Hoje é meu aniversário. Não falarei quantos anos, hehe! Fica a seu juízo dizer quanto tenho, kkk. Mas, uma coisa ficou na minha mente: uma vez tinha ouvido falar de uma Santa Juliana. Tá… Vi no missal, e encontrei Santa Juliana de Falconieri, fundadora do ramo feminino dos servitas, no dia 19 de junho. Ok.
Quando viajamos na peregrinação para os santuários carmelitas e marianos em outubro, no fim da viagem, a guia (ficamos amigas depois, hehe) me deu uma pequena recordação: um marca-páginas com uma Sta. Juliana. Mas algo me intrigou, pois Sta. Juliana de Falconieri não era mártir. E essa que estava no marca-páginas, era, pois tinha a palma nas mãos (símbolo do martírio!). Cheguei de viagem e fui pesquisar. Dá-lhe Google! E eu descobri a Santa Juliana daquele marca-páginas. Ela foi mártir realmente. Me refiro à Santa Juliana de Nicomédia. Mas há um detalhe demais de providência divina aí: o dia que se comemora ela na Igreja Latina é no dia… 16 de fevereiro!
Sim! Meu aniversário! E tenho a graça de ter no Céu uma intercessora nesse dia que leva meu nome! Vou colocar a história dela aqui (e é interessante!). Que possamos tomar o exemplo dela de fidelidade a Deus. E que ela me ajude, nesse dia, a viver cada vez mais próximo de Deus. Para um dia, quem sabe, nos encontrarmos no Céu!
Santa Juliana de Nicomédia – 16 de Fevereiro.
Durante a última perseguição antes da legalização do cristianismo no Império Romano, o Imperador Diocleciano ordenou o assassinato de milhares de cristãos por causa da fidelidade deles à fé cristã. Entre tantos jovens que deram as suas vidas em vez de abandonar a fé em Jesus Cristo estava Santa Juliana, Virgem e Mártir. Sua memória se celebra no aniversário do seu martírio, 16 de fevereiro de 305 AD.
Juliana vivia na cidade de Nicomédia, na Bitínia (atual Turquia). Ela foi martirizada pela sua fé quando se negou a casar com um oficial romano.
Seu pai, o pagão Africano, era um funcionário ambicioso nas legiões romanas e desdenhava a Juliana pelo simples fato dela ter se tornado cristã. E contra a vontade dela, a comprometeu com o Senador Eleusio, o qual sentia somente desprezo pela sua fé e por sua castidade. Quando Eleusio percebeu que Juliana não seria sua esposa, decidiu então, que ela não seria esposa de ninguém mais. Seu chamado ao cristianismo tinha deixado Juliana sem família. Os dois, ao falhar em seu propósito de submeter esta santa à vontade deles, trataram-na brutalmente: o pai dela açoitou-a e a torturou. Eleusio a encarcerou na prisão, onde foi vista lutando com Satanás disfarçado, até que finalmente o subjugou, mantendo-o no chão e dominado com uma corrente.
Juliana sofreu uma morte digna de mártir. Conta-se que primeiro ela foi parcialmente queimada em uma fogueira, em seguida foi jogada em um caldeirão cheio de óleo fervente e, por fim, ela foi liberada de tantos sofrimentos e torturas terrenas pela decapitação.
A luta de Juliana com Satanás era uma das histórias favoritas da Igreja medieval. O que ainda fascina é seu grande significado psicológico: se conta que Satanás apareceu a Santa Juliana como um anjo de luz. Seu propósito era convencê-la de que tudo o que ela havia renunciado nesse mundo era realmente bom!
O martirológio romano nos fala que a morte de Juliana aconteceu em Nicomédia, mas é mais provável que tenha morrido em Nápoles, a princípio Cumae, onde se diz que suas relíquias até hoje são veneradas. Algumas dessas relíquias se encontram hoje em dia em Bruxelas (Bélgica), na Igreja Nossa Senhora de Sablon. Ainda que sua história tenha sido fonte de muitos contos românticos, Juliana é claramente uma figura histórica, já que S. Gregório Magno pediu relíquias do Bispo Fortunato, de Nápoles, para um oratório que uma cristã rica construiu em honra a Santa Juliana e outros santos na Campania, Itália. A tradição no norte da Espanha é que ela está enterrada ali, em um povoado perto do Mar de Cantabria, de quem esse poviado toma seu nome: “Santillana del Mar” em espanhol. Santillana é uma abreviação, em espanhol, de Santa Juliana. A Igreja de Santa Juliana em Santillana é uma abadia em estilo romântico, com mais de mil anos.
Na arte, ela é mostrada em um caldeirão, guiando a satanás acorrentado, ou com uma coroa, levando uma cruz sobre seu peito. É invocada contra as enfermidades contagiosas. Na pintura e vitrais de igrejas na Idade Média, Santa Juliana é mostrada frequentemente lutando com um dragão com asas. Usualmente ela leva uma corrente para prendê-lo. Também pode ser vista com um dragão aos seus pés.
ORAÇÃO A SANTA JULIANA
Nosso Senhor e Nosso Deus,
Tu que glorificaste a Santa Juliana com
a dupla coroa da virgindade e do martírio,
concede-nos que essa comunhão nos ajude
a superar todas as provas e que possamos
alcançar assim o Reino eterno.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho,
que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo
e é Deus pelos séculos dos séculos
AMÉM