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Pia União em potencial

Postado em Administração Apostólica, Igreja, Nossa Senhora em 06/11/2009 por Ju

Conversando com o Pe Jonas fora das missas, ora aqui, ora acolá, tive a ideia de termos um grupo de Filhas de Maria aqui em SP, como quase todas as igrejas e capelas da Adm. Apostólica têm.  Ele consentiu, pedindo somente que eu apresentasse para isso um grupo de moças. Como o contato é bem mais escasso com muitos que frequentam a missa em SP, resolvi convocar todas as interessadas pelo blog

A Pia União das Filhas de Maria é uma associação de moças católicas sob a proteção da Virgem Imaculada e de Santa Inês. Esta associação teve início no século XII, porém atingiu seu pleno desenvolvimento a partir de 1864 devido ao Papa Pio IX (1846-1878) ter concedido inúmeras indulgências às participantes, fazendo com que se espalhasse por vários países da Europa e das Américas.

A Pia União tem como principal função auxiliar as jovens na observância da Lei de Deus, no fiel cumprimento dos deveres cristãos e perseverança na pureza.

Tendo uma formação mensal, fundar um grupo da Pia União, ligado à missa tridentina em São Paulo, será para todas que participarem uma fonte de crescimento ímpar, já que receberemos mensalmente formação católica direcionada, o que muito nos ajudará, já que o mundo hoje tem os valores invertidos, o errado tem sido tido como se fosse certo, uma pressão imensa para que nos dobremos a esse século. E a formação que receberemos nos dará condições espirituais e morais de resistir a essa pressão intelectual e social da pós-modernidade, onde só existe o eu no centro de todas as coisas e não Nosso Senhor.

Por isso, convido a todas as moças católicas solteiras (não podem ser casadas ou que tenham se casado ou separado, somente solteiras) que residam próximo ou em SP e tenham condições de frequentar as formações e assumir compromisso diante de Deus que entrem em contato conosco por email com o assunto “Pia União em SP”. Precisarei dos nomes e telefones (e email, claro) de todas as interessadas.

Minha avó e Nossa Senhora do Carmo

Postado em Nossa Senhora, Pessoal, família, fotos em 03/06/2009 por Ju

Existem coisas que o dinheiro não compra, diz um comercial. E existem mesmo. Logo quando comecei a voltar a ir na Igreja, etc., eu lembro de uma foto da minha avó paterna (que nunca pude conhecer, diga-se) no seu casamento, linda.

Minha avó Teresa Cristina Whitaker no dia do seu casamento

Aí, pouco tempo depois, vou na Catedral da Sé e vejo um vitral que chamava a minha atenção. Como aprendi a amar N. Sra. do Carmo, parei para ver o vitral onde estava a Virgem do Carmo e meditar um pouco.

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Vitral da Catedral da Sé onde é retratada N. Sra. do Carmo com o rosto da minha avó

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Detalhe do rosto dela no vitral

Mas… péra lá! Eu conhecia aquele rosto, aquela pose! Era a minha avó Teresa Cristina Whitaker, mãe de meu pai. Era a foto do casamento dela, ah, e como era. Eu fui na secretaria querer saber a história do vitral, mas fiquei só no desejo. A moça me mandou ir na Cúria, no arquivo histórico. Aff! Quanto trabalho, pensei. Vou deixar estar.

Eu tinha certeza que era ela, mas não conhecia o motivo por que o seu retrato estava nesse magnifico vitral da principal igreja da cidade de São Paulo, embora gostaria muito de saber.

Bem, eis que semana passada minha mãe fala que no blog da minha tia Vi, tinha a história do vitral e a foto do casamento dela digitalizada (claro! senão não poderia ter colocado no blog também) e vou lá. Eis que encontro lá a história desse lindo vitral, onde minha avó paterna está retratando a Virgem Santíssima (que privilégio!). Vamos a essa linda história.

Meu bisavô, Dr. José Maria Whitaker, era advogado, banqueiro e político. Ele foi presidente do Banco do Brasil e por duas vezes Ministro da Fazenda, a primeira no governo provisório de Getúlio Vargas e também no governo de Café Filho. Durante a construção da Catedral, o artista italiano responsável pelos vitrais ficou impressionado com a beleza da minha avó e se encantou. Pensou que seria a face perfeita para retratar a Virgem do Carmo.

