Arquivo para Abril, 2009

A verdade sobre Stalin 5

Postado em Política, Socialismo, Stálin, comunismo, esquerda, verdadeira face do comunismo em 29/04/2009 por Ju

A verdade sobre Stalin 4

Postado em Política, Socialismo, Stálin, comunismo, esquerda, verdadeira face do comunismo em 28/04/2009 por Ju

A verdade sobre Stalin 3

Postado em Política, Socialismo, Stálin, comunismo, esquerda, verdadeira face do comunismo em 27/04/2009 por Ju

A verdade sobre Stalin 2

Postado em Política, Socialismo, Stálin, comunismo, esquerda, verdadeira face do comunismo em 26/04/2009 por Ju

A verdade sobre Stalin

Postado em Política, Socialismo, Stálin, comunismo, esquerda, verdadeira face do comunismo em 25/04/2009 por Ju

Esse é o primeiro de 5 vídeos. Diante da realidade, alguém mais terá coragem de sustentar o socialismo proposto por Marx, Lenin e Stalin?? Se tiver, é tão canalha quanto eles.

A igreja marxista

Postado em Marxismo, Socialismo, comunismo, esquerda em 25/04/2009 por Ju

Henrich Heine, amigo de Marx, disse: “Marx se acha um deus ateu auto-proclamado.”

Mesmo depois da queda do Muro de Berlim, mesmo depois da falida URSS, mesmo depois de milhões de mortos para implantar essa ideologia cega em 50 países, que se transformaram – TODOS – em ditaduras socialistas falidas, os marxistas atuais dizem q quem errou foram os q aplicaram Marx e não o “deus ateu”.

A igreja marxista possui vários santos e apóstolos: Engels, Babel, Kautsky, Victor Adler, Lenin, Eugene Debs, Gramsci e os recentes santificados Fidel e Che. Na ordem para receber a beatificação esta Hugo Chavez. E é fácil encontrar um seguidor da igreja marxista na rua: ele sempre terá um discurso revolucionário e será um daqueles eco-chatos ou intelectualóide. Adam Smith para os seguidores do “deus ateu” é o próprio Diabo e satanizaram todos os seguidores do capitalismo

Só que os mais estranho é que estes seguidores marxistas que satanizam o capitalismo devem inclusive morar dentro de uma bolha e se alimentar de luz, pq até para comprarmos o pãozinho nosso de cada dia do café da manhã exercemos o capitalismo. Este sistema econômico deve ser entendido como uma área que engloba todas as atividades concernentes as relações de troca, orientada para satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores e visa alcançar os objetivos das empresas. Uma empresa privada é feita para que todos que pagarem pelos serviços e produtos oferecidos utilizem. Qdo uma empresa é montada ela é criada para suprir uma determinada oferta de mercado ou para que o consumidor tenha mais opções de compra. Qdo vc vai na padaria da esquina comprar seu pão, vc usufrui de um serviço e de um produto ofertado pelo dono daquele estabelecimento. Como livre consumidor, vc tem a liberdade de escolher qual o tipo de pão e até escolher se quer comprar o pão da esquina ou da padaria que fica localizada a duas quadras.

No socialismo, vc não tem esta opção, pois não existe a diversidade e mesmo que vc possa escolher em qual padaria comprar o pão, não vai adiantar muito, visto que o proprietário de todas elas é apenas um: O Estado. Só que tbm vcs se esquecem que até mesmo o socialismo necessita do modus operandi que move o capitalismo: o próprio capital.

Um capitalista pode ser um banqueiro, um mega empresário, um investidor, alguém que empresta dinheiro a juros as outras pessoas e até mesmo um pipoqueiro autõnomo que leva seu carrinho de pipoca aos domingos no parque para ganhar seu sustento e não ficar dependendo de um Estado.

O mais interessante é que o Estado é controlado por gente corrupta, por gente que retira de todos e colocam nos bolsos apenas deles. Aqui no Brasil, todo e qualquer empresário temn como sócio um espertinho, que é o Estado, e retira quase que 50% de todo o lucro da empresa através de impostos e taxas.

o mais engraçado é os que se agarram na tosca ideologia bolchevique atrelada ao mastro do marxismo-lenista são os mesmos que lutaram por uma liberdade e democracia anos atrás qdo partidos ditatoriais tomaram conta do Estado e começaram a regular a vida privada do indivíduo. Tanto a esquerda qto a direita teocrática estirpam a liberdade dos indivíduos. E a esquerda pragmática virou a postituta de luxo, pois deixou seus verdadeiros ideiais a partir do momento que conheceu o poder.

