillac.   Pela fundação dessas conferências e das suas casas, tiveram certa centralização as obras de caridade e beneficência aos pobres, aos enfermos, às crianças, à mocidade feminina periclitada,  aos cegos, aos loucos, etc.   Em todas estas obras, Vicente recebeu e deu muita animação na qualidade de membro da Companhia do SS.  Sacramento.  Como membro do conselho real em coisas eclesiásticas, grande influência exercia na nomeação de bispos e distribuição de benefícios.  Atrás de uma aparência exterior,  simples e fraca, de uma fisionomia humilde,  sempre bondosa e sorridente,  escondia-se uma inteligência esclarecida, um caráter corajoso e  forte, um talento eminentemente prático e organizador, um coração grande, ardoroso e firme na fé.

Em 1693 esta congregação teve a  aprovação do Papa Urbano VIII.  Os sacerdotes pertencentes a  essa congregação, fazem os  três votos simples monásticos, da pobreza, castidade e obediência, obrigando-se a trabalhar na própria santificação, na conversão dos pecadores e  na formação do clero.  São Vicente muito se empenhou pela organização de  retiros espirituais para sacerdotes e leigos, e nesse empenho teve forte apoio do Papa Alexandre VII.

É admirável que um homem como São Vicente, destituído completamente de bens materiais, pudesse fazer tanto bem aos necessitados.  Quando a província de Lorena, devastada pela guerra oferecia um aspecto desolador, São Vicente fez-se mendigo, angariando esmolas e donativos em benefício das vítimas da grande catástrofe, as quais  socorreu com uma vultosa quantia em dinheiro.

Querido e  amado por todos, era visto como um anjo do céu.  São Francisco de Sales, votava-lhe tanta estima e confiança, que o nomeou Superior da Ordem da Visitação que, havia pouco, fundara.  Ainda outras comunidades religiosas, se lhe confiaram à direção.

No meio de tantas ocupações, teve tempo ainda para tratar da sua própria alma. Fossem quais  fossem as ocupações, o coração dele  estava sempre unido a  Deus.  Nas maiores contrariedades, conservava sempre calma e tranqüilidade de  espírito.  Em todos os  fatos da vida, São Vicente reconhecia os  planos da Divina Providência.  Entregava-se-lhe confiadamente e, outra coisa não procurava, senão a maior glória de Deus.

Senhor absoluto dos movimentos do  coração, não se  deixava  desanimar ou inquietar pelas  vicissitudes da vida. Humilhações, longe de o entristecerem, firmavam-no cada vez mais na humildade. A humildade era a virtude que mais recomendava  aos filhos espirituais.  Uma das regras principais que estabeleceu sobre a humildade, foi esta:  “O religioso não fale dos seus  próprios  merecimentos e evite chamar a  atenção dos outros para a sua pessoa”.

São Vicente alcançou a  idade de  85 anos. Embora bastante enfraquecido e alquebrado, levantava-se às 4 horas,  celebrava a Missa e  dedicava  três horas à oração.  O pensamento da morte era-lhe familiar. Todos os  dias rezava as orações da Igreja pelos moribundos.  A morte encontrou-o, pois,  ótimamente preparado.   Morreu aos 27 de setembro de 1660, sendo -lhe o corpo sepultado na igreja de São Lázaro (ou capela dos Lazaristas), enquanto seu coração se conserva também incorrupto no convento das Irmãs da Caridade em Paris. Grandes e numerosos milagres foram-lhe observados no túmulo.  A sua canonização realizou-se em 1737 pelo Papa Clemente XII.

Página Oriente

Sacerdócio jovem: mais chances

Postado em Igreja, Pessoal, Sacerdotes em 26/09/2008 por Ju

Eu escrevi no De Tudo Um Pouco sobre o Padre Tiago. Eu conhecia ele do Orkut e fomos nos conhecer pessoalmente.

Eu coloco aqui um link para lá, para não copiar e colar aqui o post de lá. Eu comento de uma série de coisas lá sobre … Ah, vão lá!

Dia de festa para a Tina e todos nós!

Postado em Exposição da Tina, Paris, Pessoal, Raul Mascarenhas, família, fotos, música, peregrinação, sax, viagem em 25/09/2008 por Ju

Hoje foi um dia para ficar na memória, mesmo!