Foi assim que ela teve seu rosto retratado no vitral que perpetuou suas feições, como minha tia bem observa. Isso por causa da influência do meu bisavô. E hoje, quem entra na Catedral pode ver a beleza da Virgem expressa nos traços da minha avó paterna. Ela está à esquerda de quem entra na catedral pela porta principal. E é uma feliz coincidência (ou providência??) saber que a Virgem do Carmo guarda e intercede por nossa família há gerações.

Minha mãe com o Ed copy

A Vó Teresa Cristina com meu papai no colo... Saudades dele também.

Isso me enche de um “orgulho santo”, hehe. Mater Carmeli, ora pro nobis! Minha vó Teresa, rogue por mim a Deus também, pois tenho certeza que estás junto dEle. Tanto é, que pouco depois dessa honra, ela teve a vida ceifada por um choque anafilático. E deixou dois filhos, um de 4 e outro de 2 anos. Dos quais, o primogênito dela era meu pai. E que foram cuidados como filhos (e nós como netos) por uma tia dele, que nos é tão cara: a Ofélia, mas era a Dinda para os de casa.

11 de Fevereiro – Nossa Senhora de Lourdes

Postado em Lourdes, Nossa Senhora, Oração, Penitência em 11/02/2009 por Ju

No dia 11 de fevereiro de 1858, uma menina de quatorze anos, Bernadette Soubirous, ingênua, humilde e analfabeta, saiu com uma irmã e uma amiga para catar gravetos em um lugar chamado Massabielle, próximo ao povoado de Lourdes. Para aí chegar, as meninas precisaram atravessar um córrego com os pés descalços. Bernadette, que era asmática, vacilou em colocar os pés na água e por isso se atrasou um pouco na caminhada. Um estalido entre as árvores chamou a atenção da menina. Seus olhos contemplaram uma gruta na qual lhe apareceu uma Senhora com o rosto resplandecente, vestida de branco, com uma cinta azul.

Nossa Senhora de Lourdes, A Senhora misteriosa, sorria e convidou Bernadette a rezarem juntas o terceiro mistério do Rosário. A irmã de Bernadette contou aos pais o ocorrido e estes, num primeiro momento, proibiram Bernadette de retornar à gruta. Mas tiveram que ceder frente a suas lágrimas.

A aparição da Virgem se repetiu no dia 18 de fevereiro. Desta vez, a Senhora disse: “Vocês podem ter a bondade de vir aqui no espaço de quinze dias? Não prometo fazê-las felizes neste mundo, mas no outro”. Ao longo das sucessivas aparições, a Senhora convidou Bernadette a rezar pelos pecadores e exortou os fiéis à penitência.

Basílica de Nossa Senhora de Lourdes

No dia 25 de fevereiro, a Senhora pediu que elas bebessem da água de uma fonte que se encontrava em determinado lugar. Bernadette raspou a superfície do terreno com as unhas. A princípio brotou apenas um fio de água meio escura. Bernadette bebeu um pouco e se lavou. Era o milagroso manancial de Lourdes.

No dia 2 de março a Senhora disse à menina que manifestasse aos sacerdotes seu desejo de que se realizasse uma procissão e se construísse ali uma capela. O pároco de Lourdes, o Pe. Peyramale não acreditou nas palavras da menina e a tratou muito duramente, ordenando: “Diga a essa Senhora para falar seu nome”. Na manhã do dia 25 de março, a Virgem Santíssima deu sua resposta: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Quatro anos antes, no dia 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX, na Basílica de São Pedro, em Roma, proclamara que a Imaculada Conceição de Nossa Senhora é dogma de fé, quer dizer, todos os católicos devem firmemente crer que Nossa Senhora foi preservada da mancha do pecado original. Com a aparição de Lourdes a Virgem confirmava a proclamação do dogma.

Apesar da proibição das autoridades civis que interrogaram e ameaçaram Bernadette, os peregrinos começaram a acorrer em massa à gruta de Massabielle, onde se realizaram muitos milagres. O acesso à gruta foi proibido. Mais tarde, por ordem do imperador Napoleão III, o lugar foi aberto ao público.

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Basílica de Lourdes

O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França, recebe anualmente milhões de peregrinos crentes e também não crentes, para experimentar o milagre que ininterruptamente se repete: para alguns a cura dos males do corpo e para todos a serenidade do espírito. Em Lourdes a Virgem prossegue sorrindo ao mundo. Sua festa é celebrada a 11 de fevereiro.