E os inflamados discursos “anti-imperialista” do beato Chavez são aplaudidos de pé. Só que as pessoas se esquecem que a República Monarquida Absolutista onde o Presidente-Rei manda inclusive fechar um canal de comunicação e passa por cima da Constituição, carta magna de uma nação, é exatamente o seu Chavez que depois vem levantar a bandeira da liberdade. O que me irrita é o totalitarismo disfarçado de libertário.

Facções narcoguerrilheiras, traficantes, assaltantes e sequestradores promovem o caos em nome de uma “revolução”. Qualquer dia iremos ver Fernandinho Beira-Mar com O Capital em uma mão e A Sagrada Família em outra.

Queiram ou não, o socialismo apenas esta interessado em controlar a vida, a propriedade do indivíduo e principalmente seu capital. Queiram ou não, gostem ou não, um socialista é um capitalista totalitário, pois quer regular aquilo que o indivíduo tem inclusive dentro de sua própria casa.

Fonte: Orkut

Entrevista com Padre José Edílson

Postado em Administração Apostólica, Direito Canônico, Sacerdotes, Tradição em SP, entrevista em 20/04/2009 por Ju

Embora eu tenha dito que esse blog ficaria mais geral, não excluirei coisas interessantes que sejam ligadas à minha fé. Embora isso não vá ser a nota principal do blog, eu colocarei coisas interessantes sobre isso ok? Até pelo fato de não poder “excluir” minha fé da minha vida. Vocês devem ter notado que fiz uma reflexão sobre a questão do véu e pus aqui. Sem problemas. Esse papo aconteceu no final do ano passado, logo depois do Natal em que fui a Campos assistir a missa com D. Fernando Rifan. Pe. Edilson é uma pessoa fantásticamente simples e alegre. E muito inteligente por um outro lado. Tanto que está fazendo Direito Canônico e trabalha atualmente no Tribunal Eclesiástico do Rio, além do curso de Direito Canônico e, eventualmente, tem ajudado na paróquia que ele era padre em Nova Iguaçú, já que os estudos e o trabalho tem lhe tomado um bom tempo. Nessa entrevista, ele fala um pouco sobre a comunidade em SP, como era e como é hoje e também sobre questões de Direito Canônico. Apesar de atrasada, devido a eu ter enviado o texto para ele e ele ter revisado – com o pouco tempo que ele tinha – a entrevista é uma aula. Vale a pena.

Padre Edílson, conte um pouco para nós sobre a sua pessoa, sua vocação.

Bom, eu estudei no Instituto Estrela Missionária. Meu primeiro contato com a vida religiosa foi lá. Um instituto que nasceu em Sta. Catarina e veio para Nova Iguaçú-RJ. E eu estudei lá até a ordenação. Depois, meu desejo de participar mais da vida da Igreja de forma mais tradicional e meu apego à Tradição, à forma tradicional da missa, depois da ordenação me levou para Campos-RJ. E eu fui lá acolhido por D. Antonio de Castro Mayer, ajudei na criação da União Sacerdotal S. João Maria Vianney, que depois se tornou a Administração Apostólica.

Mas a sua vocação vem desde garoto?

Desde pequeno. Eu sempre quis ser padre. Entrei no grupo vocacional aos 12 anos de idade. O seminário tinha uma coisa muito interessante chamado grupo vocacional. Pegavam aqueles meninos de 11, 12 anos que desejavam ser padres e reuniam um grupo. Todos os domingos nós nos reuníamos lá sob a orientação de um seminarista maior, que orientava, falava sobre vocação. Nas férias a gente ia para o seminário e ficava lá no seminário, participando um pouco da vida do seminário, vendo como é um seminário. Tinha aulas, tinha palestras. E depois disso eu entrei no seminário.

Padre, quando começamos a ter “oficialmente” a missa tridentina em São Paulo, o senhor foi o primeiro sacerdote a nos atender. Como o senhor via aquele grupo de fiéis? Afinal era uma viagem longa e cansativa.

Eu já atendia São Paulo, né? Antes mesmo de 1997, com os padres de Campos. E depois de 1997, eu fiquei como padre de referência lá. Tínhamos um grupo muito bom em São Bernardo, tenho que agradecer muito aquela comunidade, que nos apoiou, que nos ajudou que acreditou no nosso ideal numa época de crise. E depois da criação da Administração Apostólica, nosso desejo foi regularizar a situação daquela comunidade de São Bernardo. E como havia muitos fiéis de São Paulo que freqüentavam São Bernardo, nós resolvemos pedir ao cardeal, D. Cláudio na época, que desse uma abertura dentro da Arquidiocese de São Paulo, porque já havia atendimento lá em São Bernardo. Primeiro fomos a D. Décio, que era o bispo de S. André na época e ele nos deu todo o apoio e já nos considerou como padres oficialmente na diocese. Faltava regularizar São Paulo e colocar lá a missa tradicional. D. Cláudio então nos acolheu, padre Avelino (da Sta. Luzia) nos deu toda a abertura desde a primeira vez: “Pode vir para cá, tem todo o meu apoio”. E começamos a atender esse pessoal. Alguns eram remanescentes do grupo de São Bernardo e os outros que vieram depois.