Além do que contei no post abaixo, hoje o dia foi de festa. A minha irmã, a Cristina, ou a Tina pros que a conhecem, fez uma exposição linda. Eram de umas fotos que ela tirou em Paris (pra onde vou mês que vem, uhuu!!). Coisa de louco!

O Raul tocou lá, claro! Nem podia ser por menos. Os dois pombinhos fazem um casal lindo de ver, hehe!

Falando em Raul, por um triz não rola de eu poder ficar no apê dele em Paris. Por falha de comunicação, pensavam que eu ia ficar agora no começo de outubro lá e não em novembro. Pena mesmo. Mas tem o lado bom: quando eu for, ele estará em Paris e poderei vê-lo tocando certamente! Falando em ver o Raul tocando, vejam essa foto que linda:

Raul

E foi linda a exposição. Como era em um restaurante muito bacana, todos jantamos lá também, claro. E tava meio mundo. Foi gente que eu não via há anos. O tio Fernando (irmão do papai) por ex. Poxa, que saudades viu! Faziam uns 14 anos que não nos víamos. Por aí. Pra não deixar passar, vamos registrar o momento, não é?

Quanto tempooooo!!

A mamãe tava toda orgulhosa, claro, né? Vejam ela, a Tina e o Raul:

Que beleza...

A Guisela estava lá também. O tio Toninho também deu as caras. Faz tempo que não via ele.Tiveram muitas pessoas lá. A tia Lucila não é que tava animada, papeou de tudo um pouco, me pediu uma Sta Teresinha pra ela de lembrança quando eu passar por Lisieux, hehe.O Fábio e o Nando tavam animados, aliás o Nando tá de namorada nova. Bonita namorada..

Exemplo para muitos

Postado em Igreja, amigos em 25/09/2008 por Ju

Eu já conhecia o Padre Tiago do Orkut, das duas comunidades Católicos que tem lá. Uma pessoa formidável. Sacerdote jovem e, no entanto, muito mais consciente que muitos que vi por aqui perto que seriam mais “rodados”, hehe. Aí eu perguntei a ele se era possível tirar essa amizade do virtual, e ele consentiu, claro. Me chamou pra ir na igreja que ele cuida. E eu fui. Minina… é longeeee lá!! Hehe! Pra lá de Interlagos. Uma igrejinha pequena, simples, mas muito fofa.

Assisti a missa lá, celebrada por ele. Muito bem celebrada, diga-se. O sermão foi muito legal também. Básico e direto. Assim é bem mais fácil pegar lições, né? Ah, ele dá a comunhão de joelhos lá (na missa nova, não na tridentina), prova de que isso é só querer. E mais: eu não estava sozinha de véu na missa! :-) Tinha mais 2 ou 3 mulheres lá de véu. Isso é lindo de ver. Depois ele puxou a ação de graças e finalizou a missa.

Aí fomos trocar figurinhas. Como é bom ver que temos sacerdotes santos, jovens, amantes da Igreja como ela sempre foi, sem querer inventar a roda. Ele até me convidou a aparecer mais por lá, hehe. Não que eu não quisesse, mas é super longee!! Hehe! Adoraria que ele fosse pároco mais perto. Que tal na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Brooklin, por exemplo? Não custa rezar, não é? Porque, olha… Se ele fosse pároco por perto, eu seria paroquiana dele. De verdade. É raridade encontrar padres assim. Pena que ele tenha sido colocado lá nas franjas da cidade. Mas creio que Deus usará ele ainda demais. O tempo mostrará isso, tenho certeza. Pena que não tiramos uma fotinho, né?

Assim não pode!

Postado em Palmeiras em 22/09/2008 por Ju

Faço minhas as palavras do Mauro Beting em seu blog:

Não.

O presidente do Palmeiras não pode querer virar a mesa e ampliar o próprio mandato.

Não.

Porque “sim” é para o futebol do Palmeiras-08 e para a nova Arena Palestra Itália.

Não.

Porque o Palmeiras sofreu com a segunda dos infernos e com gente de terceira porque disse “sim” para o continuísmo ditatorial, em 1996.

Não.

Porque Affonso Della Monica já foi vice do presidente que não largou o osso e já foi presidente além das contas – que quase não fecham com ele.

Não.

Porque nada justifica, em nenhuma sociedade, ampliar mandato. Sobretudo em causa própria, sem a menor causa para tanto.

Não.