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Santa Bernardete está incorrupta

No dia 2 de junho de 1925, na Sala do Consistório, o papa Pio XI declarou Bernadette Bem-aventurada. A festa da beatificação ocorreu na Basílica de São Pedro no dia 14 de junho do mesmo ano. No dia 8 de dezembro de 1933, o mesmo papa inscreveu Bernadette Soubirous no catálogo dos santos.

 

Oração a Nossa Senhora de Lourdes

Bendita sejais, Virgem Puríssima, que por dezoito vezes vos dignastes aparecer na gruta de Lourdes, toda imersa nas irradiações do vosso próprio esplendor, da vossa doçura, da vossa magnificência e ali vos revelastes à humilde e ingênua criança, para que, no êxtase de sua contemplação, vos ouvisse dizer: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Bendita sejais, Senhora, na vossa Imaculada Conceição. Bendita sejais, pelos extraordinários benefícios que não cessais de espargir naquele lugar. E nós, ó Maria, pelo vosso amor de Mãe e pela glória que vos tributa a santa Igreja, nós vos conjuramos que realizeis as esperanças de conversão, de santificação, de perseverança, numa palavra, as esperanças de salvação que nasceram em nós com a proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Fostes Virgem Maria, Imaculada na vossa Conceição. Rogai por nós ao Pai, cujo Filho Jesus, concebido do Espírito Santo, destes à luz. Amém.

Fonte: Nossa Senhora de Todos os Povos

Eu tive o privilégio de estar em Lourdes em Outubro do ano passado, por ocasião do Jubileu dos 150 anos da aparição de Lourdes. Lembranças lindas. Ir na gruta, beber a água de Lourdes. O jubileu trouxe graças e mais graças aos peregrinos. Fomos privilegiados. Mas a Virgem não cessou suas graças não. Assim como fez com Santa Bernardete, Nossa Senhora continua a chamar-nos à penitência (sugestivo, já que acabamos de entrar há poucos dias no Tempo da Septuagésima), e a derramar graças sobre os que atendem a sua voz. Rezemos e façamos penitência como Nossa Mãe nos pediu.

“Canta diante da Virgem Imaculada”

Postado em Estudos, Igreja, Liturgia, Nossa Senhora em 08/12/2008 por Ju

Deus Onipotente, Todo-Poderoso, Sapientíssimo, tinha que escolher a sua Mãe. Tu, que terias feito, se tivesses tido que escolhê-la? Penso que tu e eu teríamos escolhido a que temos – cumulando-a de todas as graças. Foi isso o que Deus fez. Portanto, depois da Santíssima Trindade, vem Maria. – Os teólogos estabelecem um raciocínio lógico para esse cúmulo de graças, para essa impossibilidade de estar sujeita a satanás: convinha, Deus podia fazê-lo, logo o fez. É a grande prova, a prova mais clara de que Deus rodeou a sua Mãe de todos os privilégios, desde o primeiro instante. E assim é: formosa, e pura, e limpa em alma e corpo! (Forja, 482)

És toda formosa, e não há mancha em ti. – És horto cerrado, minha irmã, Esposa, horto cerrado, fonte selada. – Veni coronaberis. – Vem, serás coroada (Cant 4, 7, 12.8). Se tu e eu tivéssemos tido poder, tê-la-íamos feito também Rainha e Senhora de toda a criação.

Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher com uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. – O vestido, de sol. – A lua a seus pés (Ap 12, 1). Maria, Virgem sem mancha, reparou a queda de Eva; e esmagou com seu pé imaculado a cabeça do dragão infernal. Filha de Deus, Mãe de Deus, Esposa de Deus.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo coroam-na como Imperatriz que é do Universo.

E rendem-lhe preito de vassalagem os Anjos…, e os patriarcas e os profetas e os Apóstolos…, e os mártires e os confessores e as virgens e todos os santos…, e todos os pecadores, e tu e eu. (Santo Rosário, 5º mistério glorioso)

Fonte: Meditação Diária de S. Josemaria Escrivá

Tota pulchra es, Maria

Postado em Igreja, Liturgia, Nossa Senhora, Protestantes, Santo do Dia, Santos em 08/12/2008 por Ju

Hoje é dia da Imaculada Conceição. Em 8 de Dezembro de 1858, o papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição. O dogma declara declara a santidade da Virgem Santíssima desde o primeiro momento da sua existência, desde a sua Concepção (Conceição), ou seja, que ela foi preservada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão.

