Arquivo para Janeiro, 2009

É esse aquele que a viúva do Che aplaudiu??

Postado em Che Guevara, Deu na Mídia, Política, Socialismo, comunismo, esquerda em 31/01/2009 por Ju

Há no Youtube uma entrevista com o ator Benicio del Toro, onde o mesmo revela-se um enorme ignorante sobre a verdadeira face do personagem que viveu, o terrorista Che Guevara.

Coloco aqui a primeira parte dessa entrevista:

A ironia é que a viúva de Che Guevara, louvou o ator. Vejam o que saiu na Folha online:

Viúva de Che comemora prêmio a Benicio del Toro em Cannes

ESTEBAN ISRAEL
da Reuters, em Havana

A viúva do guerrilheiro argentino Ernesto “Che” Guevara aplaudiu nesta quinta-feira (29) o prêmio obtido pelo ator porto-riquenho Benicio Del Toro no Festival de Cannes. Ele fez o papel do ícone revolucionário no filme “Che”.

Andres Leighton/AP
Benicio del Toro encarnou Che Guevara em longa-metragem dirigido por Soderbergh

Mas Aleida March recusou-se a opinar sobre o filme épico do norte-americano Steven Soderbergh porque ainda não o assistiu.

“Eu fico muito feliz que Benicio tenha ganhado o prêmio, porque acredito que houve um grande esforço, acredito que trabalhou muito, intensamente…Isso me alegra muitíssimo”, disse ela a jornalistas, em Havana.

“Fora isso, poupo os comentários”, disse a viúva em uma coletiva de imprensa para divulgar o site www.che80.co.cu, que comemora os 80 anos do nascimento de Che.

Del Toro ganhou no domingo o prêmio de melhor ator e o dedicou a Che. Ao se preparar para o papel, ele viajou a Cuba para se encontrar com Fidel Castro.

Aleida conheceu Che em 1958, durante a guerrilha em Cuba, e teve quatro filhos com ele.

O Centro de Estudos Che Guevara, dirigido por ela, ofereceu “assessoria histórica” a Soderbergh.

O chanceler cubano, Felipe Pérez Roque, lamentou em 2007 que Soderbergh não pôde filmar em Cuba. Segundo ele, isso ocorreu por causa do embargo comercial dos Estados Unidos contra a ilha.

O filme foi rodado na Espanha e na Bolívia, onde Che foi capturado e executado em 9 de outubro de 1967, enquanto tentava expandir a guerrilha pela América Latina.

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Ela só deve ter bebido, né? O cara é um perfeito idiota, não sabe sequer um décimo da vida do personagem que representou e ela o adula. Claro, a esquerda ama os ignorantes a respeito da verdade.

Cordel do Bolsa-Vaselina

Postado em Bobeiras, Política, homossexualismo em 29/01/2009 por Ju

A decisão do Ministério da Saúde de adquirir gel lubrificante para “reduzir os danos” nas relações homossexuais, revoltou muita gente no país, mas inspirou o poeta popular Miguezim de Princesa, paraibano, que mora em Brasília-DF, que, com muita graça, compôs o cordel “Bolsa-Vaselina”.
O talento de Mieguezim de Princesa ultrapassou fronteiras. Seu trabalho será objeto de estudo do Trinity College, nos Estados Unidos, por iniciativa de Eric Galm, pesquisador de música brasileira e profesor de etnomúsicologia, que escreve um livro sobre essa expressão de cultura popular no Brasil.

Veja o cordel “Bolsa-Vaselina”:
I
Sem ter mais o que doar,
O Governo da Nação
Resolveu, virando os olhos,
Gastar mais de R$ 1 milhão,
Doando para os viados
Bolsa-lubrificação.
II
Quem tem o seu pode dar
Da forma como quiser
Seja feio, seja bonito,
Seja homem ou mulher,
E tem de agüentar o tranco
Da forma como vier.
III
O Governo Federal,
Que em tudo quer se meter,
Decretou que o coito anal
Tem mas não pode doer
E o Bolsa-Vaselina
Surgiu para socorrer.
IV
Quinze milhões de sachês:
A farra está animada!
Vai ter festa a noite inteira,
Até mesmo na Esplanada,
Sem ninguém sequer sentir
A hora da estocada.
V
Coitada da prega-mãe,
Vai perder o seu valor,
Pois é ela quem avisa
Na hora que aumenta a dor
E protege as outras pregas
De algum violentador.
VI
O governo quer tirar
Do gay a satisfação,
Como mulher sem prazer
(Fonte de reprodução),
Porque tanta vaselina
Vai tirar a “sensação”.
VII
- É para reduzir danos
Defende logo um petista.
Porque na hora do coito
Dá um escuro na vista
E a dor é tão profunda
Que eu sinto dó do artista.
VIII
- Mas tu já desse, bichim?
- pergunta Zé de Orlando.
O governista sai bravo,
Dando coice e espumando,
Pega o “rabo de cavalo”
E sai no dedo enrolando.
IX
O Brasil é mesmo assim:
Prostituta tem prazer,
Vagabundo tira férias,
Se trabalha sem comer
E quem dá o ás-de-copas,
Dá mas não pode doer.
X
O governo resolveu
Dar bolsa pra todo mundo
E criar um grande exército
De milhões de vagabundos
Só faltava esta bolsa
De vaselinar os fundos.

