Arquivo para Junho, 2009

Depois de muitos anos!

Posted in Amor, Pessoal on 12/06/2009 by Ju

Hoje é um dia especial. Eu sempre pensei que esse dia ficaria sendo passado em brancas nuvens, que nunca teria alguém para chamar de querido, docinho e outros adjetivos carinhosos. Afinal, é muito cruel você ir vendo suas amigas namorarem, casarem e você… nada! E assim eu passei vários anos.

Eis que Deus dignou-se a me dar uma pessoa muito especial: o Nathan. Somos muito parecidos. E até no que somos diferentes, é bom, pois nos completamos. E hoje, 12 de junho de 2009, pela primeira vez em anos, eu tenho um namorado, alguém que me ame e que eu o ame. Que tenhamos muitos dias pela frente, só nesse amor.

Infelizmente, temos um inimigo em comum: a distância. Ele é de Salvador e eu sou paulistana. Todas as minhas economias e esforços agora serão para juntar $$, para de vez em quando ir ver meu querido Nathan.

Sei que se Deus assim o quiser, em breve o aeroporto não será mais um ponto de encontro para nós dois, e sim o lugar de onde iremos para muitos outros destinos no mundo, sempre juntos.

Carta aberta ao Pe. Fábio de Melo

Posted in Igreja, Sacerdotes on 05/06/2009 by Ju

Reverendíssimo Pe. Fábio de Melo,

Em primeiro lugar, conceda-me a sua bênção!

Escrevo-lhe para fazer algumas observações e questionamentos a respeito das suas colocações durante uma entrevista recentemente concedida ao Programa do Jô.

Caso não saiba, algumas das suas declarações geraram grande indignação entre os católicos. Sobretudo nos blogs e sites católicos multiplicaram-se as críticas e manifestações de repúdio a algumas de suas posições expressas na citada entrevista. Sem dúvida, houve diversas respostas adequadas e enriquecedoras; contudo, parece que essas felizes colocações soçobraram ante uma avalanche de afirmações imprecisas, imprudentes e, em alguns casos, incorretas.

Uma das suas primeiras assertivas, que a mim causou muito espanto e preocupação, foi a de que “precisamos nos despir dessa arrogância de que nós somos proprietários da verdade suprema”. De fato, “donos” da verdade nós não somos. Mas nós a conhecemos! A Verdade é Cristo, e não há outra. Afirmações da natureza desta que o senhor proferiu induzem as pessoas a crer que a verdade é relativa ou até mesmo que não existe. Quando, na realidade, nem uma coisa nem outra procedem. Foi à Igreja que Cristo confiou a missão de ensinar e zelar pela Verdade. Quando, muitas vezes, pessoas imbuídas de um espírito de falso-ecumenismo admitem que todo aquele que prega diferente da Igreja, está ‘certo dentro da sua realidade’, está-se falseando a autêntica Doutrina, segundo  a qual a verdade é objetiva, acessível, única, eterna (vide Tomás de Aquino, in De Veritatis). Outrossim, ao falar em uma “verdade suprema”, subentende-se que há uma ou mais verdades inferiores, submissas. O que não é também correto. Se existe uma, e somente uma, verdade, não há porque falar em verdade “suprema”. Fazendo uso de uma associação lógica, se – como diz o adágio latino – ubbi Ecclesia, ibbi Christus (onde está a Igreja, aí está Cristo); e se Cristo é a Verdade (Jo 14,6); então a Verdade está na Igreja. Por acaso é arrogante, feio ou pecaminoso apontar aos homens aquilo que eles às apalpadelas procuram há séculos? Se os homens estão sedentos de Verdade não podemos nós saciar-lhes mostrando onde ela se encontra?

E como explicar que, ao falar da condição adâmica do homem, o senhor tenha adotado a interpretação modernista segundo a qual a historicidade das escrituras fica reduzida ao nível das histórias da carochinha?! Dizer que Adão é uma imagem simbólica, metafórica, “fabulesca”, não faz parte da Doutrina Católica! O fato de a linguagem empregada no livro de Gênesis ser recheada de simbolismo não elimina o fato de que os acontecimentos nele narrados tenham se dado no tempo e no espaço tal como foram escritos. A interpretação literal complementa e enriquece a hermenêutica que se pode fazer a partir dos símbolos. Não é assim que ensina a Igreja?

Depois o senhor falou que durante muito tempo “nós (subentenda-se: Igreja) fomos omissos”. Parece-me que essa omissão se referia às questões ecológicas. Pelo amor de Deus, padre! A missão da Igreja é salvar a Amazônia ou salvar as almas? Que conversa é essa de “cristificação do universo”? Por que dar atenção a isso quando tantas almas se perdem na imoralidade, na heresia, na inércia espiritual?