Hoje, depois de quase cinco anos, como o senhor vê a nossa comunidade em São Paulo, sabendo das notícias do que acontece por lá?

São Paulo é a locomotiva do Brasil, não é? Era o que eu dizia: ter a missa em São Paulo terá uma repercussão nacional. E na época foi bom. Porque quando começou, São Paulo estava fazendo aniversário. Eram os 450 anos da cidade. Foi bom porque aproveitamos o “pacote” dos 450 anos, né? E fomos pra lá em janeiro: 18 de janeiro. Exatamente quando estavam começando as comemorações. Foi uma graça para São Paulo nessa época e para nós da Administração Apostólica por podermos participar lá. As pessoas que eram ligadas à liturgia tradicional naquela época eram muitas. Havia muita gente. E por vários motivos. Alguns já esperavam a missa na forma extraordinária. Outros eram pessoas de grupos. Em São Paulo existe a tendência de se ter vários grupos, surgirem várias lideranças leigas. E fiéis, jovens, sobretudo, que ficavam sob a liderança de leigos. Um pouco à margem da Igreja, da pastoral oficial da Igreja. E havia também muitos curiosos que queriam ver como era a missa. Havia também muitas pessoas devotas, que queriam uma missa mais silenciosa, embora não conhecessem a missa tradicional como tal. Havia todos esses grupos e a gente se dispôs a levar a missa para todas essas pessoas. Agora, como eu vejo esses grupos? Eu vejo que São Paulo precisa consolidar uma comunidade. D. Cláudio Humes nos disse na época, que nós devíamos formar uma capelania pessoal, tendo a Igreja de Sta. Luzia como ponto de encontro. E depois, formaríamos, quem sabe, depois, uma paróquia pessoal como há tantas em São Paulo: paróquia dos universitários, paróquia dos japoneses.

Dom Fernando já expressou o desejo de formar uma paróquia pessoal.

Nós temos o desejo de formar uma paróquia pessoal. Agora o padre tem um desafio muito grande, porque São Paulo é uma cidade muito grande, uma pastoral lá é muito difícil por causa disso, por causa dos deslocamentos. O espírito de comunidade lá precisa ser muito trabalhado, porque a paróquia tem que ser uma comunidade de pessoas que pensam igual, de pessoas que se reúnam e, sobretudo, tem que formar e se criar vínculos familiares entre si. Porque a paróquia é um grupo de famílias que se reúnem em torno de um pastor. Fiéis que se reúnem em torno de um pastor, claro. Mas a gente sabe o poder que tem a família. É um grande desafio o padre lá com as famílias, casais, para formar as pastorais normais de uma paróquia.

Padre, a gente sabe que o senhor está estudando Direito Canônico. Fale pra gente o que é o Direito Canônico? Como é que isso apareceu?

Bom, Direito Canônico… A Igreja tem uma lei suprema que é a salvação das almas. E Direito Canônico é um conjunto de leis que regulamenta as relações dentro da Igreja, para que a Igreja atinja seu fim último que é a salvação das almas. A Igreja tem um tríplice poder: ensinar, governar e santificar. O que faz o Direito Canônico? Regula toda essa relação entre os membros da Igreja, seja a hierarquia como os demais fiéis, para que mais facilmente se chegue à salvação das almas. E como a Igreja é uma sociedade, e onde há uma sociedade tem que ter leis que a regulem, a Igreja também tem as suas leis. E o Direito Canônico é esse conjunto de leis da Igreja.

O senhor falou que o primeiro código de Direito Canônico era de 1917. Mas a Igreja existe há tempos. Como foi feito isso?

Como código, sim. Porque o primeiro código de leis moderno foi feito por Napoleão. Recente, não é? Agora, a Igreja sempre teve leis! E compilava as leis. As leis eram decretos, eram bulas que eram compiladas. Eram coisas imensas e muitas leis. O primeiro conjunto de leis escritas foi o chamado Decreto de Graciano, da Idade Média. Foi uma compilação de tudo aquilo que existia de leis. E depois, no Concílio Vaticano I, os bispos viram a necessidade de juntar essas leis em um código. Pegar todas as leis que tinha na Igreja e juntar em um código. Um Código que fosse único para toda a Igreja universal e que facilitasse o estudo e a regulamentação de todas as relações dentro da Igreja. A idéia de se fazer um código, portanto, é do Concílio Vaticano I (dos bispos que o compuseram, claro!). Aí São Pio X começou a fazer. Depois ele morreu antes de terminar e Bento XV o terminou. Por isso esse código é chamado de pio – beneditino.  E deve-se muito ao Cardeal Gasparle. Ele foi o presidente do grupo que fez esse código.