fonte: Blog Demais

Dossiê do Levantamento das Excomunhões

Postado em FSSPX, Igreja em 27/01/2009 por Ju

O Fratres in Unum fez um dossiê completo sobre o levantamento das excomunhões dos 4 bispos da FSSPX.

Com toda a documentação, as repercussões, entrevistas, etc. Eu colocarei ele aqui no blog também, por entender que isso facilitará muito a busca por um conteúdo farto e de qualidade sobre isso.

Quero, quando descobrir o esquema do html para isso, colocar o banner q ele fez na barra lateral com a imagem e o link para esse dossiê. Ainda não dá, hehe…

Por enquanto eu deixo aqui junto os meus dois posts sobre o assunto que são de minha autoria e/ou compilação:

Do Contra

Reflexões Sobre o Decreto de Anulação

O dossiê do Fratres ficará então (quando eu conseguir fazer isso, kkk) na barra lateral do blog, tal como ele fez lá (muito bem bolado, aliás!).

Reflexões sobre o Decreto de Levantamento das Excomunhões

Postado em FSSPX, Igreja, Tradição em 24/01/2009 por Ju

Em um tópico pra lá de agitado na Católicos, o tema do fim-de-semana foi, claro, o decreto anulando as excomunhões.

Trago para cá as coisas mais relevantes ditas lá.

D. Antonio Keller fez uma avaliação por demais lúcida e imparcial da situação, veja:

Por um ato de grandeza, o Santo Padre aceitou o pedido (pedido que poderia ter sido negado…) do superior da FSSPX revogando a excomunhão que pesava sôbre os quatro bispos ordenados de forma ilícita. O resto, agora, são conjecturas, opiniões, etc…A carta de D. Fellay expressa a alegria por isto, reconhecendo o gesto magnânimo do Santo Padre.

A partir de agora, inicia-se uma nova fase: que lugar a FSSPX ocupará no “Corpus Ecclesiae”. como a FSSPX poderá ajudar a Igreja a acolher e entender com maior cuidado a Tradição; em que sentido a FSSPX entende que a Igreja tenha-se desviado da autêntica Tradição, com a reforma liturgica, a questão do diálogo ecumênico, e outros pontos nos quais a FSSPX discorda do Concílio Ecumênico Vaticano II. Nem a FSSPX está negando sua visão, nem a Santa Sé está abandonando o Concílio Vaticano II. Agora, como já tinha dito antes, começa uma nova fase, a do diálogo. Parece que alguns já estabeleceram quem ganhou ou quem perdeu. Por favor, este não pode ser o nosso espírito. Se ficarmos no prisma de quem perdeu, ou quem ganhou, com ufanismos infantis. Vamos nos esquecer da caridade, e cair na mentalidade de times de futebol. Por favor, não é. Quem ganhou foi a Igreja, a “Sancta, Una, Catolica et Apostolica Ecclesiam”.

Então, penso que vivemos um momento histórico. A aproximação de um grupo de irmãos (coeptum fidelium), que se organizaram na busca de uma fidelidade à Tradição da Igreja. Um grupo consistente, que tem razões, segundo sua visão teológica, em não aceitar determinadas situações criadas após o Concílio Vaticano II. Não é um grupo de traidores da fé, pelo contrário. Resistiram de forma organizada, segundo critérios fundamentados na fé, a uma situação por eles considerada anormal na Igreja. O como organizaram-se, a maneira de levar adiante esta contestação, isso sim podemos discutir, não a intenção, que sempre foi aquela de fidelidade à Igreja de Cristo. Poderia ter sido de outra forma, de outra maneira? Talvez, apesar que “poderia” não é a realidade. Tudo pode ser diferente, mas em cada momento, diante de situações bem concretas, fica difícil às vezes não sómente ser compreendido, mas também compreender.