Não é algo arbitrário e ilógico. Se ela tivesse tido a mácula do pecado, a Redenção não seria possível. A doutrina da Imaculada Conceição era crida dede o primeiro século da Igreja.  Os Padres da Igreja também focavam esse ponto como pacífico. Até Lutero, um herege, um cismático, que foi um dos pais do protestantismo junto com Calvino, admitiu a Imaculada Conceição, vejam:

Era justo e conveniente, fosse a pessoa de Maria preservada do pecado original, visto o filho de Deus tomar dela a carne que devia vencer todo pecado“. (Lut. in postil. maj.).

É uma doce e piedosa crença esta que diz que a alma de Maria não possuía pecado original; esta de que, quando ela recebeu sua alma, ela também foi purificada do pecado original e adornada com os dons de Deus, recebendo de Deus uma alma pura. Assim, desde o primeiro momento de sua vida, ela estava livre de todo pecado
Fonte: Lutero, Sermão sobre o Dia da Conceição da Mãe de Deus de 1527

Alguém pensará porque citei Lutero aqui e não S. Afonso. É que, normalmente, quem ataca a Imaculada Conceição da Ssma. Virgem são protestantes. E aqui fica provado que Lutero (e outros reformadores que não cito aqui) criam e eram devotos de Nossa Senhora.

Mas vamos ao que disseram os grandes santos sobre esse dogma:

S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja: “Deus, que pôde conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”

São Tomás de Aquino, doutor da Igreja: “Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça a tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial; caso contrário, a ignomínia da Mãe passaria para o Filho”

S. Bernardino de Sena: “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha”

A Liturgia nos reserva para hoje um do mais belos hinos marianos, e que deu o nome a esse post, o Tota Pulchra:

Tota pulchra
Tota pulchra es, Maria,
et macula originalis non est in te.
Tu gloria Jerusalém;
Tu laetitia Israel;
Tu honorificentia populi nostri;
Tu advocata peccatorum.
O Maria!
O Maria!
Virgo prudentissima!
Mater clementissima!
Ora pro nobis, intercede pro nobis
ad Dominum Iesum Christum

tradução:
Toda formosa sois, ó Maria,
e em vós não há mácula original.
Sois a glória de Jerusalém,
sois a alegria de Israel,
sois a honra de nosso povo,
sois a advogada dos pecadores.
Ó Maria, ó Maria!
Virgem prudentíssima,
Mãe clementíssima!
Orai por nós, intercedei por nós
junto ao nosso Senhor Jesus Cristo.

Vamos pedir a Deus que nos capacite a seguirmos o exemplo da Virgem Santissima hoje e sempre. E que a exemplo dela, possamos viver em santidade e pureza.

A Medalha Milagrosa

Postado em Igreja, Liturgia, Nossa Senhora, Santo do Dia, Santos em 27/11/2008 por Ju

Hoje é um dia especial para mim, após ter feito toda aquela peregrinação pela Europa. É o dia que N. Sra. apareceu a Sta Catarina Labouré. Uma menina simples, ela era noviça no convento das Irmãs de Caridade. A mãe dela faleceu quando ela tinha 8 anos. Depois de um período de postulantado, foi admitida no convento.

Mas no dia 27/11/1830 a vida dela mudaria. Ela viu, nesse dia Nossa Senhora. E a Sma. Virgem apareceu a ela sobre o globo, com raios de luz jorrando de suas mãos e em forma de medalha. Em volta dela tem a seguinte frase: “Ó Maria sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós”. No outro lado da medalha, Catarina viu um “M” maiúsculo, e esta letra encimada por uma cruz. Em baixo, havia os corações de Jesus e Maria, sendo que o primeiro coroado de espinhos e o segundo transpassado por uma espada. Nossa Senhora também lhe pede que cunhe uma medalha segundo esse modelo e que os que a usassem receberiam grandes graças. Ela teve essa visão várias vezes até setembro de 1831.