Padre, me fala uma coisa: todos podem usufruir disso? Não é algo só para o clero, ou com conhecimentos semelhantes aos seus? Não seria algo “exclusivista”, etc.?

Não, não. Qualquer pessoa pode estudar Direito Canônico. Qualquer fiel pode estudar Direito Canônico.

Mas é algo prático, para nós?

É um código de leis. Agora a Igreja não é uma sociedade como a sociedade civil, mas antes é uma sociedade divina. E as leis da Igreja têm características próprias também. Elas visam a salvação das almas. O código civil (do Estado), ele visa o bem comum da sociedade. E, sobretudo, em estados modernos que tem como fim o próprio Estado, eles tem uma maneira diferente de regimentar as relações. Agora, como estudo qualquer pessoa pode estudar Direito Canônico. Fazer mestrado, doutorado. Seja leigo ou clérigo.

Padre, umas perguntinhas sobre pontos, que em geral, todos têm dívidas em Direito Canônico. Por exemplo, a excomunhão automática. Em que casos ela acontece?

A excomunhão automática é chamada de latae sententiae. Quer dizer, pelo próprio ato delituoso a Igreja culmina com a excomunhão. Por exemplo, o aborto. O aborto diretamente buscado e atingido o seu efeito, ele é um delito culminado com a excomunhão. A Igreja diz o seguinte: que existem vários pecados que são tidos como delitos. O pecado do aborto é tido também como um delito, ou seja, tem uma pena anexa a este pecado. Agora, essa pena pode ser automática (a excomunhão latae sententiae) ou pode ser uma pena dada depois (excomunhão ferendae sententiae). A automática (latae sententiae) a pessoa pelo próprio ato em si, ela já incorre na pena. Ela incorre pelo próprio ato na excomunhão.

Sem conversa?

Sem conversa. Evidentemente que tem as condições para ela incorrer na pena: a pessoa tem que ter mais de 16 anos de idade, tem que saber que tem uma pena anexa, senão não tem a pena. Se ela não sabe que há uma pena (a excomunhão) ela não vai ser excomungada. Vai ser um delito, vai ser um pecado, mas ela não será excomungada. Porque para a pessoa incorrer na pena (aí você vê a diferença do Código de Direito Canônico – da Igreja – para o Código Civil ou o Código Penal!) ela tem que saber. Se ela não souber, ela terá cometido um pecado grave, mas não incorrerá na pena. Agora, ela é uma pena medicinal. Que é “pena medicinal”? A pena medicinal é como um remédio. Uma vez que a pessoa se arrepende, pede perdão, aquela pena é retirada. É diferente, por exemplo, se a pessoa foi condenada à prisão. Se arrependeu e pediu perdão, mas vai continuar na prisão. As penas de suspensão, interdito e excomunhão são penas medicinais. Uma vez que a pessoa se arrependeu, pede perdão e é absolvida (afinal essa pena provém de um delito que é um pecado), a pena é retirada.

E pegando o exemplo do aborto, a mulher pega e faz o aborto. E o senhor sabe que ela fez o aborto. Ela pode vir comungar na missa?

Pode.

Mas ela não está excomungada?

Primeiro que para ela estar excomungada, ela tem que saber que existe uma pena para isso. E segundo que para se negar uma comunhão a alguém, esse pecado tem que ser público. Daí essa pena tem que ser pública e essa pena tem que ser declarada. Se a pena foi declarada pela autoridade competente, é uma coisa pública e a pessoa entra na igreja, o padre pode até parar a missa por causa disso.

Mas o senhor falou que a latae sententiae não precisa ser declarada. Nesse caso ela tem que ser declarada?

A pessoa incorre na pena latae sententiae automaticamente. Só que ela pode ser declarada ou não. Por exemplo, a sagração que houve em Ecône. D. Lefebvre, D. Antonio e os quatro bispos sagrados lá incorreram numa pena latae sententiae. E foi declarada. Foi uma coisa pública e foi declarada [Obs.: Não há mais a excomunhão sobre os quatro bispos sagrados em Ecône desde 21/01/2009]. Então a pena latae sententiae pode ser declarada ou não. O aborto, por exemplo. É uma pena latae sententiae. Está excomungado. Agora se a autoridade competente achar por bem declarar, o fará. Uma coisa pública: todos viram a mulher fazendo o aborto, o bispo chega e declara: aquela mulher está excomungada (quem tem que declarar é o bispo). Lógico que pastoralmente ele verá se isso é bom ou não.