Temos, a meu ver, ainda outro grupo, talvez este mais consistente, que são aqueles que “engolem” com muita dificuldade a visão do Santo Padre, denominada com muita propriedade, a “hermenêutica da continuidade, da não ruptura” que distingue o espírito e a realidade do Concílio Vaticano II. Este grupo, muito mais numeroso, mais consistente, talvez não tão organizado, está disseminado em todas as realidades eclesiais e em todas as partes do mundo, alimenta-se da grande parte de teólogos e pastoralistas da Igreja, que fazem ouvidos moucos (em bom português: são surdos mesmo) à visão, aos pronunciamentos, aos documentos, etc., emanados da autoridade suprema da Igreja. São aqueles que continuam a fazer exatamente aquilo que aprenderam, ouvindo ou vendo fazer, nos abusos não autorizados pelo Vaticano II, usando a autoridade do mesmo Concílio para fundamentarem suas visões aberrantes a respeito de Doutrina, Liturgia, Moral, Ecumenismo, etc. [OBS: Aqui ele fala da TL, que está alastrada como erva daninha]

Finalmente, existe um terceiro grupo, uma terceira realidade na Igreja de hoje, que são aqueles que estão em sintonia com o Magistério da Igreja, em espírito e em verdade. A estes, a situação dos nossos irmãos da FSSPX incomodava muito, no sentido de sofrer também em ver que, de alguma maneira estes irmãos tinham razão, mas não em tudo, já que segundo a visão deste grupo, deste “coeptus fidelium” também consistente, também buscando a fidelidade à Igreja, a separação sempre foi uma chaga. Ver irmãos nossos, com a mesma fé, separados, com o dedo em riste contra nós, acusando-nos de traição à Tradição que tanto amamos, não é nada agradável.

A atitude do Santo Padre, a meu ver, vem de encontro a esta situação dolorosa, muito mais dolorosa para João Paulo II, que teve que engolir esta “separação” em seu pontificado, claramente voltado para sanar os problemas com o outro grupo de católicos, os que causaram e continuam a causar um mal ainda maior para a Igreja, estes sim traindo e abandonando a Tradição.

Bento XVI, de certa maneira, a meu ver, fez aquilo que todos nós, tanto os da FSSPX como os católicos que sempre procuraram estar unidos ao Santo Padre, reconhecendo no espírito e na letra do Concílio Vaticano II não uma ruptura, mas uma continuidade com a legítima Tradição da Igreja, então, ele fez o que nós mais queriamos que acontecesse: o diálogo desarmado e construtivo.

Não temos posições para defender ou para renunciar: temos a Igreja, a qual queremos cada vez mais bela e resplandecente na fidelidade a Cristo. Agora, após esta atitude que inclui humildade, magnânimidade, que são coisas de Deus, porisso, produzem alegria e paz, resta ainda, na Igreja um grave problema para ser afrontado. Aquele do “segundo grupo”… a meu ver, muito mais grave e sério, já que indefinido, e que age de forma subreptícia, por baixo dos panos, e que está presente, diria, fortemente presente, em muitas realidaes ecleisiais (cúrias, seminários, institutos teológicos, etc…). Estes não tem mudado em nada sua visão e sua ação…

E ele coloca, como vemos, a situação em linhas bem reais e sem a paixão de um dos lados.

Agora, restam algumas questões de ordem prática, como disse o Rafael Cresci no tópico:

  1. Como vai ficar a situação jurídica da SSPX, uma vez que LEGALMENTE ela simplesmente não existe mais (pois foi suprimida canonicamente em 1976)? Será uma prelazia pessoal? Será um instituto pontifício?
  2. Os bispos serão incardinados na prelazia, ou se não existir prelazia, estarão incardinados onde? Para ser titular de uma diocese in partibus, eles teriam cara um de ser auxiliar de alguma diocese ou prelazia existente; e se a SSPX for erigida apenas como instituto ou congregação, isso não seria possível.

(Por isso que creio que 2 depende de 1).

Se Sua Santidade definir (2) antes de (1), então ele já vai estar dando pistas do que pretende fazer a respeito da Fraternidade em si.

Fora a situação dos padres, que atualmente continuam a ver navios e estarem suspensos a divinis. Eles têm de ser de-suspendidos e incardinados em algum lugar: nas sedes titulares dos bispos (que no momento continuam sendo bispos de lugar-nenhum), numa prelazia, num instituto ou numa congregação religiosa.

Vamos ver qual será o caminho que tomará a FSSPX como estrutura dentro da Igreja agora.

Se bem que uma mosquinha azul me fala que Dom Fellay e o Santo Padre junto com o cardeal prefeito da congregação para os bispos já teriam feito um esboço de como seria. Senão, o ato de hoje seria somente um caos no vazio. E o Papa não age assim.

Carta de D. Fellay aos fiéis da FSSPX

Postado em Comunhão, FSSPX, Igreja em 24/01/2009 por Ju

Carta do Superior Geral da Fraternidade São Pio X aos fiéis.