Em seguida, veio aquela colocação, esdrúxula e totalmente non sense, de que a Igreja – que se considerava barca de Pedro – após o Concílio Vaticano II passou a se enxergar como Povo de Deus. Devo informar-lhe que a Igreja permanece sendo barca de Pedro, e o povo de Deus é – por assim dizer – a tripulação desta barca. Onde é que houve mudança na compreensão da eclesiologia?

Entre as críticas feitas pelos blogueiros, salientava-se a sua posição – no mínimo, omissa – quando o apresentador Jô Soares comentou que achava um absurdo que a Igreja considerasse que o matrimônio servia apenas à procriação. Pergunto: por que o senhor não afirmou, como ensina a Igreja, que o matrimônio tem duas finalidades: a unitiva e a procriativa? Por que não disse que, sim, o amor dos esposos importa e ele é – ou, pelo menos, deve ser – expresso pela unidade (de pensamento e de vontade) que os cônjuges demonstram em todas e cada uma de suas ações? Era tão simples desfazer a argumentação errônea do entrevistador e, ao mesmo tempo, aproveitar para instruir as pessoas segundo a Sã Doutrina! Pior que não ter ensinado no momento oportuno, foi o senhor afirmar que “o nosso discurso já mudou”! Diga-me, Pe. Fábio, acaso a doutrina imutável da Igreja perdeu a sua imutabilidade? O senhor crê, convictamente, que a Igreja está, dia após dia, se amoldando à mentalidade atual? Não seria missão da Esposa de Cristo formar na sociedade uma mentalidade cristã, isto é, fomentar um novo modo de pensar e de viver que esteja impregnado do perfume de Cristo? Ou é o contrário: o mundo é que deve catequizar a Igreja?

Em outro momento da entrevista o senhor afirmou que não “conseguia” celebrar a missa todos os dias? Não lhe parece estranho, e prejudicial, que a sua “agenda” não permita que o senhor celebre todos os dias a Eucaristia? Qual deve ser o centro da vida do sacerdote: o altar ou o palco? E quanto ao breviário? A sua “agenda” permite que o senhor o reze diariamente (considerando que não fazê-lo é pecado grave para o sacerdote)?

Depois veio a pergunta: “o senhor teve experiências sexuais antes de ser padre?” Creio um homem que consagrou (frise-se o termo: consagrou) sua sexualidade a Deus não deveria expor sua intimidade diante do público. Mas, já que a pergunta indecorosa foi feita, a resposta que esperei foi algo no sentido de fazer o interlocutor entender que aquela questão era de ordem privada; que não convinha ser tratada em público. Em resumo: algo como “não é da sua conta!”. Porém, que fez o senhor? Respondeu que teve, sim, experiências sexuais precedentes, mas “às escondidas”! Caro Pe. Fábio, o senhor acha que convém dar uma resposta deste tipo? Isso não induziria as pessoas a pensar que não existem padres castos (considerando que muitos confundem castidade com virgindade)? Isso não estimularia as pessoas a crer na falácia segundo a qual todo jovem já teve, tem ou deve ter experiências sexuais que precedam a sua decisão vocacional?

O senhor comentou, ainda, que “para a gente ser padre, a gente tem que ter amado na vida. É impossível (grifos meus) fazer uma opção pelo celibato, pela vida consagrada, se eu não tiver tido uma experiência de amar alguém de verdade”. O senhor acha, realmente, que o homem que nunca amou uma mulher não sabe amar? Baseado em que o senhor diz isso? Que dizer então do meu pároco que, tendo ido para o seminário aos 11 anos, nunca namorou? Ele é menos feliz por causa disso? Menos decidido pelo sacerdócio? Não creio que isso proceda.

O que se viu nessa malfadada entrevista à rede globo foi a apresentação de um comunicador, um cantor, um filósofo, um homem qualquer. Pudemos enxergar Fábio de Melo. E só. O padre passou desapercebidamente. De comunicadores, cantores e filósofos, já basta: nós os temos em número suficiente! Precisamos de padres! Padres que são, sim, homens por natureza; mas que tiveram sua dignidade elevada pelo caráter impresso no sacramento da Ordem. Homens que não são “como quaisquer outros” porque receberam a graça e a missão de agir in persona Christi. Temos carência de ver padres que ajam, falem e - até mesmo - se vistam, em conformidade com a sua dignidade sacerdotal.

