Livres das amarras
Poucas vezes vi um sermão me tocar tanto. Na missa desse 15º domingo depois de Pentecostes, eu me questionei, pensei, refleti. E chorei, mas muito. Me vi inteiramente dependente da graça de Deus, pequena, frágil e impotente.
O padre Jonas estava falando da ressurreição do menino (de mãe viúva) – que era o Evangelho do dia – e fez um paralelo lindo entre essa ressurreição desse rapaz, a ressurreição da menina e a de Lázaro. Ele mostrou que essas ressurreições tinham um crescente: a menina era morta há poucas horas, estava ainda na cama em casa. Já o menino, não. Ele já estava no esquife, cheio de faixas (nossos pecados, defeitos, etc). E Lázaro, além de tudo isso, ainda por cima já estava sepultado há 4 dias.
Havia um crescente. E ele mostrou que Deus não faz acepção. Nos liberta seja qual for o estágio da nossa queda, do nosso pecado. Se ainda inocentes como uma criança, é tudo mais simples. Se nós temos já alguns vícios (as amarras), mesmo assim Cristo nos chama: levanta-te como fez com o rapaz. E mesmo quando as pessoas ao nosso redor não acreditam mais e dizem não ter jeito (como Marta e Maria fizeram com Cristo a respeito de Lázaro), Ele ressuscita-nos para a vida da graça.
E eu pensei: quanta coisa não tem me prendendo? Impedindo-me de reviver em Cristo? Será que eu estou presa ainda nos vícios, na minha corrupção, minhas faltas e não atendo à voz de Cristo: “levanta-te”, “sai para fora”? Eu pedi muito ali na igreja, que Ele tivesse piedade de mim e me ajudasse a sair dessas amarras para que eu pudesse viver por Cristo na liberdade de filha de Deus. A maior prisão são os nossos pecados.
14/09/2009 às 09:42
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