Caríssimos fiéis,

Como anunciei no comunicado em anexo, “a excomunhão dos bispos sagrados pro S.E.R. Dom Marcel Lefebvre no dia 30 de junho de 1988 que tinha sido declarada pela Sagrada Congregação para os Bispos por um decreto do dia 1 de julho de 1988 e que nós sempre contestamos, foi retirada por outro decreto da mesma Sagrada Congregação no dia 21 de janeiro de 2009, por mandato do Papa Bento XVi”. Era a intenção de oraçõse que eu lhes tinha confiado em Lourdes, no dia da festa de Cristo Rei de 2008. Os senhores responderam muito bem além de nossas esperanças, pois que um milhão setecentos e três mil terços foram recitados para obter pela intercessão de Nossa Senhora o fim do opróbrio que pesava, na pessoa dos bispos da Fraternidade, sobre todos aqueles que estão unidos de perto ou de longe à Tradição. Saibamos agradecer à santíssima Virgem que inspirou ao Santo Padre este ato unilateral, bondoso, corajoso. Asseguremos-lhe nossa fervente oração.

Graças a este gesto, os católicos do mundo inteiro unidos à Tradição não serão mais injustamente estigmatizados e condenados por ter mantido a Fé de seus pais. A Tradição católica não está mais excomungada.Apesar de que ela nunca o esteve em si, ela muito freqüentemente e cruelmente o esteve de fato. Do mesmo modo que a missa tridentina jamais esteve ab-rogada em si, como foi felizmente lembrado pelo santo Padre pelo Motu Proprio Summorum Pontificum do dia 7 de julho de 2007.

O decreto do dia 21 de janeiro cita a carta do dia 15 de dezembro passado ao Cardeal Castrillón Hoyos na qual eu expressava nosso apego “à Igreja de N.S. Jesus Cristo que é a Igreja Católica” e reafirmando nossa aceitação de seu ensinamento e nossa Fé na primazia de Pedro. Eu recordava como sofremos pela situação atual da Igreja onde este ensinamento e esta primazia são humilhados, e acrescentava: “Estamos prontos para escreve com nosso sangue o Credo, para assinar o juramento anti-modernista, a profissão de Fé de Pio IV, nós aceitamos e fazemos nossos todos os concílios até o Vaticano II a respeito do qual temos nossas reservas”. Em tudo isso, temos a convicção de permanecer fiéis à linha de conduta traçada por nosso fundador, Dom Marcel Lefebvre, de quem esperamos uma próxima reabilitação.

Também desejamos abordar estas “conversações” que o decreto reconhecia como necessárias sobre as questões doutrinais que se opõem ao magistério de sempre. Não podemos senão verificar a crise sem precedentes que sacode a Igreja de hoje: crise de vocações, crise de prática religiosa, do catecismo, e da freqüência dos sacramentos… Antes de nós, Paulo VI falava de uma infiltração da “fumaça de Santanás”, e de uma “auto demolição” da Igreja. João Paulo II não hesitou em dizer que o catolicismo na Europa estava em estado de uma “apostasia silenciosa”. Pouco antes de sua eleição ao Soberano Pontificado, Bento XVi, ele mesmo, comparava a Igreja a “uma barca na que entrava água por todos os lados”. Também nós queremos, nestas “conversações” com as autoridades romanas, examinar as causas profundas da situação presente e de apresentando o remédio adequado, chegar a uma restação sólida da Igreja.

Queridos fiéis, a Igreja está nas mãos de nossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria. Nós nos confiamos a Ela. Nós lhe pedimos a liberdade da missa de sempre, em todos os lugares e para todos. Nós lhe pedimos o levantamento do decreto de excomunhão. Nós lhe pedimos em nossas orações, a Ela que é a Sede da Sabedoria, estes necessários esclarecimentos dotrinais que as almas atribuladas têm tanta necessidade.

Menzinger, 24 de janeiro de 2009.

Bernard Fellay

fonte: DICI

Agora é fato!

Postado em Bispos, Comunhão, FSSPX, Igreja, O Papa, Tradição em 24/01/2009 por Ju

Saiu no Fratres:

DECRETO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS

Com carta de 15 de Dezembro de 2008 endereçada a Sua Eminência o Sr. Cardeal Dario Castrillón Hoyos, Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, Mons. Bernard Fellay, também em nome dos outros três bispos consagrados em 30 de Junho de 1988, solicitava novamente a remoção da excomunhão latae sententiae formalmente declarada por Decreto do Prefeito desta Congregação para os Bispos em data de 1° de Julho de 1988. Na mencionada carta, Mosenhor Fellay afirma, entre outras coisas: “Estamos sempre firmemente determinados na vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Romana. Nós aceitamos os seus ensinamentos com ânimo filial. Acreditamos firmemente no Primado de Pedro e em suas prerrogativas, e por isso nos faz sofrer tanto a situação atual”.