Creio que muitos destes desdobramentos que eu estou expondo não foram sequer imaginados pelo senhor no momento em que concedeu a entrevista, e enquanto respondia às perguntas. Contudo, o ônus de quem se expõe à opinião pública é, exatamente, suportar os possíveis mal-entendidos que se geram quando as palavras são compreendidas de modo diverso da intenção e da mentalidade de quem as proferiu.  Espero que tudo que eu falei aqui tenha sido realmente um grande mal-entendido… Sempre cabe, contudo, esclarecer os desentendimentos mais graves que possam prejudicar não só a sua imagem, mas a da Igreja como um todo. Um ensino errado pode levar uma alma à perdição.

Perdoe-me, sinceramente, a franqueza e, talvez, a dureza em alguns momentos. Mas eu precisava lhe expor as minhas dúvidas, impressões e inquietudes com relação a essa entrevista. Se o senhor se dignar me responder esta carta, ainda que de modo breve, sucinto, ficaria imensamente grato. Despeço-me rogando mais uma vez a sua bênção e garantindo-lhe as minhas orações em favor de seu sacerdócio e de sua alma.

Gustavo Souza,

Indigno filho da Santa Igreja Católica

Obs.: Esta carta foi encaminhada ao e-mail que consta como contato do reverendíssimo Pe. Fábio de Melo no seu site. Estou no aguardo da resposta…

Fonte: “Erguei-vos, Senhor!”

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Diga-se que tenho que fazer cada palavra e cada vírgula que está no texto acima com muito pesar.

Minha avó e Nossa Senhora do Carmo

Posted in Nossa Senhora, Pessoal, família, fotos on 03/06/2009 by Ju

Existem coisas que o dinheiro não compra, diz um comercial. E existem mesmo. Logo quando comecei a voltar a ir na Igreja, etc., eu lembro de uma foto da minha avó paterna (que nunca pude conhecer, diga-se) no seu casamento, linda.

Minha avó Teresa Cristina Whitaker no dia do seu casamento

Aí, pouco tempo depois, vou na Catedral da Sé e vejo um vitral que chamava a minha atenção. Como aprendi a amar N. Sra. do Carmo, parei para ver o vitral onde estava a Virgem do Carmo e meditar um pouco.

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Vitral da Catedral da Sé onde é retratada N. Sra. do Carmo com o rosto da minha avó

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Detalhe do rosto dela no vitral

Mas… péra lá! Eu conhecia aquele rosto, aquela pose! Era a minha avó Teresa Cristina Whitaker, mãe de meu pai. Era a foto do casamento dela, ah, e como era. Eu fui na secretaria querer saber a história do vitral, mas fiquei só no desejo. A moça me mandou ir na Cúria, no arquivo histórico. Aff! Quanto trabalho, pensei. Vou deixar estar.

Eu tinha certeza que era ela, mas não conhecia o motivo por que o seu retrato estava nesse magnifico vitral da principal igreja da cidade de São Paulo, embora gostaria muito de saber.

Bem, eis que semana passada minha mãe fala que no blog da minha tia Vi, tinha a história do vitral e a foto do casamento dela digitalizada (claro! senão não poderia ter colocado no blog também) e vou lá. Eis que encontro lá a história desse lindo vitral, onde minha avó paterna está retratando a Virgem Santíssima (que privilégio!). Vamos a essa linda história.

Meu bisavô, Dr. José Maria Whitaker, era advogado, banqueiro e político. Ele foi presidente do Banco do Brasil e por duas vezes Ministro da Fazenda, a primeira no governo provisório de Getúlio Vargas e também no governo de Café Filho. Durante a construção da Catedral, o artista italiano responsável pelos vitrais ficou impressionado com a beleza da minha avó e se encantou. Pensou que seria a face perfeita para retratar a Virgem do Carmo.

Foi assim que ela teve seu rosto retratado no vitral que perpetuou suas feições, como minha tia bem observa. Isso por causa da influência do meu bisavô. E hoje, quem entra na Catedral pode ver a beleza da Virgem expressa nos traços da minha avó paterna. Ela está à esquerda de quem entra na catedral pela porta principal. E é uma feliz coincidência (ou providência??) saber que a Virgem do Carmo guarda e intercede por nossa família há gerações.

Minha mãe com o Ed copy

A Vó Teresa Cristina com meu papai no colo... Saudades dele também.

Isso me enche de um “orgulho santo”, hehe. Mater Carmeli, ora pro nobis! Minha vó Teresa, rogue por mim a Deus também, pois tenho certeza que estás junto dEle. Tanto é, que pouco depois dessa honra, ela teve a vida ceifada por um choque anafilático. E deixou dois filhos, um de 4 e outro de 2 anos. Dos quais, o primogênito dela era meu pai. E que foram cuidados como filhos (e nós como netos) por uma tia dele, que nos é tão cara: a Ofélia, mas era a Dinda para os de casa.