Muitos desconfiaram e não foi fácil convencer os seus superiores a cunhar a medalha como Nossa Senhora havia lhe pedido.  Até que o arcebispo de Paris, dois anos depois, autorizou fazer 1500 medalhas. Para que! Em curto espaço de tempo estava difundida a devoção da medalha milagrosa e em pouquíssimo tempo se fabricaram mais de 20 milhões dessas medalhas, ficando a devoção conhecida dos católicos de todo o mundo.

No entanto, até a sua morte, ninguém soube quem era a irmã que tinha tido tais visões. Somente o seu confessor, quando da sua morte, revelou o segredo. Até então, ela viveu no anonimato, trabalhando na cozinha, na portaria e no serviço aos pobres. Ninguém imaginava que ela era “a irmã das visões da medalha milagrosa”.

Ela morreu em 31 de dezembro de 1876, mas a festa ficou para hoje devido às aparições de Nosa Senhora a ela terem se iniciado nesse dia.

Masss… é curioso um detalhe: tanto a ela quanto a Sta. Bernardete (que também está incorrupta – eu vi as duas!), Nossa Senhora aparece dizendo-se a Imaculada Conceição. No caso de Sta. Catarina, ela não falou explicitamente, mas a própria frase da medalha evidencia isso (“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!” -> concebida sem pecado = imaculada conceição). E isso, muito antes de ser proclamado o dogma da Imaculada. Ou melhor, pouco antes. O dogma foi proclamado em 8/12/1854 e ela teve essa revelação em 1830. E no caso de Bernardete, faziam só 4 anos de proclamado o dogma, ela teve essa revelação de N. Sra. em 11/02/1858. É revelador que a própria Virgem Ssma. veio falar o que a Igreja pouco depois ratificaria.

Em poucas semanas falaremos melhor sobre a Imaculada Conceição. Por ora, rezemos junto com Sta Catarina: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!

Homenagem à Nossa Senhora Aparecida

Postado em Nossa Senhora em 12/10/2008 por Ju

Ó Senhora bela e querida
A qual chamamos de Mãe Aparecida
Ilumina nossos caminhos
e guia nossas vidas
Fazendo-nos caminhar numa
estrada florida.
Ó Mãe de Jesus e de toda humanidade
Intercedei para que no mundo,
não haja maldade.
Olhe por seus filhos que sofrem
por tantas desigualdades
Conduzindo- nos ao caminho
da felicidade.
Ó Maria sem pecado concebida
Através de seu Sim, ao mundo
veio habitar a luz.
Contigo a vitória é certa
em nossas vidas
Pois quem está com Maria,
está também com Jesus.
Ó Mãe Aparecida
Que sempre está ao nosso lado
nas horas sofridas
Como é bonito ver teus filhos
te saudarem no fim do dia.
Com a bela oração
da Ave-Maria.

Nossa Senhora das Dores

Postado em Igreja, Liturgia, Nossa Senhora, Oração, Santo do Dia em 15/09/2008 por Ju

Acompanhar Nossa Senhora em todas as  fases de sua vida terrestre, admirar os altos desígnios de Deus na pessoa sacrossanta de sua Mãe é sempre delícia para um coração devoto à SS. Virgem. Mais apropriada não podia ser a nossa meditação das dores, senão ocupando-nos com os sete dolorosos lances de sua existência terrena, ou propriamente “as sete dores”, a saber:

1.º – A profecia de Simeão.  “Eis aqui está posto este Menino para ruína e para ressurreição de muitos de Israel, e como alvo a que atirará a contradição. E uma espada traspassará tua alma”. (Lc. 2,34)  A esta palavra a SS. Virgem vê de uma maneira clara e distinta no futuro as  contradições a que Jesus Cristo será exposto:  contradições na doutrina, contradições no conceito público, contradições nos seus santíssimo afetos, na alma e no corpo.   E esta previsão dolorosa ficou na alma de Maria  durante trinta e três anos. À medida que Jesus crescia em idade, em sabedoria e em graça, no Coração de Maria aumentava a angústia de perder um filho tão caro, pela aproximação da inexorável Paixão e Morte.   “O Senhor usa de compaixão para conosco, em não nos fazer ver as cruzes que nos esperavam, e se temos de sofrer,  é só uma vez. Com Maria Santíssima assim não procedeu, porque a queria Rainha das dores e toda semelhante ao Filho;  por isso ela via sempre diante de  si todas as  pelas que havia de sofrer” (Santo Afonso)