Sua Santidade Bento XVI – paternamente sensível ao desconforto espiritual manifestado por pelos interessados por causa da sanção de excomunhão, e confiando no compromisso expresso por eles na cidade carta de não poupar esforço algum para aprofundar as questões ainda abertas em necessárias conversações com as Autoridades da santa Sé, e poder assim chegar rapidamente a uma plena e satisfatória solução do problema existente em princípio, decidiu reconsiderar a situação canônica dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta, relativa a sua sagração episcopal.

Este ato expressa o desejado de consolidar as relações recíprocas de confiança, intensificar e fazer mais estábeis as relações da Fraternidade São Pio X com a Sé Apostólica. Este dom de paz, ao término das celebrações do Natal, aspira também a ser um sinal para promovar a unidade na caridade da Igreja universal, e por seu meio, retirar o escândalo da divisão.

Desejando que este passo seja seguido sem demoras da plena comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, em testemunho de uma verdadeira fidelidade e de um verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa através da prova da unidade visível.

Conforme as faculdade que me foram expressamente concedida pelo Santo Padre, Bento XVI, em virtude do presente Decreto, cancelo aos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfons de Galarreta a censura de excomunhão latae sententiae declarada por esta Congregação em 1 de julho de 1988 e declaro privado de efeitos jurídicos a partir do dia de hoje o Decreto então publicado.

Roma, Sagrada Congregação para os Bispos, 21 de janeiro de 2009.

Cardeal Giovanni Batista Re
Prefeito da Sagrada Congregação para os Bispos

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

Il Santo Padre, dopo un processo di dialogo tra la Sede Apostolica e la Fraternità Sacerdotale San Pio X, rappresentata dal suo Superiore Generale, S.E. Mons. Bernard Fellay, ha accolto la richiesta formulata nuovamente da detto Presule, con lettera del 15 dicembre 2008, anche a nome degli altri tre Vescovi della Fraternità, S.E. Mons. Bernard Tissier de Mallerais, S.E. Mons. Richard Williamson e S.E. Mons. Alfonso del Gallareta, di rimettere la scomunica in cui erano incorsi vent’anni fa.

A causa, infatti, delle consacrazioni episcopali fatte, in data 30 giugno 1988, da S.E. Mons. Marcel Lefebvre, senza mandato pontificio, i menzionati quattro Presuli erano incorsi nella scomunica latae sententiae, dichiarata formalmente dalla Congregazione per i Vescovi in data 1° luglio 1988.

S.E. Mons. Bernard Fellay, nella citata missiva, manifestava chiaramente al Santo Padre che: “siamo sempre fermamente determinati nella volontà di rimanere cattolici e di mettere tutte le nostre forze al servizio della Chiesa di Nostro Signore Gesù Cristo, che è la Chiesa cattolica romana. Noi accettiamo i suoi insegnamenti con animo filiale. Noi crediamo fermamente al Primato di Pietro e alle sue prerogative, e per questo ci fa tanto soffrire l’attuale situazione”.

Sua Santità Benedetto XVI, che ha seguito fin dall’inizio questo processo, ha cercato sempre di ricomporre la frattura con la Fraternità, anche incontrando personalmente S.E. Mons. Bernard Fellay, il 29 agosto 2005. In quell’occasione, il Sommo Pontefice ha manifestato la volontà di procedere per gradi e in tempi ragionevoli in tale cammino ed ora, benignamente, con sollecitudine pastorale e paterna misericordia, mediante Decreto della Congregazione per i Vescovi del 21 gennaio 2009, rimette la scomunica che gravava sui menzionati Presuli. Il Santo Padre è stato ispirato in questa decisione dall’auspicio che si giunga al più presto alla completa riconciliazione e alla piena comunione.

[00146-01.02] [Testo originale: Italiano]Prefetto della Congregazione per i Vescovi

Do contra…

Postado em Bispos, Comunhão, FSSPX, Igreja, O Papa, Tradição em 23/01/2009 por Ju

Antes, bem antes de termos sequer uma sinalização de que essa novela acabaria (por “novela”, falo do problema em torno da Tradição, da FSSPX, etc), eu tinha com os meus botóes uma coisa: o dia que Deus aprouvesse para solver isso, apareceria gente pra falar: “ó, não é assim, tá errado, não pode”. Por quê? Simples: é muita gente e há uma diversidade enorme de visões de como isso deveria ser resolvido, etc. Há gente mais propensa a um acordo, há os mais radicais que verão com maus olhos qualquer coisa que venha de Roma, por crer que tudo aquilo está “infestado” de más intenções.

