A frase com que começo esse post é emblemática. Essa frase é, com efeito, um bom resumo do pensamento de Sta. Teresa de Ávila. Pois só Deus basta.
Hoje fomos a Ávila. Apareceram obstáculos a nos perturbar: chuva, vento, frio… As ruas de Ávila, muito estreitas, eram um tempero a mais nisso tudo. Eu comprei uma sombrinha, vendida por um preço absurdo para me proteger da chuva, mas… ela deu pra trás, literalmente, no seu primeiro minuto. E lá fui eu tentar remediar a situação, usando ela de ponta cabeças, que foi como ela ficou. E não é brincadeira minha não, foi real.
E eu, muito levada pelas circunstancias, devia aprender mais da Santa Madre Teresa, e comecei a chiar, reclamar e Frei Afonso, que está conosco, me lembra que devemos não reclamar, antes sermos gratos a Deus por essas pequenas penitências que acontecem em nosso cotidiano e lá estava eu fazendo o oposto: reclamando, maldizendo a moça, etc! Mas dá uma bronca, hehe…
Porque estando sol, como quando fui a Toledo, Fátima, é fácil você louvar a Deus. E assim, quando deveriamos fazer isso também, já que tudo é graça dEle? Na moleza é fácil, hehe! Assim, é mole, né? E se eu queria aprender de uma santa tão forte e destemida como ela, não seria reclamando que iria seguir seus passos. Logo ela que enfrentou sol e chuva para se doar a Deus…
Mas a chuva e o frio não nos impediram de irmos aos principais lugares de Ávila e conhecermos tanto dessa grande doutora da Igreja! Ao contrário, tomei aquilo como ponto de honra. E fiquei por demais emocionada em certos pontos. Suas relíquias, sua cela, tudo!
E ganhamos a companhia de frei Martim, companheiro de estudos em Roma de Frei Afonso anos atrás e, claro, amigos até hoje. Ele foi um grande cicerone! Nos levou a conhecer o principal de Santa Madre Teresa. Nos acolheu e assim passamos um dia frio e chuvoso, que pelas aparências teria tudo para ser murcho, mas foi cheio de episódios curiosos.
Ventava demais lá, mais de 1100 metros acima do nível do mar. Ventava forte demais! Fora a minha sombrinha, não é que bem mais tarde a de uma senhora sai voando pelos telhados? O vento a levou longeeee, altoo!! Foi acima do teto da catedral. Mas o bisonho é que ela caiu perto dessa senhora. E, detalhe: inteirinha!
E quando fomos na Igreja de S. José, que era um outro lugar de valor histórico e espiritual enorme para a ordem, e lá, diante de uma linda imagem da Virgem do Carmo, eu fui me ajoelhar para rezar e… crash! Ouço algo quebrando. Eu gelei. E agora, será que danifiquei algo em um lugar de coisas tão preciosas, peças do século XVI?? Nada, depois vi que era um mísero prato para por vasos de flor em cima! Todos riram muito, claro.
E de noite, em nossa despedida de Madrid, fomos a um belo show de música flamenca. Nada a ver com Sta. Teresa? Ao contrário, ela amava música e nos seus conventos era lei uma recreação recheada de música, muita música e alegria. Sem faltar as castanholas, claro!
Daí que o dia de hoje foi rico demais. Depois posto as fotos no flickr.
Tenho que dormir, amanhã vamos sair com destino a Lourdes na França.