Padre, outra pergunta que pode ser incômoda, mas é meio comum. O padre resolve se afastar do sacerdócio. E ele resolveu se afastar do sacerdócio para casar. Ele pode casar na Igreja?

São duas coisas independentes. Primeiro: quando a pessoa vai se casar existe um impedimento, no caso de um sacerdote, impedimento de ordem sacra. Que é um impedimento reservado à Santa Sé. Para você casar, você precisa estar habilitado para casar. E um sacerdote não é habilitado para casar por que tem o impedimento. Por exemplo, dois primos. Eles são capazes de se casar, mas não podem, não são habilitados para se casar. Há um impedimento de consangüinidade. Esse impedimento de consangüinidade precisa ser dispensado. Então, o bispo pode dispensar o impedimento de consangüinidade. Outro exemplo: um não batizado (pagão) quer se casar com um batizado. Há um impedimento de disparidade de culto. Para o casamento ser válido, tem que ter uma dispensa desse impedimento. No caso do sacerdote. Para casar, ele tem impedimento de ordem sacra. Mas no caso do impedimento de ordem sacra, a dispensa dele está reservada à Santa Sé. É um dos impedimentos reservados à Santa Sé. Pro padre ter essa dispensa, tem um processo de dispensa do ônus sacerdotal, das obrigações sacerdotais. Esse processo começa na diocese e depois é mandado para a Santa Sé. Na Santa Sé tem uma comissão responsável por isso, que prepara o processo e depois a decisão é do Papa. Ele é que dispensa. Aí, se o Papa dispensou desse impedimento, ele pode se casar. Só que junto com essa dispensa vem a proibição de exercer o sacerdócio!

Padre, o adultério pode ser causa de anulação de matrimônio num tribunal eclesiástico?

Não. Primeira coisa: não existe anulação em tribunal eclesiástico. Isso é um erro de interpretação. Existe declaração de nulidade. E para um casamento ser válido, ele tem que cumprir certos requisitos. A pessoa tem que ser hábil, não pode ter nenhum impedimento, ele tem que ter a forma canônica (se realizar diante do pároco ou de alguém delegado por ele) e tem que ter o consentimento das partes. Acontece que às vezes falta a forma canônica, então foi inválido, nulo. Havia algum impedimento. Esse casamento então foi nulo. Ou o consentimento foi viciado. O que é “consentimento viciado”? A pessoa casou forçada, não estava livre. A pessoa na hora do “sim”, que é o que faz mesmo o matrimônio, estava embriagada e não sabia o que estava fazendo. Ou a pessoa usou de falsidade. Disse que queria casar, mas por dentro ela não queria casar. Simulou consentimento. Então, tudo isso pode ser causa de nulidade. Se houve problema depois e o casal se separou, a pessoa pode ir ao tribunal e fazer uma ação de declaração de nulidade. Então o tribunal vai analisar todas essas circunstâncias, com testemunhas, etc. Um processo normal, com a parte introdutória, com a parte probatória, a execução, etc. Depois o juiz, na verdade são três juízes, vão verificar de acordo com as provas e dizer se aquele casamento foi nulo ou não. Se tiver dúvidas, a tendência é sempre em favor da validade. Nunca a Igreja vai anular casamento. Uma vez o casamento ratificado e consumado, nenhum poder no mundo humano pode anular esse casamento.

Uma questão interessante. Se há um casal, a mulher vai e casa com um homem, mas depois de um tempo de casamento, ela descobre que não se casou com um homem, mas ele era bissexual ou homossexual.

Isso aí entra no Canon 95.3. A pessoa pode ser capar de dizer o “sim” lá, mas é incapaz de assumir as obrigações do casamento. O casamento, se for provado isso, é nulo. Pode ser nulo da parte dela, por ela ter sido enganada e ser nulo da parte dele (incapaz), por ele ter dado seu consentimento, mas ser incapaz de assumir as obrigações do matrimônio. Ele até podia não ter impedimento nenhum, mas era incapaz.

Padre, o seu curso é para o senhor ajudar e servir a Igreja, claro. Mas como? Seria por acaso, para dar aulas no seminário?

O canonista pode dar aula no seminário, ser consultor da diocese, trabalhar num tribunal eclesiástico, trabalhar na Câmara Eclesiástica da sua diocese, pode auxiliar os padres em questões de Direito Canônico. É um campo vasto.

Falando em seminário, como andam as vocações por lá, padre?

Caminhando. O seminário da Administração Apostólica, até onde eu sei, nós chegamos a 100 seminaristas. Um número razoável. Ainda mais na Adm. Apostólica que tem 12 paróquias e 30 padres. Claro que queremos mais, porque precisamos de muito mais. Há muito trabalho, muita diocese pedindo padres.