2.º – A fuga para o Egito.  A profecia de Simeão começou a cumprir-se logo. Jesus apenas nascido, já é cercado pela morte. Para salvá-lo, Maria deve ir para um exílio longínquo, para o Egito, por caminhos desconhecidos, cheios de perigos. No Egito a Sagrada Família passou perto sete longos anos como estranha, desconhecida, sem recursos, sem parentes.  “A viagem de volta para a Terra Santa apresentou-se mais penosa ainda, porque o Menino Jesus já era tão crescido que, levá-lo ao colo, difícil tarefa devia ser, e fazer a pé o grande trajeto parecia acima de suas forças” (São Boaventura)

3.º – Jesus encontrado no templo.  “Há quem diga que toda esta dor não só foi maior de todas que Maria sofreu na sua vida, mas que foi também de todas a mais acerba”.  Nos outros seus sofrimentos tinha ela Jesus em sua companhia; mas agora via-se longe dele, sem saber onde ele se achava.  Das outras dores Maria conhecia perfeitamente a razão e o fim, isto é, a redenção do mundo, a vontade divina; mas nesta dor não podia ela atinar com o motivo de Jesus estar longe de sua Mãe. Quem sabe se sua mente não se torturava com pensamentos como este:  não o servi como devia, cometi alguma falta, alguma negligência, que motivasse dele se  retirar de mim?  Certo é que não pode haver pena maior para uma alma que tem amor a Deus, senão o temor de o ter desgostado. Realmente, em nenhuma outra dor, que nós saibamos, Maria se lamentou, queixando-se  amorosamente com Jesus, depois de o ter achado: “Filho, porque fizeste assim conosco? Olha que teu pai e eu te buscávamos aflitos” (Santo Afonso)

4.º – Maria se encontra com Jesus na via dolorosa.  Pilatos tinha sentimento humano para com Jesus;  tivesse ele  vencido sua covardia,  talvez o teria salvo do furor da multidão, ainda mais, se à súplica de  sua mulher se tivesse unido um pedido da Mãe de Jesus. Maria, porém,  não se move naquela  hora tremenda, que decide  da  vida ou da morte de seu Filho, porque sabe, que o Filho podia por si, sem auxílio alheio, livrar-se dos seus inimigos, e se se deixa como um cordeiro levar ao suplício, então é porque o faz espontaneamente, cumprindo a vontade de Deus. Maria ainda não se move, quando a sentença já é irrevogavelmente pronunciada. Vai ao encontro de Jesus que,  carregado do peso da cruz, se encaminha para o Calvário.   Vê-o todo desfigurado e entregue, coberto de mil feridas e horrivelmente ensangüentado. Seus olhares se  cruzam.  Nenhuma queixa sai da sua boca, porque as maiores dores  Deus lhe reservou para a salvação do mundo. Aquelas  duas almas, heroicamente generosas, continuam juntas no seu caminho do sofrimento, até o lugar do suplício.

5.º – Jesus morre na cruz.  Chegam ao Calvário. Os algozes despojam Jesus das suas vestes, pregam-no na cruz, levantam o madeiro e  sobre ele deixam-no morrer. Maria agora se aproxima da cruz e perto da cruz fica, e assiste à horrível agonia de três horas.  “Que espetáculo ver-se o Filho agonizante sobre a cruz, e ver-se ao pé da mesma agonizar a Mãe, que todas as penas sofria com seu Filho!  (Santo Afonso).  “O que os cravos eram para o corpo de Jesus, para o coração de Maria era o amor” (São Bernardo).    “No mesmo tempo que Jesus sacrificava o corpo, a Mãe imolava a alma” (São Bernardo).   E não pode  dar ao Filho o menor alívio; ainda saber que o maior tormento para o Filho era ver present5e sua Mãe, que dor, que sofrimento! O único alívio para a Mãe e  para o filho era saber, que das suas dores resultava para nós a  vida eterna.