Porque a Arena, o futebol do time, o clube, tudo isso se sustenta pela força do palmeirense, não pela de um grupo que não quer sair do poder.

Não.

Porque as pessoas que realmente mudaram o Palmeiras não querem ampliar o mandato.

Não.

Porque, além do Palmeiras, o único ponto em comum entre situação responsável e oposição (nem sempre) é o NÃO para a ampliação do tempo do atual presidente.

Não.

Porque quase todos os clubes estão respirando ares mais democráticos.

Não.

Porque o Palmeiras voltou a crescer por dizer “não” em vez do “amém” de muitos porquinhos de presépio coniventes ao chefão da hora.

Não.

Porque sim.
Porque Palmeiras.
________________________________________________________________________________

Eu:

Por que isso? Para quê? Justo agora que nós começamos a respirar um ar puro, sem “chefões” no Palestra depois da saída do Mustachato, vem o Della Monica e inventa essa de querer reeditar o que o mala do Mustachato fez de pior: um continuismo estéril que só se revelou fonte de males para o clube?

Não pode! Pelo nostro Palestra!

Tá ficando bom…

Postado em Paris, Pessoal, peregrinação, viagem em 21/09/2008 por Ju

Minha viagem será maravilhosa…

Não é que consegui um apê para ficar em Paris nos meus dias a mais, além da excursão? E o que é melhor: pertinho de tudo: Notre-Dáme, etc…

Serei por 3 jours uma parisiense, ulalá!

Paris, me aguarde!

Meu testemunho

Postado em Pessoal em 20/09/2008 por Ju

Eu finalmente escrevi e publiquei meu testemunho. Levei um tempo pra tomar coragem e escrever, fazer algo definitivo e público.

Eu quero que as pessoas possam conhecer a verdade, o que me levou de volta a Roma, usando o trocadilho que tem o livro do testemunho da conversão do Scott Hahn (Roma doce Lar, no original Rome sweet home), que foi publicado em português com o título de Todos os caminhos vão dar a Roma.

Não escreverei mais aqui, tudo está escrito lá.

Aonde ele vai parar??

Postado em Chavez, Deu na Mídia, EUA, Política, comunismo, cooptação ideológica em 20/09/2008 por Ju
Tenho lido com preocupação e apreensão o noticiário político sul-americano. Vem já há umas semanas uma tensão na Bolívia. Tá. Aí vemos um clima nada bom de uma quase guerra civil, por conta das arbitrariedades de Evo Morales. Como o Reinaldo Azevedo colocou várias vezes em seu blog, o Evo Morales assalta a democracia desde que tomou o poder, justificando assim, uma rebelião em massa, já que ele age como ditador.
Como se não bastasse isso, ele expulsa o embaixador dos EUA de lá. Não sem demora, Chavez faz o mesmo. Os EUA, que não são bobos, mandam o embaixador da Venezuela para casa também.
Ah, ele pode ofender todo mundo, mas ai de quem passar umas verdades na sua cara, né Sr Chavez? Quando ele vai aprender o que o rei da Espanha falou para ele (porque não te calas)?? Parece que só quando os EUA lançarem uma bomba no seu pequeno lar, atingindo até o inocente povo venezuelano.
A mais recente do proto-ditador da América do Sul é com a Humans Right Watch. Em missão na Venezuela, faziam um relatório sobre a realidade na Venezuela, que os direitos humanos não são respeitados lá pelo governo Chavez. Ao contrário: você tem uma mini-ditadura lá, só disfarçada, convenientemente, de “democracia”. Que de democracia não tem nada. Ele usa dos meios democráticos para subvertê-los e acabar com as… instituições democráticas! Oras, a HRW só fez constatar uma realidade. E o que o Chavez faz (meu Deus, que vergonha!!) com a complacência, de novo (lembram dos boxeadores cubanos?) do governo brasileiro? Expulsa os representantes da HRW de lá via… Brasil!
E aí, ele vem falando que eles (HRW) fazem o trabalho sujo dos “ianques”! Gente, qualquer um que venha esfregar umas realidades na cara dele é aliado do “Império”, como ele apelida os EUA. Só que ele esquece que um dos modelos de democracia no mundo é justamente quem? Os EUA! O que o tonto do Chavez não percebe, é que ele só reforça o relatório da HRW, mostrando que na Venezuela não há liberdade de expressão (lembra do caso da RCTV?), direitos humanos, nada! Ele praticamente fala: “dá aqui seu relatório que eu assino embaixo” sem saber! Ou até conscientemente, não sei.
O grande problema, como fala o Reinaldo Azevedo, não é só do Chavez ou do Morales. É nosso também. O Lula reza na mesma cartilha deles, só muda de tática: “Lula negou asilo ao governador de Pando, na Bolívia, vítima de uma prisão ilegal em seu país — ilegal segundo as próprias leis bolivianas. Negou por quê? Por uma questão ideológica. O governo petista prefere acolher um narcoterrorista como Olivério Medina, metido com tráfico de drogas e de armas. … A diferença entre a diplomacia brasileira, hoje, e a venezuelana ou boliviana é só de tom. O Brasil fala um tanto mais macio, evita os arroubos de teatralidade pitoresca de Chávez, mas segue seus passos, endossa as violências do tiranete venezuelano e pratica as suas próprias: Tarso Genro entregou dois refugiados do regime cubano a seus algozes. Isso já está inscrito na história”.
O Reinaldo está coberto de razão. Eles têm a mesma cartilha, a do Foro de São Paulo (se você nunca ouviu falar nisso, clique aqui e leia sobre isso). O Lula só não tem como aplicar aqui no Brasil, graças a Deus, o mesmo “modus operandi” que o Chavez usa na Venezuela e o Morales usa na Bolívia. Daí que eu tenho medo, muito medo de como as coisas têm se desenrolado.