O que o senhor tem a dizer às pessoas de São Paulo, que certamente lerão o blog e recordam da sua passagem na nossa pequena comunidade?

Foi muito bom e é muito bom trabalhar em São Paulo. O povo muito receptivo, leva as coisas a sério e é muito constante. Eu desejo que vocês sejam muito unidos ao sacerdote que foi colocado pela Igreja para cuidá-los. Ele é o pastor dos fiéis de São Paulo. Então, até agora, até a chegada da Administração Apostólica lá, de forma oficial, os fiéis ligados à forma tradicional estavam muito dispersos. Mas uma vez que a autoridade da Igreja colocou alguém lá, um sacerdote, para cuidar desse rebanho, ele vai como pastor. E os fiéis devem estar unidos em torno desse pastor. Fora disso, é sempre um risco que se corre de cair em outros caminhos.

ESTA MOÇA NÃO APRENDEU A ODIAR. ENTÃO UM TRIBUNAL RACIAL CASSOU A SUA VAGA NA UNIVERSIDADE

Postado em Cidadania, Cotas Raciais, Deu na Mídia, Política, educação, esquerda em 13/04/2009 por Ju

Por Reinaldo Azevedo

A covardia tomou conta do país, e o racismo avança .

É covarde boa parte da imprensa, que se cala diante do abuso de celerados racistas!

É covarde a Justiça, que permite que a Constituição seja violada sob o pretexto de se fazer justiça histórica.

É covarde o Congresso Nacional, que tem cedido ao lobby dos racistas.

São covardes os que, mesmo discordando das leis racialistas, se conformam com a instituição de tribunais raciais no país.

É covarde o Ministério Público — quando não é conivente — ao permitir, sem dar um pio, que direitos sejam cotidianamente agravados.

Vocês certamente leram o caso da estudante Tatiana Oliveira, 22 anos, que cursa pedagogia na Universidade Federal de Santa Maria. Apelou à lei das cotas para ingressar na faculdade. Declarou-se parda. Segundo entendi, seu pai é mestiço, e a mãe é branca. Leiam o que foi publicado no Globo On Line. Retomo em seguida:

Logo depois da aprovação, Tatiana entregou os documentos que a UFSM exige dos futuros alunos. No caso dos cotistas afro-brasileiros, é necessária uma autodeclaração do aprovado dizendo que é negro ou pardo. Tatiana fez o que foi pedido e começou as aulas normalmente. A surpresa veio no dia 18 de março, quando ela foi convocada para comparecer a uma entrevista na reitoria.
Segundo Tatiana, na reunião estavam sete pessoas, três negras. Por alguns minutos, eles a teriam questionado sobre sua raça, se já havia sofrido preconceito e o porquê da opção pelo sistema de cotas. Tatiana, filha de branca e pardo e neta de negro, respondeu:
- Eu falei que me considero parda. Menos parda do que meu pai, porque minha mãe é branca. Respondi que nunca sofri preconceito e que escolhi me inscrever no sistema de cotas porque ele dá chance para que nós, de cor parda, possamos ingressar na universidade. Falei a verdade – diz Tatiana.
Depois da entrevista, ela foi comunicada pela coordenadora do seu curso que a sua matrícula foi cancelada. A decisão revoltou Tatiana e sua mãe, a técnica em Enfermagem Adriana Oliveira.
- O que a UFSM quer? Que só entre quem já sofreu preconceito? Ninguém aqui usou de má-fé para conseguir uma vaga. A Tatiana só se inscreveu por cotas porque entendemos que era um direito dela. Mas, pelo jeito, agora teremos de definir a cor da minha filha na Justiça – indigna-se Adriana.

Voltei
Olhem a que ponto chegou a estupidez! Escrevi há uns dois ou três dias que os negros, no Brasil, são 6% da população. Um leitor, realmente curioso, indagou: “Ué, mas os negros já não são mais de 50% do país?” Não, não são, não, meu caro! Trata-se de uma mentira política e de uma farsa ideológica.

Em dezembro do ano passado, o Ipea, em parceria com o IBGE, divulgou a falácia de que os negros já são 49,8% dos brasileiros — 51,1% da população masculina. Como é que 6% viram 49,8%? Simples: pegaram os 43,8% de mestiços e somaram aos 6% realmente negros, e todos ficaram sendo “negros”. E “ser negro” está começando a virar uma categoria política no Brasil.

Esse grupo que o Ipea/IBGE pretende chamar de “negro” correspondia a 45,1% da população em 1993. Em 2007, saltou para 49,8%!!! Teria havido uma explosão de natalidade? Não! Como a pesquisa é feita com base na autodeclaração, é evidente que mais gente passou a se declarar “negra” ou, a exemplo de Tatiana, “parda” porque isso passou a ser uma vantagem competitiva.