Aí eu vejo no site da Permanência um texto de D. Lourenço (conheço-o: uma pessoa incrivel, mas complicada, hehe). Das duas, uma:

1- Ele não está inteirado das informações (creio ser o mais plausível, afinal a Sede da FSSPX é na Europa e o Vaticano, idem… até chegar por aqui, demora!) e fala então de forma ácida por não ter conhecimento de que esse levantamento ou anulação das excomunhões teria sido pedido pelos próprios bispos da FSSPX. Sendo, então, compreensível a atitude dele.

2- Ou então ele está, sim, inteirado, mas não concorda com os termos. Porque vejam, haverá divisão nesse meio por ocasião da reconciliação, que está iminente, da FSSPX com Roma. Oras, se o levantar/anular as excomunhões não é o começo de uma reconciliação, me dê um lexotan, pelamordideus! Se for assim, era o que eu pensava e o texto de D. Lourenço só o confirma. Se bem, que apesar de muito próximo à FSSPX, D.Lourenço fala por si, uma vez que é simpático à fraternidade, não membro.

Não podemos ver má intenção em tudo que o Papa faz. Se fora assim, se esperarmos, como fala D. Lourenço no tal texto, até morrerem todos os que participaram do concílio, quando então seria feita essa reconciliação, Santo Deus?!

Sábado mesmo?

Postado em Bispos, Comunhão, FSSPX, Igreja, O Papa, Tradição em 23/01/2009 por Ju

Deu no Fratres:

Segundo Kath.net , está confirmado por fontes Vaticanas: Conferência de Imprensa sobre possível levantamento das excomunhões no SÁBADO.

Aguardemos confirmação oficial.

[Atualização: 23 de janeiro de 2009, às 18:29]

VATICANO: I. MEDIA – PUBLICADA AMANHÃ REVOGAÇÃO DA EXCOMUNHÃO DOS LEFEBVRIANOS.

(Asca) – Cidade do Vaticano, Jan. 23 – L’Osservatore Romano publicará amanhã uma ‘nota explicativa’ sobre a ‘decisão do Papa Bento XVI de revogar a excomunhão dos quatro bispos cismáticos ordenados pelo tradicionalista Mons. Marcel Lefebvre, em 1988. O escreve a agência francesa I. Media.

O ato do Papa Ratzinger será apresentado no jornal da Santa Sé como ‘um ato de misericórdia do papa’.

As fontes da agência francesa também comentaram as palavras anti-semitas de um dos bispos que está para ser reacolhido na Igreja, o inglês Richard Williamson, que numa entrevista de TV negou a existência das câmaras de gás.

‘Se um dos quatro bispos quer dizer disparates, é um problema seu’.

Essa antecipação, se correta, confirmaria os rumores de que amanhã será publicado um decreto que revoga a excomunhão de tradicionalistas da parte do Papa Bento XVI.

O dia em que o São Paulo foi rebaixado

Postado em futebol em 23/01/2009 por Ju

O fim da polêmica sobre a queda no Campeonato Paulista de 1990: o clube do Morumbi caiu, sim
por André Fontenelle
A discussão sobre a queda do São Paulo em 1990 apaixona torcedores

O São Paulo caiu, sim, para a segunda divisão no Campeonato Paulista de 1990.

A polêmica é antiga, atiçada pelo clubismo cego e pela falta de memória do brasileiro. Foi reavivada por uma matéria da Folha de S. Paulo (para assinantes) da quarta-feira, 21 de janeiro de 2009, que questionava uma frase do guia oficial do Campeonato Paulista, publicado esta semana pela Federação Paulista de Futebol (FPF). “O São Paulo cumpriu uma campanha ruim, não se classificou nem na repescagem e foi rebaixado para a segunda divisão.”

“FPF rebaixa o clube e ’suja’ título de 91″, escreveu a Folha. Diante da indignação dos são-paulinos, a FPF recuou e divulgou nota oficial dizendo que o texto de seu próprio guia “não procede”. Culpou pelas informações o historiador Rodolfo Kussarev, que por sua vez culpou o livro A História do Campeonato Paulista (Publifolha, 1997), escrito pelo autor destas linhas e por Valmir Storti, à época repórteres da própria Folha de S. Paulo.

Procurado pelo autor da matéria, o repórter da Folha e comentarista da ESPN Brasil Rodrigo Bueno, às 18h daquele mesmo dia 21, consultei meu colega Valmir, hoje repórter freelance, e enviamos à Folha a seguinte declaração em comum.