Quanto desperdício, não?

Postado em Deu na Mídia, Tecnologia, consumismo, dinheiro, sabedoria em 20/09/2008 por Ju

Vendo as novidades que tem a cada dia/hora/minuto na web, encontro uma chamada assim no UOL: “Os eletrônicos que só quem é rico pode ter em casa”. Fiquei, é claro, curiosa… E fui ver do que se tratava. Abrindo o link, vejo um álbum de imagens:

Olha, tá bom que todos gostamos de ser diferentes, ter coisas exclusivas e que não serão “copiadas”, etc. Mas tudo tem limites. Gastar de 470 a 900 reais com um fone de ouvidos?! Só porque ele tem cristais Swarovski?? Esse dinheiro poderia ser melhor aplicado, não? Poderia se fazer caridade com esse dinheiro, ajudar na formação de um sacerdote, ajudar uma obra social com crianças carentes, sei lá. E ainda que você não seja adepto de fazer caridade com o seu dinheiro, poderia ao menos aplicar na sua educação, com cursos, livros, etc. Ou ainda poderia colocar em uma aplicação, para um tempo depois você ir fazer uma viagem com tudo o que tem direito.

Tá certo que quem dá 900 paus num fone de ouvido, 276.360 dólares em um celular com diamantes ou 70 mil euros (Pouco mais de 191 mil reais) em uma tv de plasma 71 polegadas revestida de ouro tem dinheiro pra jogar fora. Mas, mesmo assim, eu pergunto: precisa jogar tanto dinheiro fora? É pra se pensar…

Pessoas que marcam nossas vidas – Robson Maciel

Postado em Pessoal, amigos, karatê em 20/09/2008 por Ju

Há pessoas que, definitivamente falando, marcam as nossas vidas. Eu tenho algumas delas na minha vida. Uma, inquestionavelmente, foi o Robson Maciel. Ele me apresentou ao karatê. Ele dispensa comentários. É um vencedor. Seja no karatê, no Jiu-Jitsu, no MMA (chamava Vale-Tudo), enfim! E é uma pessoa maravilhosa.

É, também, um “chato” no bom sentido, hehe… Ele não dava paz quando treinava com ele, rsrs… Nem gripe dava o direito pra gente de não tar bem pra lutar. “O tigre morre, mas ele deixa a pele”, falava, sentenciando: “karateca não é igual qualquer um”! Temos sempre que dar o máximo. O resto era pouco, rsrs…

Pois é. Aí, na rede, xeretando sites de artes marciais, eis que encontro um blog… Era o blog dele! E fui ver. Cara, como tem coisa lá. Vão ver por vocês mesmos.

Depois, encontro uma entrevista com ele no karatecas.net, um fórum de Karate que há na internet. A entrevista é muito legal e eu trago ela para o De Tudo Um Pouco por motivos mais que óbvio: esse blog e sua blogueira tem um pé (ou os dois??) no tatame e ama o karatê em especial e as artes marciais em geral.