6.º – Abertura do coração de Jesus pela lança e descimento da cruz. Jesus morrendo, exclamou: “Consummatum est” – Tudo está consumado. Estava  completa a série dos sofrimentos para o Filho, não porém, para a Mãe.  Quando ela está chorando a morte do filho, um soldado vibra a lança contra o peito de Jesus, abrindo-o, e sai sangue e água. O corpo morto de Jesus não sente mais a lançada;  mas sentiu-a a Mãe no íntimo do coração. Tiram o corpo do Filho da cruz. O Filho é entregue  à Mãe, mas em que estado!  Antes o mais belo entre os filhos dos homens, agora está todo desfigurado. Antes, era um prazer olhar para ele;  agora,  seu aspecto é horroroso. Quando morre  um filho, trata-se de afastar do cadáver a mãe. Maria, pelo contrário,  não deixa que lho tirem dos seus braços, senão quando é para sepultá-lo.

7.º – Jesus é colocado no sepulcro.  “Eis que já o levam para sepultá-lo. Já se põe em movimento o doloroso préstito. Os discípulos levam o corpo de Jesus  sobre os ombros. Os Anjos do céu o acompanham. As santas mulheres seguem e, no meio delas, a Mãe. Querem que ela mesma acomode o corpo sacrossanto de Jesus no sepulcro, precisando por a pedra  para fechar o sepulcro, os discípulos precisam dirigir-se à SS. Virgem, e lhe dizer: “Agora é hora de vos despedir, Senhora;  deixai que fechemos o sepulcro. Muni-vos de paciência! Olhai-o pela última vez e despedi-vos de vosso filho”. Moveram a pedra e colocaram-na no seu lugar, fechando com ela o santo sepulcro.  Maria, dando um último adeus ao Filho e à sepultura, volta para casa” (Santo Afonso).   “Voltou tão triste a aflita e pobre Mãe, que todos a viam, dela se compadeciam e choravam” (São Bernardo)  Só no nosso coração não haverá lágrimas para Maria?  Não choramos nós, que somos a causa de tantas dores?  Ah! Se nos faltam lágrimas de  sentimento dos nossos olhos sensíveis, choremos pelo menos lágrimas de penitência, expressão ainda do firme propósito, de não mais cometermos pecado algum. Foram os nossos pecados que levaram à morte o nosso Irmão primogênito, e transpassaram o coração dulcíssimo de Maria, Mãe de Jesus e  nossa Mãe.

REFLEXÕES

Se a nós Deus mandar uma cruz em forma sofrimentos físicos ou morais, acusações injustas ou de contínuas contrariedades, recorramos à Nossa Senhora, e não nos entreguemos à tristeza e ao desânimo. Sofrimento que vem mandado por um Pai que nos tem tanto amor, não pode visar outro fim, senão o nosso bem temporal e eterno. O sofrimento um dia, converter-se-á em  alegria;  as lágrimas derramadas hoje, darão lugar a uma felicidade que não terá fim.  Uma cruz é diferente da outra e a duração de tempo do nosso padecimento pertence a Deus. São momentos tristes, mas que devemos aceitar alegremente,  como uma graça divina. Afinal, lembremo-nos de quanto sofrimento Cristo padeceu no Calvário!  E quanto sofreu a Mãe, diante da agonia do Filho!

Se teu ombro já parece não suportar o peso da cruz, se a extrema dor te abala os sentidos, não desperdice esse tempo com lamentações, muitas vezes inevitáveis .  Oferece essas dádivas às almas que padecem no Purgatório,  em desagravo dos pecados cometidos contra o Santíssimo Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria, pela conversão de todos nós, pobres pecadores, pela paz no mundo, pelo Papa, ou por tantas outras causas urgentes que clamam por nossas orações e sacrifícios.

Por enquanto,  coloquemo-nos confiantemente no colo amoroso de Nossa Senhora das Dores, que experimentou o sofrimento na sua máxima intensidade.

Fonte: Página Oriente

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Coroa das 7 Dores de Nossa Senhora

Coroa das sete dores de Nossa Senhora

No início : 1 Credo, 1 Pai Nosso e 1 Ave Maria

[Primeira dor] – A dor que sentiu o Seu Coração Virginal com a Profecia de Simeão.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Segunda dor] – A angústia que sentiu, ao ter que fugir, com São José e Seu Menino Deus, para o Egipto.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Terceira dor] – A aflição que Ela sentiu quando perdeu por três dias o Seu tesouro: Jesus
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Quarta dor] – A tristeza mortal que Ela sofreu ao ver Seu Filho carregando a Cruz, por nossos pecados.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Quinta dor] – O martírio do Seu Coração generoso, assistindo a Agonia que passava o Salvador.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Sexta dor] – A ferida que sofreu Seu Coração, ao ver trespassado o Coração de Seu Filho.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

