Todos que me conhecem e sabe que adoro fazer amigos em todo lugar. Ok. Ainda mais em se tratando de católicos tradicionais. Apesar de ver as coisas de modo diferente, tenho amizade com várias pessoas da FSSPX e não tenho problemas. Mas sempre há umas pessoas que são de matar, hehe.
No dia em que D. Fellay esteve em SP (mais especificamente no domingo, já que ele veio pro fim de semana todo), estiveram na FSSPX dois irmãos religiosos. São de uma ordem semelhante à dos sacramentinos, mas com o mesmo carisma: a Eucaristia. E um deles falou que embora não tenha missa tridentina lá, ele queria celebrar a missa tridentina quando fosse sacerdote. Adorei e troquei emails com ele e nos adicionamos no MSN.
Bom, papo vai, papo vem, e ele sempre vinha hostilizando D. Fernando, etc. Tô até acostumando… Mas a coisa começou a ficar mais séria, porque ele defendeu que a Igreja seria a Fraternidade etc, o que – inclusive – não tem suporte no que ouvi do próprio D. Fellay, mas que, lamentavelmente, muitos adotam esse discurso.
Dei um alô a ele e disse que não gostava dessa estória. Aí ele veio com outro papo nesse sentido que torrou. Eu até certo ponto tentei levar. Mas teve uma hora que cansei e fui curta e direta. Passei da conta? Pode ser. Mas sabe, ao mesmo tempo em que penso umas coisas (D. Fernado e os padres de Campos podiam ter feito algumas coisas de modo diferente, assim como a FSSPX devia ter feito diferente algumas outras), não admito outras. O cara se acha melhor que o Papa e a Santa Sé. Aí não rola mesmo.
Uma coisa na minha cabeça é ver e constatar que houveram (e existem até hj…) erros de ambas as partes. Normal, pois há seres humanos ali. Tementes a Deus e desejando dar o melhor a Ele? Sim. Mas continuamos humanos e falhos. Outra coisa, é o cara se arvorar em juiz da Igreja. Aí não admito mesmo. Se era pra isso, continuaria a ser protestante. Eu ter certas reservas com algumas coisas, achar que determinadas situações poderiam ser melhor assim e assado não me torna juíza do padre Jonas Lisboa, de D. Fernando, do Papa, do Magistério. Jamais!
Então, eu sempre serei crítica com certas coisas sim, mas ponho isso aqui, para vocês verem que uma coisa é eu ter uma visão diferente do que poderia ter sido e outra completamente distinta é o limite disso. Pra mim o limite é claro: eu não tenho graça de estado como o padre, o bispo e o Santo Padre têm. Eu somente quero ser (e morrer) filha da Igreja, como falava Sta. Teresa de Ávila. Se isso implica em renunciar ao que penso, renuncio. Se implicar em submeter meu juízo a outrem, submeto. Se implicar em dar a minha vida por Cristo e Sua Igreja, eu pedirei graça a Deus pra isso.