Eis aqui a entrevista com o Robson Maciel, 5º dan de karatê (ñ é pra qualquer um ser 5º dan, muito menos tirando esses dans no Japão, onde a coisa pega, hehe), faixa marrom (?? ou já teria pego a preta??… enfim) de Jiu-Jitsu, enfim. Vocês verão o real currículo dele na entrevista. Um grande sensei e uma pessoa excelente como vocês poderão constatar.

1)Como foi seu inicio no karate ? (o que levou a treinar, escolha de um estilo no caso o shotokan – você sabia diferenciar um estilo do outro ou poderia ter sido qualquer outra linha de karate, o que o levou a treinar com Sasaki )
Robson – Comecei a treinar aos 11 anos de idade, pois brigava muito na escola. Descobri o Shotokan por acaso, assim como o Sensei Sasaki.

2)Como era treinar naquela época, os treinos eram realmente duros e fortes ?
Robson – Foi muito duro, porque não havia categoria de peso e eu só tinha 55 kg. Naquela época a faixa maior era a roxa e nos campeonatos quando seu oponente caia no chão valia chutar a cara. Depois foi mudando tudo isso com a massificação do karate.

3) O que era exigido de vocês como alunos ?
Robson – Era sempre cobrada a sua presença nos treinos, paciência, dignidade para com seus adversários e muito respeito para com seu mestre.

4) Como aconteceu sua entrada em competições (em que ano)?
Robson – Minha primeira competição foi aos 16 anos em campeonato paulista na época do pugilismo, onde era a Federação de karate fui vice-campeão e não havia categoria por peso e logo após fui 3º ( terceiro colocado) no campeonato Brasileiro no Rio de Janeiro. As datas 1972 (Paulista) e 1973 (Brasileiro).

5) Os campeonatos que vc participou não tinha divisão por peso. Como fazia para superar os adversários maiores ?
Robson – Por não ter divisão por peso tive que compensar de outra forma, no caso tinha que ser mais rápido que meus adversários e desenvolvi minha própria estratégia.

6) O que acha da divisão por peso ? Ficou mais justo a competição ou muda o conceito que o menor pode ganhar de um adversário maior ? Robson – Nós temos que acompanhar os tempos e a divisão de peso é mais justa. O menor poderá sempre ganhar do grande, mas no conceito de luta real. Já nas competições trocar golpes com o mais forte não é uma boa estratégia. Lutar com o maior no shobu-ipon tendo habilidade às vezes você poderá ganhar.

7) Karate é Budo ou esporte ou pode ser um misto dos dois. Qual a sua opinião ?
Robson – Pode ser os dois, só que o karate Budo vem em primeiro lugar, para você aprender a amar o karate e a competição para avaliar seus conhecimentos técnicos. O Budo é para você aperfeiçoar sua vida.

8) Legal Quais foram seus maiores adversários no tatame ? Poderia falar sobre eles ?
Robson – Nunca pensei nisso. Eu era apenas um garoto e eles mais maduros, às vezes mais fortes, mais experientes. E de fato, eu realmente me destaquei numa época de grandes nomes do karate como: Ricardo D´elia, Enio Vezzuli, Ugo Arrigone, Ronaldo Carlos, Djalma Caribe entre outros. A luta mais difícil foi contra o campeoníssimo Djalma Caribe no torneio dos grandes karatecas do Brasil em Petrópolis (RJ).

9) Você pode comentar a respeito dessa luta ?
Robson – Posso. Num determinado momento eu acertei um golpe no Djalma e foi parada a minha luta e seu irmão Denilson Caribe perguntou ao Djalma se o golpe tinha entrado. E o Djalma com sua lealdade a esse esporte respondeu afirmativamente. E assim consegui ganhar a luta como também fui para seleção brasileira pois o Djalma era o atual vice-campeão panamericano.

10) Nos anos 70 tivemos a equipe da Butotukai (Okuda) com o Enio, D´elia, Gomes, Carlão e depois com a separação dessa equipe tivemos como sucessora a equipe da Lembukan encabeçada por vc, Johanes e o Rui. Poderia comentar sobre essas duas equipes ?
Robson – Foram épocas diferentes, mas posso afirmar que tanto a Butokukai como a Lembukan que os seus integrantes fizeram o começo da história do karate no Brasil.