“O livro foi escrito com base nas informações publicadas nos jornais da época, entre eles a própria Folha, onde os dois autores trabalhavam como repórteres em 1997, ano do lançamento do livro. Para esclarecer de vez a polêmica do rebaixamento ou não do São Paulo, sugerimos que a Folha reproduza o que ela mesma publicou em sua edição de 20 de junho de 1990.”

Infelizmente a Folha só publicou a primeira parte de nossa declaração. Não acatou nossa sugestão: reproduzir o que ela mesma publicou em sua edição de 20 de junho de 1990.

Se o tivesse feito, seria obrigada a reconhecer: o guia da Federação Paulista estava certo. O São Paulo caiu, sim. De forma insofismável.

Como a Folha não o fez, o fazemos a seguir. Não houve meio-termo nem subjetividade nessa queda, como será provado abaixo com o texto dopróprio jornal, publicado naquela ocasião.

Por mais que desagrade os são-paulinos, a verdade é a que segue:

Em 1990, o Campeonato Paulista foi disputado por 24 times. Havia a percepção de que eram times demais. Convencionou-se, então, que apenas 14 times disputariam o campeonato de 1991 – os 14 primeiros do certame de 1990. De alguma forma, o São Paulo “conseguiu” ficar em 15º, depois de ser eliminado na primeira fase (que classificou 12 times) e novamente eliminado numa repescagem (que classificou outros dois, completando 14). Para não melindrar susceptibilidades, o regulamento de 1990 dizia que “não haveria descenso”. Era só uma fórmula de cortesia: os times que não entrassem entre os 14 disputariam o que, na prática, equivaleria a uma segunda divisão.

Esse regulamento não foi cumprido. Diante do rebaixamento do São Paulo, houve uma virada de mesa. Os times rebaixados em 1990 (não só o São Paulo, mas outros importantes, como a Ponte Preta) ganharam o direito de lutar por duas vagas nas finais. Foi assim que o São Paulo conseguiu a façanha, inédita no futebol mundial, de ser rebaixado em um ano e campeão no ano seguinte!

O argumento dos são-paulinos, portanto – de que o acesso no mesmo ano “já estava previsto” – é falso e errôneo.

Para não prolongar a explicação, reproduzo o texto da Folha de S. Paulo de 21 de junho de 1990 – dia seguinte ao dia em que o São Paulo caiu.

“SÃO PAULO VAI DISPUTAR A SEGUNDA DIVISÃO EM 91

Fernando Santos
Da Reportagem Local

O São Paulo foi eliminado pelo Botafogo na repescagem do Campeonato Paulista deste ano e vai disputar a Segunda Divisão em 91. O São Paulo goleou ontem o Noroeste por 6 a 1 no Morumbi, mas ainda dependia da derrota do Botafogo para se classificar. O time de Ribeirão Preto empatou em 0 a 0 com a Internacional em Limeira.

No próximo ano, o São Paulo vai disputar a série B do Campeonato Paulista, sem direito a lutar pelo título. É uma nova fórmula aprovada pelo conselho arbitral de clubes em janeiro. Farão parte dessa série os 10 clubes eliminados do campeonato deste ano mais quatro que vão subir da Divisão Especial.

(…) Resta ao São Paulo a chance de subir para a série A em 92. Apenas o campeão da série B sobe (…) Esta fórmula foi aprovada por unanimidade por todos os 24 clubes que iniciaram o campeonato este ano, segundo o presidente em exercício da Federação Paulista de Futebol, Antoine Gebran.

‘Vamos cumprir a lei. Lei é lei’, disse o diretor-adjunto do São Paulo, Herman Koester (…) Segundo ele, o São Paulo vai mesmo disputar a Série B, uma Segunda Divisão que só não recebe essa denominação por uma questão de nomenclatura jurídica. (…) Já o diretor de futebol Fernando Casal de Rey, 47, ainda não se deu por vencido. Ele disse que vai acionar o departamento jurídico do clube para saber se a aprovação da fórmula do campeonato de 91 é legal. Casal de Rey disse, sem ter certeza, que não existe um documento assinado pelos clubes sobre o assunto. Assim, ele poderia recorrer à Justiça Desportiva para mudar a fórmula. Ou seja, apelar para o tapetão. ‘Estamos vivendo um pesadelo’, disse Casal de Rey.”

O resto é história conhecida. Houve a virada de mesa e, embora o São Paulo tenha disputado o equivalente à segunda divisão em 91, classificou-se para as finais, eliminando o Palmeiras, que vinha do grupo mais forte.

A Folha também ouviu, naquela ocasião, são-paulinos ilustres, como José Victor Oliva, o vocalista do Ultraje a Rigor, Roger, e o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Almir Pazzianotto. Todos reconheciam o rebaixamento, repudiavam a virada de mesa e reafirmavam que o São Paulo voltaria à primeira divisão na bola.