[Sétima dor] – O desconsolo e desamparo que Ela sofreu, no sepultamento do Redentor.
(1 Pai Nosso e 7 Ave Maria)

No final: 1 Salve Rainha

8 de Setembro – Natividade de Nossa Senhora

Postado em Igreja, Liturgia, Nossa Senhora em 08/09/2008 por Ju

Precisamente nove meses depois de comemorar a Imaculada Conceição da Virgem,
a Igreja celebra a festividade do seu Nascimento. Assim se exprimiu o Padre
Antônio Vieira sobre essa celebração:

“Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o
Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse
Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina,
dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que
nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce
para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para
Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora
dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da
Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para
Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para
Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os
pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para
Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom
Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores
todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da
Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para
ser Maria e Mãe de Jesus” (Sermão do Nascimento da Mãe de Deus).

Cristãos querem retirar das bancas “Playboy” de Carol Castro

Postado em Deu na Mídia, Nossa Senhora em 14/08/2008 por Ju

E a discussão em torno do assunto chegou até ao blog que Carol mantém na internet
Extra

A polêmica da foto de Carol Castro nua com um terço nas mãos, na “Playboy”, continua a render. A notícia, revelada com exclusividade pela coluna “Retratos da Vida”, do jornal Extram ontem, repercute agora em um órgão internacional, a Liga Cristã Mundial. Segundo o advogado e secretário geral da LCM, Michel Hanna Riachi, a associação vai processar a revista. “Vamos instaurar um processo criminal contra a atriz e os editores da revista, que são co-autores disso. Depois, vamos tentar obter a ordem de busca e apreensão da publicação em todo o Brasil”.

Segundo Riachi, o terço nas páginas de uma revista como a “Playboy” atinge não só os católicos. “É uma ofensa contra os cristão de todo o mundo. Este é um crime previsto no artigo 208 do código penal”. O artigo citado pelo advogado diz o seguinte: “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. “A pena para isso é de um mês a um ano de prisão ou multa”, alega Riachi. O editor-chefe da “Playboy”, Edson Aran, diz que, caso o processo seja aberto, o assunto será tratado pelo departamento jurídico da Editora Abril, que publica a revista. “Mas eu acho que isso é uma tempestade em um copo d’água. Volto a dizer: essa foto está num contexto, nada é gratuito”.

E a discussão em torno do assunto chegou até ao blog que Carol mantém na internet. No espaço de comentários dos leitores, alguns defendem a atriz, enquanto outros protestam. “Você sabia que a primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, ela se encontrava com um terço nas mãos? Carol, por favor reflita sobre a sua atitude”, pede uma leitora, identificada como Denise. “As pessoas deveriam se preocupar com fotos de crianças na rua, com a fome. É pura hipocrisia”, defende Luana Santos Oliveira. Para a revista, a repercussão vem sendo boa. Ontem, dois dias depois de ser lançada, a edição de aniversário da “Playboy” já estava se esgostando em algumas bancas. Em entrevista à coluna, publicada ontem, Carol pediu desculpas a quem se sentiu ofendido: “Essa não era a minha intenção”.

Fonte G1

O engraçado, é que ela fala que não queria ofender e tal, mas veja isso que saiu no Terra:

Carol Castro afirmou em encontro com jornalistas na terça-feira, em São Paulo, que fotografou para a edição de agosto da revista Playboy em situações que ela classificou como “engraçadas”.

Como as fotos foram feitas ao ar livre, em Salvador, na Bahia, ela teve de enfrentar olhares curiosos e até alguns reprovadores. “Era dia de procissão de Nossa Senhora do Carmo, pessoas com velas brancas e eu pelada”, contou.

A primeira foto que Carol tirou mostrou como seria o resto do ensaio. Para ela, aquela foi a “prova de fogo”. “Estava em uma sacada, pessoas passando lá embaixo. De repente, eu vejo uma família almoçando.”

Entre outros pontos turísticos da capital baiana, Carol fotografou em frente ao Elevador Lacerda e no Pelourinho.

Quer dizer, ela sabia bem o que fazia. Ela fez isso em um dia de procissão religiosa, no Pelourinho.

Então, sem essa de dizer que não queria ofender, e outras firulas!

Dignare me laudare Te, Virgo Sacrata – da mihi virtutem contra hostes tuos.