11) Já que falamos do Sensei Okuda, podemos afirmar que com a chegada dele ao Brasil o nosso karate ficou mais forte. Ele era realmente o mais forte dos professores? O que o diferenciava dos outros mestres? Robson – Sensei Okuda foi o responsável pela formação dos professores da NKK no Brasil e treinávamos de manhã um treino duro, árduo e violento. Imagina, o Djalma veio da Bahia para morar na academia só para fazer esse curso (referindo-se ao treino da NKK que o Sensei Okuda trouxe para o Brasil).

12) O Sasaki treinou com ele também sua linha de trabalho era igual a do Sensei Okuda ?
Robson – O Sensei Sasaki treinou, aliás nos treinamos juntos. Para você ter uma ideia em Minas Gerais no campeonato brasileiro a equipe era: Ricardo, Sasaki, Enio, Gomes, Robson e o Okuyama.

13) Como vê o treinamento naquela época e hoje ? O aluno mudou ou foram os professores ?
Robson – São épocas diferentes, objetivos diferentes. Só acho que o Budo foi esquecido, por causa das competições. Nos treinávamos para sermos campeões da vida e como consequência éramos campeões de karate.

14) Fale um pouco da sua experiência internacional ?

Robson – Lutei em dois mundiais, Sul-americanos, Copas Mundiais e Panamericanos, amistosos Brasil x Alemanha, Brasil x Chile, e os torneios dos campeões nível nacional e internacional.

15) Quando ganhou o Pan-americano vc foi para Kokushinkan-JP treinar. Poderia falar da sua estadia lá e como foi seu treinamento, já que na volta, literalmente falando, atropelou todo mundo na sua frente? Robson – A kokushinkan era realmente fabulosa nos treinos na disciplina e na filosofia do karate. Eu treinava 7 horas por dia, naquela época os japoneses já faziam musculação e o treino era dividido: na parte da manhã corrida e musculação, eu tinha uma obrigação antes do último treino tinha que praticar o salto do kata unsu durante uma hora e depois mais 3 horas de karate. Por isso me dei bem no Panamericano.

16) Falam que os estrangeiros não são bem recebidos no Japão. E com você, teve que sair na mão para provar que realmente tinha condições de estar lá e acompanhar o treinamento ?
Robson – Não é bem assim. Como aluno tinha que mostrar meu karate e honrar meu professor e como em qualquer outra profissão, se você está na elite da elite tem que ser testado e provar que merece estar ali entre os melhores. Eu fui testado de todas as maneiras, mas acho que passei, porque quando do meu regresso para o Brasil ganhei a bandeira da Universidade Kokushinkan

17) O comentário que corre e que quando o Yamamoto (Campeão mundial) esteve no Brasil vcs saíram na mão e o Sasaki teve que separar. O que de fato aconteceu ?
Robson – Foi no treino da manhã, nos fizemos um kumite normal, e o normal naquela época era sair na mão e num determinado momento eu cai por baixo e o Yamamoto também tinha conhecimento de chão e quando viu que em pé tava ruim me finalizou no chão. Tudo foi elas por elas e foi pena eu não ter o conhecimento do jiu-jitsu que eu tenho hoje naquela época, as coisas teriam sido diferentes.

18) Falando da sua formação, você é formado em Educação Física pela OSEC (Santamarense). Vc acha importante um professor investir na sua formação ou em se tratando de karate basta apenas treinar ?
Robson – É importante estudar para conhecer melhor a anatomia do corpo e dentro da Educação Física existe muitos tipos de preparação física que ajuda o lutador em sua modalidade. Mas, e necessário ter uma boa formação também no karate porque são coisas diferentes e, em alguns anos você pode ser formar em Ed. Física, mas para ser um Sensei de karate precisa treinar muitos anos além de entender e conhecer sua filosofia.

19) Como equilibrar a formação e o crescimento interior do praticante como ser humano com seu desempenho como atleta ?
Robson – Uma questão de ensinamento do seu Mestre e também uma boa formação familiar, porque a educação começa em casa e a espiritual é aperfeiçoada nos treinos de karate (Budo).