Estes são os fatos.
P.S.: Como o clubismo costuma influenciar a opinião até dos jornalistas que discutem polêmicas futebolísticas, cumpre informar o time de coração do autor deste texto. Ele é vascaíno. E promete que daqui a 20 anos não dirá que o clube dele não caiu.

Fonte: Época

Oras, não é que caiu a máscara?

Postado em Cidadania, Deu na Mídia, politicamente correto em 23/01/2009 por Ju

No ano passado quando aquela menina foi presa por pichar a Bienal, todo mundo caiu em cima: “como pode?”, “é injusto com mela, é só uma menina”, etc. Ela virou, instantaneamente, a heroína dos injustiçados.

Agora, vejo no Estadão online isso:

Pichadora da Bienal é detida por tentativa de furto em SP


SÃO PAULO – Pouco mais de um mês após deixar a cadeia, para onde foi levada depois de pichar o “andar vazio” da 28ª Edição da Bienal de São Paulo, Caroline Pivetta da Mota, de 24 anos, foi detida em flagrante novamente, desta vez sob a acusação de tentativa de furto de DVDs. Ela estava com duas colegas quando deixava uma unidade das Lojas Americanas na região do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, no final da tarde da quinta-feira, 22. Segundo a polícia, as imagens foram gravadas pelo circuito interno de câmeras do estabelecimento.

O advogado de Carolina, Augusto Arruda Botelho, alegou que o furto não teria se caracterizado. Segundo ele, uma das amigas de Carolina resolveu furtar DVDs, mas depois se arrependeu e deixou o objeto no local, antes de sair da loja. “O que aconteceu lá dentro pode ser definido como ‘arrependimento eficaz’. A menina pegou o DVD, colocou na sacola e desistiu de levá-lo, deixando lá no local, antes de sair”, explicou. “Nada foi encontrado com elas, então não há a materialidade do suposto furto”, acrescentou.

A delegada do 15º Distrito Policial (Itaim Bibi), onde o caso foi registrado, não concordou com a versão do advogado e autuou as três jovens em flagrante. Caroline agora deve ser encaminhada a um Centro de Detenção Provisória (CDP).

No dia 26 de outubro do ano passado, Caroline foi detida em flagrante pichando o “andar vazio” da 28ª Edição da Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Ela ficou presa por 53 dias na Penitenciária Feminina de Sant’anna, de onde saiu no dia 19 de dezembro, após o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo reconsiderar o pedido de habeas corpus feito pela sua defesa.
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Quero saber agora, cadê os defensores da coitadinha. Que, imaginem, jamais era uma marginl. Jamais seria uma. Oras, tanto era e é, que a prova tá aí. O que alegarão agora? Roubo também tem escusa?

Aliás, tardiamente eu farei minhas as palavras do Reinaldo no seu blog:

“Essa moça fez tanto sucesso, que, num programa de entrevistas, até o presidente do STF foi, como direi?, posto contra a parede — como se a responsabilidade pela prisão, então, fosse do ministro e como se ela não estivesse presa por justos motivos. Houve uma verdadeira comoção dos politicamente coretos e esquerdistas avulsos. O ministro da Cultura se manifestou. O dos Direitos Humanos também. Indagava-se: “Como pode Daniel Dantas estar solto, e a pichadora, presa? Escrevi alguns textos sobre o assunto. Sugeri, então, criar a “moeda DD dos delitos”. Crimes abaixo de alguns bilhões ficariam impunes…

Quando a moça saiu da cadeia, caiu na gargalhada. Mas sejamos justos: ela não prometeu se emendar. Era uma celebridade. Os mais ousados resolveram fazer ensaios sobre arte na rua. Caroline é irrelevante? É. Suas transgressões são banais? Banalíssimas. O que não muda é o fascínio dos ditos bem-pensantes pelo crime, grande ou pequeno. Só uma coisa pode danar o criminoso no país: a suposição de que ele é, como todo ladrão ou vigarista, um egoísta. Aí, não. Aí os descolados não o perdoam.

É preciso cometer o crime com alguma causa — ou, no extremo da pós-modernidade, sem causa nenhuma. Só para, como disseram sobre Caroline, dar um grito: “Eu existo”. Divirtam-se, leitores, recuperando os textos do colunismo bocó que fez de Caroline uma heroína.

No meu pessimismo sombrio, digo que há muita coisa que não presta no país. Mas nada é tão ruim quanto o jornalismo ruim. E, bem, à época, também achei que havia injustiça na sua prisão. “Por que só ela?”, quis saber. Por que não pôr todos os pichadores na cadeia? Vocês sabem, sou um reaça incorrigível.”