Os números de dezembro de 2008 tinham sido parcialmente antecipados no dia 13 de maio daquele ano por ocasião dos 120 anos da Abolição. Divulgaram-se, então, dados com o perfil racial das regiões brasileiras. A vigarice é tal, que se sustenta que a Região Norte tem 85% de… negros! É um escândalo estatístico e histórico. E que pode ser percebido a olho nu. A esmagadora maioria dos “pardos” daquela região deriva da mestiçagem de branco com índio. VALE DIZER: SE, NO PASSADO, FEZ-SE UM ESFORÇO DE EMBRANQUECIMENTO DO BRASIL, HOJE, FAZ-SE O ESFORÇO DO ENEGRECIMENTO.

Antes que avance, uma observação. Não me venham com a tolice de que os números são sérios porque tirados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), O Pnad não determina que “pardo” é igual a “negro”. Essa é uma leitura política, não técnica. Adiante.

Comissão fascistóide

Mesmo diante dessa avalanche de mentiras, de leituras ideologicamente interessadas, não imaginei possível a brutalidade que colheu a estudante Tatiana. Não, eu não acho que ela seja “negra”. Quem diz que ela é negra é o IBGE. Quem diz que ela é “negra” é o Ipea. Quem diz que ela é negra é a política de cotas raciais. ATENÇÃO: TATIANA ESTÁ NOS NÚMEROS OFICIAIS QUE DIZEM HAVER 49,8% DE NEGROS NO BRASIL. OU BEM ELA É NEGRA E TEM “DIREITO” À SUA VAGA (SEGUNDO A POLÍTICA DE COTAS VIGENTES), OU BEM, COMO É FATO, ESSES NÚMEROS SÃO FALSOS, E A POLÍTICA DE COTAS RACIAIS FICA ABSOLUTAMENTE DESMORALIZADA. Sim, os números são falsos, e tal expediente já se desmoralizou. Mas está em vigência. E Tatiana não pode ser discriminada por uma comissão que agora decide quem é e quem não é negro. Grupos como esse foram muito ativos na Alemanha nas décadas de 30 e 40 do século passado…

Não basta ser negro…

Acontece, meus caros, que não basta ser negro; é preciso também ser vítima. Não basta dizer-se pertencente a uma minoria; é preciso também aderir à política do coitadismo. Não basta dizer-se pertencente ao grupo; é preciso exercitar um tanto de rancor. NÃO BASTA TER UM DIREITO (OU PRIVILÉGIO); É PRECISO TAMBÉM SER UM MILITANTE DA CAUSA. E Tatiana não é. Tatiana é alguém a quem foi dado um “direito” — a ela e a milhões de outros. E ela resolveu exercitá-lo.

Um certo Jorge Luiz da Cunha, pró-reitor de Graduação da universidade, que assina os documentos de cancelamento de vaga, disse o seguinte em entrevista: “Ela respondeu que nunca sofreu discriminação, que nunca se considerou parda, que se considera mais clara que outros integrantes da sua família e que, no vestibular, foi a primeira vez que se disse ‘parda’. Partindo do espírito das políticas de ações afirmativas, a comissão, que inclusive tem representantes do Movimento Negro, entendeu que ela não se sente participante desse grupo”.

Entenderam? Se o Ministério Público tiver vergonha na cara, aciona este senhor sob a acusação de abuso de autoridade. A lei das cotas raciais não exige que a pessoa se sinta discriminada ou tenha sido alvo de preconceito. O fato de haver pessoas do “Movimento Negro” — o “movimento” agora virou tribunal racial? — na comissão não torna legal a arbitrariedade. E se Tatiana tivesse mentido? Onde é que está escrito que só os sofredores têm direito a cotas?

Observem como as coisas se dão. Essa gente toma para si a Constituição e resolve reinterpretá-la ao bel-prazer, transformando a desigualdade em instrumento de justiça. Para que pudesse lograr o seu intento, reivindicou o direito de DECIDIR QUEM É NEGRO. E foi assim que os mestiços se tornaram, então, negros. Agora que lhe foi dado esse poder, executa a manobra típica das revoluções vitoriosas: começou a fase dos expurgos. E AQUELES QUE DECIDIRAM QUEM É NEGRO COMEÇAM A DECIDIR QUEM NÃO É NEGRO. Antes, diziam reivindicar um direito. Agora está claro que, de fato, eles se tornaram concessores de privilégios.