20) Vc comentou que hoje está mais experiente e isso se deve ao treinamento da greco romana e jiu-jitsu . Fale a respeito ?
Robson – Como explico em meu Blooger, quis me aperfeiçoar em outras lutas, e lutar em outros campeonatos para testar meu equilíbrio emocional e realmente sentir a diferença das modalidades. No começo foi muito difícil, mas depois você vai aprendendo as manhas de cada luta. Lembrem-se sempre: a distância de pé até chão é mais longa do que se imagina. Você sabe socar e chutar; arremessar e não ser arremessado; você sabe cair quando arremessado; sabe se defender no chão e não ser finalizado e por fim sabe finalizar. Tudo isso e aprendizado e precisa ter paciência e coragem e humildade para colocar uma faixa branca e começar de novo como eu fiz. Eu fiz tudo isso e por isso conquistei respeito em outras artes marciais também.

21) Como vê a participação dos irmãos Machida no Vale tudo ?
Robson – Para se ter uma ideia, antes dos irmãos Machida entrarem para o Vale Tudo o Robson Maciel, Otavio Almeida, Roberto Lage, Eder Jofre e Mauzzeler Paulinet já organizávamos esses eventos, além de treinar. Nós lançamos o VT no Brasil. Por isso digo que poucos sabem como é difícil aprender três ou quatro modalidades de lutas na sua essência.

22) Como vê o quadro atual do karate com esse monte de organizações ? E seus dirigentes ?
Robson – Como eu disse, hoje são outros tempos, e é uma questão onde você se encaixa melhor. Eu quis além de treinar o karate, somar o jiu-jitsu e a greca romana e abri meus horizontes além de formar uma equipe de MMA e tenho o prazer de trabalhar de personal dessas lutas.

23)Valeu a pena o sacrifício e o esforço por todo o suor derramado em prol do karate ? Se sentiu traído pelos que dirigem o karate ?
Robson – Valeu a pena e não foi nenhum sacrifício, pelo contrário, foi até prazeroso, porque eu amo o karate e amo lutar e ensinar aqueles que querem trilhar nosso caminho. Nunca me senti traído, pelo contrário sempre tive amigos só que seguimos caminhos diferentes.

24) Poderia mandar uma mensagem pro pessoal do fórum karateca.net. (Também participam o Roberto Santana, o Pedro Campana o Carlão sempre entra mais não posta nada e também o Márcio que já treinou com vc).
Robson – Só posso dar os parabéns para esses professores que muito tem feito pelo karate no Brasil e poucos sabem disso. Tenho uma grande admiração por eles carregarem a bandeira do karate, não importa as dificuldades. Quanto ao Márcio é um grande amigo e será sempre meu aluno. E espero pode mostrar meu trabalho das lutas ligado ao karate.

25) É para o pessoal do fórum tem alguma mensagem ?
Robson – O futuro do karate vai depender de cada professor, da formação de bons faixas pretas, e não de comerciantes do karate. Uma coisa está ligada na outra, karate competição estimula o aluno a prosseguir assim como a graduação de faixa. Mas não podemos esquecer( BUSHIDO) o caminho do guerreiro e dentro desse caminho educar nossos alunos e evoluir com eles o máximo como ser humano. Também aliar esses conhecimentos à eficiência, porque o karate está ai até hoje não só por causa da filosofia mas também pele sua eficiência e a facilidade de adptar o ser humano a qualquer situação. Quando digo situação, eu falo da luta da vida que é trabalhar, estudar, conviver bem com sua família, e viver na sociedade sem prejudicar outros. Tenho certeza que o futuro é promissor, nem todos querem competir, nem todos querem lutar ao ponto de se machucar. Karate está acima de tudo isso. Mas uma coisa é certa: todos nos procuramos um caminho em nossas vidas e com a educação correta do karate e possível somar a família e contribuir para sociedade.

Agradeço ao Robson pelo bate-bapo que tivemos e que resultou nessa exclusiva para o karateca.net, um forte braço e que continue sempre nesse “Do” como um verdadeiro Samurai.

Fonte: Fórum Karateca.net

Meu Oss! carinhoso ao meu primeiro sensei de karatê, o Robson. E a todos os que vieram aqui ao De Tudo Um Pouco. Comentem, venham sempre aqui. A casa é de vocês também. Oss!

E, falando de sensei, Rico, se você veio ao blog, Oss! É um prazer sua visita ao blog. É o Rico (Ricardo Messias) quem tem me conduzido no karate de um ano para cá. Outro grannndeee cara. Mas isso é outro capítulo. ;) Oss!

Detalhe: eu fiz umas correções no texto. Tinham alguns errinhos de digitação normais e julguei melhor corrigí-los.