O Senado discute uma lei que oficializa o racismo no país sob o pretexto de instituir uma política de cotas em todas as escolas federais. Que preste bem atenção ao caso da estudante Tatiana. Obviamente parda, ela foi vítima de um tribunal racial. Não que a cor de sua pele não lhe dê “direito” à cota — segundo a lei vigente, dá, sim. Ocorre que o problema de Tatiana está no coração: FALTA-LHE A DOSE NECESSÁRIA DE ÓDIO, QUE É O VERDADEIRO ALIMENTO DO RACISMO. DE QUALQUER RACISMO.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Exemplo é tudo

Postado em Administração Apostólica, D. Fernando Rifan, Modéstia, Véu em 13/04/2009 por Ju
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Meu véu

Estava eu costurando meu véu, que estava soltando a rendinha e pensei: tudo tem um começo. Eu nunca estaria usando esse véu, não fosse uma senhora piedosa lá de Campos – RJ anos atrás! Quando estava recomeçando a conhecer a Igreja, fui a Campos conhecer aqueles padres “diferentes”, que rezavam a missa “de costas” e em latim.

Ao chegar lá, entre tantas coisas, fui conhecer a Igreja Principal da Administração Apostólica (que estava em construção, não era nem sombra do igrejão que virou!). D. Fernando foi celebrar uma missa cotidiana, ferial. Na época eu nem sabia o que é uma missa ferial, hehe! Bom. Cheguei à igreja, sentei e ia esperar a missa começar. Certo? Errado! Eis que surge uma amável senhora e me pergunta:

- Você vai assistir a missa?
-Sim, respondo.

E ela saca um véu e me dá. Eu olhei rapidamente em volta e pensei: “Humm, todas estão usando, acho que é para eu usar também…”. E pus o véu. Devolvi a ela no fim da missa. No dia seguinte, ia conversar com D. Fernando e também confessar, mas antes de subir, aparece novamente uma outra senhora – que sabia que eu era “turista” ali e que não conhecia muito bem – e me cede um véu também. Ao chegar onde estava o bispo pergunto, inocentemente, a ele: “Me deram um véu. Precisa?”. Ele acena a cabeça afirmativamente.

A verdade é que aqueles dias foram repletos de lições, mas quero ficar só no véu.  Aquilo marcou a minha alma. Tanto que antes de voltar a São Paulo procurei adquirir um lá mesmo para mim. E nunca mais deixei de usar. A piedade e o exemplo daquelas senhoras foram decisivos nisso, tenha certeza. Não fosse por elas, talvez eu não tivesse tomado consciência dessa realidade que o véu representa tão cedo e de forma tão marcante.

De sorte que pus no coração fazer com outras pessoas o que elas fizeram outrora comigo. Falei com o padre Jonas, que é o responsável pela missa tridentina em SP e é o meu padre, evidentemente, sobre isso e que eu tinha mandado confeccionar uns véus para tal fim. Ele rapidamente aprovou e me deixou encarregada da recepção e acolhida.

E vi uma receptividade excelente. As pessoas sentem que você as convida para participar de modo mais intenso. Já que muitos vão para conhecer a missa tridentina pela primeira vez (vi muito isso no tríduo pascal), elas se sentem de certa forma integradas pelo gesto de você entregar-lhes um véu emprestado para a celebração.

Quem fala que as pessoas se sentiriam acuadas, intimidadas por fazermos isso, não é verdade. Depende da forma que você aborda a questão com a pessoa. Se você chegar e falar: “Olha aqui, use isso, viu?”, ninguém gostará. Soará como se ela fosse inferior e você tivesse querendo impor algo a ela, que, provavelmente, essa pessoa sequer sabe o porquê você fala tal coisa.

Agora, se você chegar amavelmente, perguntando se ela participará da missa, se ela está pela primeira vez e oferecer a ela um véu e ela der uma olhadinha em volta, ela saberá que você a chama para participar de tudo aquilo (que é novo para ela) com amor e receberá bem o seu gesto.

Ainda que você que me lê não participe numa comunidade onde o uso do véu é geral, ainda assim, não é motivo para se intimidar. Ensine o valor desse sacramental, o profundo significado que há por trás de um simples pedacinho de renda. As pessoas pararão para pensar, com certeza. Ainda mais se verem o seu exemplo no uso do véu. Falar do que não vivemos é hipocrisia. Vivamos a nossa fé e vamos ensinar mais e mais pessoas acerca de tão sublime costume, que infelizmente se perdeu na nossa sociedade.

Só eu mesmo, viu…

Postado em Bobeiras, Comunhão, Quaresma em 06/04/2009 por Ju

Eu sei lá o que deu em mim, esses dias (que deveriam ser de penitência) foram, na verdade, de indolência!

Não mexi uma palha, não me santifiquei, nada :(

E pra eu tomar um “tóin”, Deus se vale da minha mãe, me pedindo para ela ir comigo na missa de Páscoa, pode? Eu fiquei sem graça pra xuxú! Mas Deus sabe o que faz. Hoje fui na igreja e me emendei. É tempo de reconciliação ainda. Graças a Deus.